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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Saint-Saenz-Sinfonia nº03 em dó menor Op.78 "Organ Synphony"


  • Em 1886 Camille Saint-Saen estreia em Londres a sua Sinfonia No. 3 em dó menor op.78 "the Organ Symphony" para organ, 2 pianos e orquestra. 

A Sinfonia nº 3 em dó menor, Op. 78, de Camille Saint-Saëns, também conhecida como "Sinfonia com órgão", é uma das obras sinfônicas mais imponentes e emocionantes do repertório romântico francês — e certamente a mais célebre entre as sinfonias de Saint-Saënz

  • Estrutura e características

    • Apesar de ter dois movimentos numerados, a sinfonia se divide, na prática, em quatro seções, que fluem sem interrupção.

    • A obra é inovadora ao integrar o órgão de tubos como um protagonista orquestral, não como solista de concerto, mas parte integral da textura sinfônica.

    • Saint-Saëns também introduz o piano (a quatro mãos) discretamente, adicionando uma coloração especial.

    • Início sombrio e dramático, marcado por tensão e mistério. A tonalidade de dó menor remete ao destino, como em Beethoven.

    • Um desenvolvimento intenso e muito orquestrado, alternando momentos vigorosos e contemplativos.

    • O segundo movimento (lento) é de grande lirismo e espiritualidade, onde o órgão entra com suavidade, quase como um sussurro da eternidade.

    • O final é triunfante: o famoso acorde do órgão, brilhante e pleno, explode em dó maior — uma verdadeira apoteose, muitas vezes descrita como “celestial”.

    • Foi dedicada à memória de Franz Liszt, que faleceu em 1886, o mesmo ano da estreia da obra.

    • O próprio Saint-Saëns disse: “Eu dei tudo o que pude dar... o que fiz, jamais farei novamente.”

    • Ela é muitas vezes interpretada como a culminância de sua produção sinfônica — e de fato foi sua última sinfonia numerada



  • Aqui toca a  Orchestre de Paris Paavo Järvi, conductor


    domingo, 28 de março de 2010

    Benjamin Britten-Violino Concerto em ré menor Op. 15

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    • Em 1940 aa 28 de Março,  Benjamin Britten estreia o seu Violino Concerto em ré menor Op. 15 interpreatdo perla New York Philharmonic conduzida por John Barbirolli, com Antonio Brosa como solista. Aqui a interpretação é de Janine Jansen, violino acompanhada pela  Orchestre de Paris dirigida por Paavo Järvi

    Violin Concerto in D minor, Op. 15 de Benjamin Britten é uma das obras mais expressivas e emocionalmente intensas do repertório violinístico do século XX. Composto entre 1938 e 1939, reflete o contexto turbulento da época, marcado pela iminência da Segunda Guerra Mundial e pelo exílio do próprio Britten nos Estados Unidos.

    Estrutura e Características:

    1. Movimento I – Moderato con moto

      • Começa de forma enigmática, com um solo de timbales, e logo o violino surge com uma melodia lírica e melancólica.

      • A orquestração é rica, evocando um tom quase elegíaco.

      • Há um desenvolvimento dramático, mas sem perder a fluidez melódica.

    2. Movimento II – Vivace

      • Um scherzo enérgico e sarcástico, lembrando Shostakovich.

      • O virtuosismo do solista é evidente, com passagens rápidas e contrastes rítmicos.

      • A parte central tem um toque sombrio e reflexivo.

    3. Movimento III – Passacaglia: Andante lento

      • O coração da obra, com um tema solene que se repete e se transforma.

      • Uma atmosfera de lamento permeia o movimento, culminando em um final incerto e misterioso.

      • A sensação de ambiguidade emocional é marcante, sem uma resolução triunfante.

    Importância e Estilo:

    • Britten demonstra sua habilidade em criar melodias intensamente expressivas, ao mesmo tempo que incorpora harmonias modernas e orquestração sofisticada.

    • O concerto carrega um tom de protesto e melancolia, refletindo as incertezas da época.

    • É uma obra que exige grande técnica e sensibilidade do solista.

    Embora não seja tão popular quanto outros concertos para violino do século XX, como os de Shostakovich ou Sibelius, o Concerto para Violino de Britten é uma peça profundamente cativante e emocionalmente complexa, ganhando reconhecimento crescente no repertório moderno.

    quinta-feira, 19 de março de 2009

    Dvorak-Cello concerto em si menor op.104

    • Em 1896 FP Antonin Dvorák estreia em Londres no Queens Hall. o Cello Concerto em si menor, Op. 104 com a London Philharmonic, conduzida por ele e Leo Stern como solista. Aqui o solista é Gautier Capuçon, cello
      Paavo Järvi, conduzindo a Orchestre de Paris
    • Concerto para violoncelo foi composto por encomenda do famoso violoncelista Hannus Wihan, durante o inverno de 1894-1895.

    •  É a última obra americana de Dvorák. Retornando logo depois à Tchecoslováquia, o compositor ficou muito abalado pela notícia da morte de sua cunhada, que fora seu primeiro amor e por quem tinha profunda afeição.

    •  Para homenageá-la, fez algumas alterações em sua partitura, acrescentando uma citação de um de seus Cantos, op. 82, justamente a canção predileta de Joséphine Kounicova. 

    • Nessa versão final, tão convincente, Dvorák aboliu a cadência que Hannus Wihan compusera para o concerto. A estreia aconteceu em Londres, em 19 de março de 1896, com o violoncelista Leo Stern (mais tarde, o próprio Wihan tornou-se um célebre intérprete da obra).