Mostrar mensagens com a etiqueta w1893. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta w1893. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 13 de novembro de 2025

Sibelius-Karelia Suite op.11

 a Karelia Suite, Op. 11, de Jean Sibelius, é uma das obras mais vibrantes e acessíveis do compositor finlandês, escrita em 1893.e  estreada  em Viborg na Finlândia  a 13 de Novembro 

Trata-se de uma suíte orquestral em três movimentos, derivada de uma música incidental que Sibelius compôs para uma série de tableaux históricos apresentados pela associação estudantil de Viipuri (atual Vyborg, na Carélia).
Contexto

A Carélia é uma região simbólica para a identidade finlandesa — situada entre a Finlândia e a Rússia, sempre foi vista como berço das tradições e do folclore nacional. Quando Sibelius compôs a suíte, o país ainda fazia parte do Império Russo, e a obra acabou tornando-se um gesto patriótico.
Por isso, a Karelia Suite é mais que uma peça orquestral: é um hino à alma finlandesa, com melodias populares, ritmos dançantes e uma energia sincera e rústica.

1. Intermezzo: “March of the Karelia Regiment”

Um tema marcial, nobre e vigoroso — como uma marcha popular que ressoa à distância.
Sibelius queria aqui o sentimento de orgulho coletivo, e não de pompa militar. A orquestração é clara e direta, com uso expressivo dos metais e da percussão.
É o movimento mais célebre e frequentemente executado isoladamente.

2. Ballade: “The Castle Scene”

O coração lírico da suíte.
Um trovador canta diante do rei; os sopros e cordas criam uma atmosfera melancólica e medieval, com um tema nobre e triste que cresce em intensidade até um clímax dramático.
Aqui já se sente o Sibelius mais maduro, com sua habilidade de sugerir vastos espaços e emoções contidas.

3. Alla Marcia

Fecha a suíte com brilho e espírito festivo — uma marcha triunfal que volta ao tom patriótico do início, agora mais seguro e jubiloso.
A energia rítmica é contagiante; é como se Sibelius encerrasse com uma celebração do povo carélio.

Em síntese

A Karelia Suite é menos introspectiva que as sinfonias posteriores de Sibelius, mas revela já o seu estilo:

  • clareza e economia de meios,

  • colorido orquestral característico,

  • e o gosto por paisagens sonoras amplas, onde se sente o vento e o silêncio nórdico entre os temas.

quinta-feira, 23 de outubro de 2025

Tchaikovsky-Sinfonia nº 6 em si menor"Pathétique" op.74

a Sinfonia n.º 6 em si menor, Op. 74 — a célebre “Pathétique” de Tchaikovsky — é uma das obras mais intensas, confessionais e emocionais de toda a história da música. É, de certo modo, o testamento espiritual do compositor.

Tchaikovsky escreveu-a em 1893, poucos meses antes da sua morte — e há quem veja nela uma despedida consciente da vida. Ele próprio disse ao irmão Modest que essa seria “a melhor coisa que já compus.” E de facto é uma sinfonia profundamente pessoal, de contrastes extremos: entre grandeza e desolação, entre o brilho do mundo e a escuridão íntima.

Em 1893 a 23 de Outubro, estreia em São Petersburgo esta Sinfonia Nº 6  regida pelo próprio, 9 dias antes de morrer.


O compositor, bebendo água não fervida, foi contaminado pela epidemia de cólera que grassava em São Petersburg

Eis uma leitura resumida dos seus quatro movimentos:

  1. Adagio – Allegro non troppo
    Começa com um tema sombrio nos fagotes e contrabaixos, quase um lamento. O desenvolvimento conduz-nos a explosões dramáticas, com uma intensidade emocional quase trágica. É um movimento de vida e morte, como se o compositor lutasse contra forças interiores.

  2. Allegro con grazia
    Um falso alívio: uma valsa em 5/4, irregular, desequilibrada, que nunca chega a estabilizar o compasso. É belo e melancólico ao mesmo tempo, um sorriso com sombra por trás — um dos trechos mais caracteristicamente “tchaikovskianos”.

  3. Allegro molto vivace
    Parece um scherzo triunfal, quase marcial. Quando termina, o público tende a aplaudir, como se fosse o final da sinfonia — mas é um engano. Tchaikovsky ironiza a própria ideia de vitória: esse triunfo é vazio, artificial, um eco do que já não é.

  4. Finale: Adagio lamentoso
    Aqui está o verdadeiro coração da Pathétique: a sinfonia não termina em glória, mas se extingue num murmúrio de resignação. O tema final desce, afunda, desfaz-se lentamente no silêncio. É o som de uma alma que se apaga.

Em conjunto, a obra é um retrato do conflito entre vida exterior e dor interior, entre a forma clássica e a emoção desmedida — uma despedida tão humana que ainda hoje, ao ouvi-la, parece que Tchaikovsky fala diretamente a nós. 

quarta-feira, 20 de março de 2024

Dvorak-The wild dove op.110

Em 1893 a 20 de Março, Antonin Dvorák estreia em Brno o seu poema sinfónico The Wild Dove Op. 110,

quinta-feira, 14 de dezembro de 2023

Sibelius- Suíte Lemminkäinen op.22

A Suíte Lemminkäinen, ou mais corretamente Quatro Lendas do Kalevala, Op. 22, é uma sequência de poemas de quatro tons para orquestra concluída em 1896 pelo compositor finlandês Jean Sibelius.

 A obra foi concebida como Veneen luominen (A Construção do Barco), uma ópera com cenário mitológico, antes de assumir a forma de suíte. Há um fio narrativo: são seguidas as façanhas do heróico personagem Lemminkäinen do Kalevala, que é uma coleção de poesia folclórica, mítica e épica. 

O poema de segundo tom, O Cisne de Tuonela, é popular como uma obra orquestral independente. A peça foi originalmente concebida como uma ópera mitológica antes de Sibelius abandonar a ideia e torná-la uma peça composta por quatro movimentos distintos.

 Os dois primeiros, porém, foram retirados pelo compositor logo após sua estreia e não foram executados nem adicionados à partitura publicada da suíte até 1935. Sibelius mudou a ordem dos movimentos quando fez suas revisões finais em 1939, colocando O Cisne de Tuonela em segundo e Lemminkäinen em Tuonela em terceiro.

domingo, 10 de dezembro de 2023

Rachmaninov-The Rock-Fantasia para orquestra Op. 7

A Rocha, op. 7 (ou The Crag) (russo: Утёс) (Utyos) é uma fantasia ou poema sinfônico para orquestra escrito por Sergei Rachmaninoff no verão de 1893. É dedicado a Nikolai Rimsky-Korsakov. Foi estreado em Moscovo a 8 deMarço de 1893

terça-feira, 28 de novembro de 2023

Grieg-Peer Gynt Suites

Peer Gynt, op. 23, é a música incidental da peça homônima de Henrik Ibsen de 1867, escrita pelo compositor norueguês Edvard Grieg em 1875. Ela estreou junto com a peça em 24 de fevereiro de 1876 em Christiania (hoje Oslo). Mais tarde, Grieg criou duas suítes a partir de sua música Peer Gynt. Algumas das músicas dessas suítes receberam cobertura da cultura popular; veja a música de Grieg na cultura popular. Mais de uma década depois de compor a música incidental completa para Peer Gynt, Grieg extraiu oito movimentos para fazer duas suítes de quatro movimentos. As suítes de Peer Gynt estão entre suas obras mais conhecidas, porém inicialmente começaram como composições incidentais. Suíte nº 1, op. 46 foi publicado em 1888, e Suite No. 55 foi publicado em 1893 Suite 1 0:00 Morning Mood 4:30 The Death of Åse 9:36 Anita's Dance 13:13 In the Hall of the Mountain King Suite 2 15:48 Ingrid's Lament 20:13 Arabian Dance 24:56 Peer Gynt's Homecoming (Stormy Evening on the Sea) 27:35 Solveig's Song

segunda-feira, 24 de maio de 2021

Beethoven-Violino Sonata Nº 09 em lá menor op.47 Kreutze

Em 1893 a 24 de Maio, Beethoven estreia em Viena o seu Violino Sonata No. 9 em lá menor op.47 a Sonata Kreutzer, com o violinista George Bridgetower e Beethoven no piano como solistas

Aqui estão alguns pontos de destaque sobre a obra:

🎻 Dimensão e virtuosismo: Esta sonata é conhecida por sua grande escala e dificuldade técnica, tanto para o violino quanto para o piano. O primeiro movimento, por exemplo, apresenta uma introdução lenta e dramática, seguida de um Presto eletrizante, cheio de contrastes e tensões.

🎶 Três movimentos:

  1. Adagio sostenuto – Presto: Um dos movimentos mais famosos, com uma introdução lenta seguida por um Presto impetuoso e enérgico.

  2. Andante con variazioni: Um movimento lírico com um tema simples e belas variações, explorando a expressividade do violino e do piano.

  3. Finale (Presto): Um rondó enérgico e alegre que conclui a sonata com grande virtuosismo.

  4. A Sonata Kreutzer é admirada pela sua riqueza emocional e técnica, sendo frequentemente interpretada por grandes violinistas e pianistas em recitais. Tolstói inspirou-se nesta obra para escrever a sua novela “A Sonata a Kreutzer”, que explora temas de ciúme e paixão. 

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

20 de Agosto


Em 1893 Smetana estreia em Chicago a sua Opera A noiva vendida uma opera cómica em 3 acyos com libretto de Karel Sabina e fora tocada pela primeira vez no Teatro Provisório em Praga em 30 de Maio de 1866

Aqui a interpretação da Orquestra Sinfónica de Ribeirão Preto dirigida por Claudio Cruz 


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Brahms-Intermezzo nº1 para piano em mi bemol maior op.117

  • Em 1893 a 18 de Fevereiro, Brahms estreia em Viena o seu Intermezzo nº1 para piano em mi bemol maior op.117.

O Intermezzo nº1 em Mi bemol maior, Op. 117 de Johannes Brahms é uma das obras mais emblemáticas e emocionais do compositor. Escrito como parte de um conjunto de três intermezzos (Op. 117), a peça reflete o lado mais introspectivo e lírico de Brahms, especialmente em sua fase mais madura.


A obra se caracteriza por sua melancolia e suavidade, e muitas vezes é vista como um retrato de um estado de alma introspectivo. Com uma estrutura relativamente simples, mas com um profundo conteúdo expressivo, o Intermezzo nº1 apresenta uma temática principal que flui suavemente, intercalada com passagens mais poéticas e sublimes. Ele utiliza acordes amplos e ressonantes, explorando a riqueza harmônica, mas sem se perder em complexidade excessiva.

É uma peça com muitos contrastes, ora mais calmo e contemplativo, ora mais intenso e com maior profundidade emocional, algo típico no estilo de Brahms. A escrita para piano é muito refinada e sensível, requerendo do intérprete uma grande capacidade de expressar nuance e subtileza. É uma obra que, para muitos pianistas, representa uma oportunidade de explorar a beleza emocional do piano de uma maneira muito pessoal.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

7 de Fevereiro

  • No ano de 1893 Brahms estreia as 7 Fantasias para Piano em ré, Op. 116, em Viena.Aqui a interpretação é de Evgeny Kissin.
  1. Fantasia de 1 a 3.
  2. Fantasia de 4 a 5.
  3. Fantasia de 6 a 7.