A Scythian Suite, Op. 20 (1915) é basicamente Prokofiev a dizer ao mundo: “segurem-me a partitura que hoje vou assustar Paris”. É brutal, pagã, rítmica até aos ossos, cheia de arestas. Nada de conforto — aqui há terra, fogo, sacrifício e deuses antigos.
Em 1916 a 16 de Janeiro Sergei Prokofiev estreia a Scythian Suite op.20
Alguns pontos que a tornam tão especial:
Violência rítmica: marteladas orquestrais, acentos deslocados, uma energia quase primitiva. Dá para sentir o chão a tremer.
Harmonia agressiva: dissonâncias cruas, sem pedir desculpa. Não é “feia” — é intencionalmente áspera.
Orquestra monstruosa: metais em fúria, percussão tribal, cordas em tensão constante. Prokofiev explora o limite físico do som.
Atmosfera pagã: escrita a partir de um bailado sobre rituais citas — sacrifícios, deuses solares, forças arcaicas. Tudo muito pré-cristão, quase mítico.
Os andamentos são todos fortes, mas:
“A Adoração de Veles e Ala” já chega a esmagar.
“A Procissão do Sol” é hipnótica e ameaçadora.
“O Ídolo de Lolli e o Cortejo dos Sete Ídolos” fecha com uma fúria quase apocalíptica.
Curiosidade deliciosa: na estreia, muita gente ficou chocada. Era demais. Hoje soa visionária — um antepassado direto do Stravinsky mais brutal e até de certas linguagens do cinema épico moderno.
No ano de 1916 a 1 de Março, Mahler estreia nos EUA a Sinfonia No. 8 em mi bemol maior. pela Philadelphia Orchestra, son a condução de Leopold Stokowski.
A Sinfonia nº 8 em mi bemol maior de Gustav Mahler, também conhecida como "Sinfonia dos Mil", é uma das suas obras mais grandiosas e ambiciosas.
Composta entre 1906 e 1907, essa sinfonia foi premiada tanto pela sua magnitude quanto pela sua intensidade emocional. Mahler, que sempre teve uma relação muito íntima e pessoal com suas obras, criou aqui uma sinfonia com proporções épicas e uma variedade de recursos musicais, tornando-a uma das mais desafiadoras para os intérpretes.
A obra é chamada de "Sinfonia dos Mil" devido ao número impressionante de músicos e coros que Mahler imaginou para a performance — no total, a obra pode envolver centenas de músicos, incluindo uma enorme orquestra, múltiplos coros e vozes solo, criando um efeito sonoro monumental.
A sinfonia é dividida em duas partes, que podem ser vistas como opostas em termos de conteúdo e sensação:
Primeira parte: Tem um caráter muito vibrante e alegre, com referências a temas religiosos. Mahler a concebeu como uma "homenagem ao espírito humano" e faz uso de textos de Fausto, de Goethe.
O uso de vozes e coros é um elemento central desta parte, com sua construção monumental e cenas que evocam um estado de transcendência espiritual. A introdução apresenta um tema grandioso que é recorrentemente desenvolvido ao longo do movimento.
Segunda parte: É mais introspectiva e religiosa, com base no hino "Veni, Creator Spiritus", que evoca o Espírito Santo. Aqui, a música adquire um tom mais solene e meditativo. Esta parte está ligada ao momento de contemplação espiritual, destacando o aspecto religioso da obra.
A sinfonia é desafiadora em todos os sentidos — tanto na complexidade orquestral quanto na exigência vocal, e o resultado é uma sensação de elevação e transcendência, ao mesmo tempo que se mistura com uma sensação de inquietação.
A obra foi estreada em 1910, em Munique, e foi recebida com grande entusiasmo, embora tenha exigido um imenso esforço logístico e financeiro devido à sua escala. Ela se tornou um marco na carreira de Mahler, mas também reflete um momento de grande crise pessoal para o compositor, que estava lidando com questões de saúde e com a perda de sua filha, Maria, durante a composição.
A Sinfonia nº 8 é, sem dúvida, uma das obras mais grandiosas e de maior impacto emocional dentro do repertório sinfónico.
Esta foi a penultima composição orquestral de Glazunov
. Cada vez mais sujeito ao alcoolismo e à depressão, ele fugiria para o Ocidente após a revolução bolchevique de 1917 e perderia grande parte do seu impulso criativo.
Ele escreveu apenas mais uma obra orquestral concluída, O "Poème epique" de 1934.
Glazunov, um músico altamente talentoso, com uma memória musical extraordinariamente receptiva e um ouvido aguçado, absorveu diversas influências, mas não as moldou adequadamente
. Sua música é bem trabalhada, mas muitas vezes soa de segunda mão ou desatualizada. Este é um trabalho com força considerável, mas diz pouco do que já não havia sido expresso em seus anteriores "Esboços Finlandeses" e Fantasia Finlandesa. Lenda da Carélia "foi escrita A Finlândia estava se separando do Império Russo; seu status era o de um Ducado semi-independente dentro do Império e recentemente ganhou alguma medida de autogoverno.
A Karélia foi disputada entre este Ducado e a Rússia propriamente dita. Finlândia obteve muito quando conquistou a independência.Depois que Stalin fez seu infame tratado de paz com Hitler, ele invadiu a Finlândia e, no final da Segunda Guerra Mundial, a Rússia havia tomado tudo.
Sibelius reivindicou isso, musicalmente, em sua bela Suíte Karelia, op 9 (1893). É revelador que a composição de Sibelius, quase um quarto de século mais antiga que a de Glazunov, ainda soa mais fresca e contemporânea.
A Suite, Op. 14, S. 62, BB 70 é uma peça para piano solo escrita por Béla Bartók. Foi escrito em fevereiro de 1916, publicado em 1918, e estreado pelo compositor em 21 de abril de 1919, em Budapeste.
A Suite é uma das obras mais significativas para piano de Bartók, apenas comparável à sua Sonata para Piano de 1926.
Estrutura
A obra tem quatro movimentos curtos, cada um com um carácter muito próprio:
Allegretto
Ritmo vivo e quase dançante. Há uma sensação de música popular estilizada, com padrões repetitivos e energéticos.
Scherzo
Mais irregular e brincalhão. Aqui Bartók explora ritmos assimétricos e contrastes bruscos — parece quase um jogo de sombras.
Allegro molto
Intenso e percussivo. O piano é tratado quase como um instrumento de percussão — algo muito típico do Bartók.
Sostenuto
O mais lento e atmosférico. Cria uma espécie de suspensão no tempo, com uma sonoridade mais misteriosa e contida.
Em 1916 Carl Nielsen estreia em Copenhage a sua Sinfonia No. 4 op.9 FS 76 The Inextinguishable, com a Orchestra of the Copenhagen Music Society,com o compositor na direcção
Em 1835 nasce Eduard Strauss que viria a morrer a 28 de dezembro de 1916, foi um compositor austríaco, irmão de Johann Strauss II e Josef Strauss.
A família dominou o mundo musical vienense durante décadas, criando muitas valsas e polkas
Eduard Strauss, criou um estilo próprio e não tentou imitar as obras dos seus irmãos ou outros seus contemporâneos.
Foi principalmente lembrado e reconhecido como um maestro, a sua popularidade foi ensombrada pelo de seu irmão mais velho.
Percebendo isso, carimbou a sua própria marca com a polca rápida, conhecida na língua alemã como "polca-Schnell".
Entre os mais populares polkas, foram "Bahn Frei", op. 45, "Ausser Rand und Band", op.168, e "Ohne Bremse", op. 238.
Esta é a Bahn frei
e a thelephone polka
No ano de 1916 estreia-se em Madrid de Mamuel de Falla o seu concerto para piano e orquestra Noites nos jardins de Espanha. Aqui a interpretação é da Symfonieorkest Vlaanderen