Mostrar mensagens com a etiqueta w1929. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta w1929. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Sibelius-Sinfonia nº6 em ré menor op.104

Em 1923, a 19 de Fevereiro, Jean Sibelius estreia em Helsinquia, a sua 6ª Sinfonia em ré menor op.104, conduzida pelo autor. A 6ª Sinfonia em Ré menor, Op. 104, de Jean Sibelius, é uma das suas obras mais intrigantes e singulares dentro da sua produção sinfónica. Composta entre 1923 e 1924, ela reflete um período da vida de Sibelius marcado por uma maior introspecção e experimentação musical. Em comparação com as sinfonias anteriores, a 6ª é mais sutil, mais delicada e, de certa forma, mais minimalista em termos de orquestração e desenvolvimento temático. Aqui estão algumas características notáveis: Estrutura e Estilo: A sinfonia tem 4 movimentos, e a música é marcada por uma atmosfera mais serena e contemplativa, com algumas passagens que podem ser interpretadas como espirituais ou até mesmo místicas. A escrita orquestral é bem detalhada, embora não tão densa quanto em algumas de suas obras anteriores, como na 5ª Sinfonia. Tonalidade e Ambiência: Embora comece em ré menor, a sinfonia apresenta uma progressão tonal bastante fluida, com muitas mudanças de tonalidade que criam uma sensação de busca ou transição. Ao contrário de outras sinfonias de Sibelius, que podem ter momentos grandiosos e de impacto dramático, a 6ª tem um caráter mais introspectivo e até algo melancólico em certos momentos. Orquestração: A orquestração é mais econômica, com um uso mais claro das texturas e das cores. Sibelius prefere, em grande parte, deixar os instrumentos se expressarem com clareza, sem sobrecarregar a partitura com camadas excessivas de som. Influências e Contexto: Essa sinfonia foi composta depois de um período em que Sibelius estava se afastando de grandes projetos, tendo enfrentado problemas pessoais e financeiros. Ela reflete uma fase mais sombria, com uma sensação de solidão ou introspecção, mas também de uma busca por serenidade e clareza. Recepção: Quando foi estreada, a 6ª Sinfonia foi recebida de maneira mista. Muitos consideraram-na menos acessível e menos "grandiosa" do que as sinfonias anteriores de Sibelius. No entanto, com o tempo, ela ganhou o status de uma das sinfonias mais refinadas do compositor, sendo admirada pela sua subtileza e profundidade. >

sábado, 16 de maio de 2020

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Ottorino Respigh-Festivais Romanos



Em 1879 nasceu em Bolonha, Ottorino Respighi um compositor italiano que viria a falecer em Roma em 1936 a 18 de Abril


O ano de 2009 comemora o 80 º aniversário da estreia de Festivais Romanos, com Arturo Toscanini conduzindo a New York Philharmonic em 21 de fevereiro de 1929. T"Epiphany"

Feste Romane" (Festivais Romanos) de Ottorino Respighi é a mais grandiosa e explosiva das três obras orquestrais que compõem a célebre trilogia romana do compositor (juntamente com Fontane di Roma e Pini di Roma). Composta em 1928, é uma verdadeira celebração da cor orquestral, da exuberância histórica e do dramatismo italiano.


🎭 Sobre a obra

  • Feste Romane é um poema sinfônico em quatro movimentos, cada um retratando uma cena festiva da Roma antiga ou barroca.

  • Respighi vai ao limite do que uma orquestra pode fazer — é uma das partituras mais difíceis e exigentes do repertório sinfônico moderno.

  • Mais do que descritiva, a peça é cinematográfica, quase operática em intensidade.


📜 Os quatro movimentos (com breves descrições)

  1. Circenses (Os Jogos Circenses)

    • Evoca os gladiadores no Coliseu, com multidões aclamando.

    • Um clima selvagem, brutal, quase pagão.

    • Uso de metais em profusão, percussão implacável, dissonâncias violentas.

  2. Giubileo (Jubileu)

    • Atmosfera contemplativa e religiosa.

    • Um peregrino chega a Roma, ouvimos sinos ao longe, cânticos, e uma sensação de redenção.

    • Belíssimo uso de cordas e harpas, com intervenções de órgão e metais evocando espiritualidade.

  3. L’Ottobrata (Outubro)

    • Um cenário bucólico e pastoral, com caçadas e danças de outono.

    • Tema mais leve e galante, com solos encantadores de clarinete e cordas dançantes.

    • Celebra a beleza do campo romano com vivacidade e elegância.

  4. La Befana (A Epifania)

    • Uma festa popular na Piazza Navona, com frenesi carnavalesco.

    • Mistura de sons grotescos e alegres, como se estivéssemos no meio de uma multidão em êxtase.

    • Respighi cita canções folclóricas italianas e constrói um final avassalador, quase caótico.






sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

19 de Fevereiro

  • Em 1929 FP Bela Bartók estreia em Londres o seu String Quartet No. 3 em dó sustenido maior, interpretado pelo Waldbauer-Kerpely Quarteto.Aqui a interpretação é do The Juilliard String Quartet
Esta obra em bora sem pausas está escrito em 4 tempos que são
1. Prima parte: Moderato
2. Seconda parte: Allegro
3. Recapitulazione della prima parte: Moderato
4. Coda: Allegro molto

Esta peça foi dedicado à Sociedade Musical de Filadélfia e foi inscrito num concurso internacional de música de câmara gerido pela organização. Ganhou o primeiro prémio de 6.000 dólares, em conjunto com uma obra de Alfredo Casella. .