quinta-feira, 30 de novembro de 2023
Tchaikovsky-Variacões sobre um Tema Rococo para Cello e Orquestra em lá maior op.33
terça-feira, 24 de outubro de 2023
Joseph Joachim Raff-Violino Concerto No. 2 em lá menor Op. 206
sexta-feira, 20 de outubro de 2023
Brahms-Sinfonia nº2 em ré maior op.73
terça-feira, 9 de março de 2021
Tchaikovsky-Francesca de Rimini op.32
quarta-feira, 30 de dezembro de 2020
Bruckner-Sinfonia nº 7 em mi maior
quarta-feira, 16 de dezembro de 2020
Bruckner-Sinfonia nº 3 em ré menor
Primeiro andamento: começa com uma chamada quase ritual dos metais. Parece que a sinfonia não “arranca” — ela se ergue, bloco a bloco. Há silêncios longos, tensões que não se resolvem logo. Bruckner pede paciência, mas recompensa.
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Adagio: aqui está o coração. Não é sentimental; é contemplativo. Há uma espécie de fé cansada, mas firme. Música que não consola — acompanha.
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Scherzo: rústico, quase camponês. Dá para imaginar passos pesados na terra, contrastando com um trio mais lírico, como se o mundo respirasse por um instante.
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Finale: talvez o mais problemático… e por isso mesmo fascinante. Há luta, fragmentação, tentativas de afirmação. Não é triunfo fácil; é uma vitória que custa.
👉 existem várias versões da Terceira (1873, 1877, 1889), porque Bruckner foi muito pressionado a cortar e “simplificar”.
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A versão original é mais ousada, mais wagneriana, mas também mais caótica.
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As versões tardias são mais enxutas, porém alguns sentem que perdem aquele ímpeto quase místico inicial.
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terça-feira, 20 de outubro de 2020
Schubert-Sinfonia nº2 em si bemol maior D.125
I. Largo — Allegro vivace (Si bemol maior)
A introdução lenta (Largo) tem um caráter quase solene, abrindo espaço para um Allegro vivace leve, cheio de energia juvenil. Nota-se uma clara herança clássica — o uso de forma sonata é bastante disciplinado — mas Schubert tempera isso com melodias cantáveis e um sentido harmônico mais aventureiro do que era comum em Haydn, por exemplo. O desenvolvimento modula com liberdade surpreendente para um compositor tão jovem.
II. Andante (Mi bemol maior)
Este segundo movimento é uma série de variações sobre um tema simples e gracioso. Cada variação apresenta novas cores instrumentais e mudanças de caráter: ora delicado, ora mais vigoroso. Aqui Schubert mostra já um talento especial para orquestração clara e para melodias que parecem quase vocais, como se uma canção estivesse escondida na textura instrumental.
III. Menuetto: Allegro vivace — Trio (Si bemol maior / Sol menor)
O Minueto é ritmicamente incisivo e lembra bastante Beethoven nos seus scherzi iniciais, embora mantenha o título tradicional “Menuetto”. O Trio, em Sol menor, cria um contraste mais sombrio e dramático, antes do retorno ao clima mais jovial do Minueto. Aqui se nota um jogo expressivo entre luz e sombra que antecipa o Schubert maduro.
IV. Presto (Si bemol maior)
O Finale é vibrante, cheio de energia rítmica e vitalidade. A escrita orquestral é ágil, e Schubert mostra domínio da forma rondó-sonata, com um tema principal muito marcante. Há ecos do espírito lúdico de Haydn, mas com um colorido harmônico mais pessoal e fresco. É um desfecho alegre e brilhante, típico de uma sinfonia juvenil, mas tecnicamente muito bem construída.
Em contexto histórico e estilístico
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A Sinfonia n.º 2 foi escrita pouco depois da n.º 1 (D. 82), ainda na Viena do pós-Napoleão.
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Não foi publicada nem amplamente executada durante a vida de Schubert.
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Orquestra clássica relativamente pequena, sem trombones (como nas sinfonias iniciais).
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Mostra já a sua inclinação para o lirismo melódico, contrastando com a estrutura clássica herdada.
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É uma obra excelente para perceber como Schubert assimila a tradição clássica e começa a transformá-la.
Em resumo: