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quinta-feira, 30 de novembro de 2023

Tchaikovsky-Variacões sobre um Tema Rococo para Cello e Orquestra em lá maior op.33

Em 1877a 30 de Novembro .Tchaikovsky estreia em Moscovo a Variacões sobre um Tema Rococo para Cello e Orquestra em lá maior op,33, com Nicolai Rubinstein conduzindo e Wilhelm Fitzenhagen como solista

terça-feira, 24 de outubro de 2023

Joseph Joachim Raff-Violino Concerto No. 2 em lá menor Op. 206

Joseph Joachim Raff (27 de maio de 1822 - 24 ou 25 de junho de 1882) foi um compositor, pedagogo e pianista germano-suíço. Raff nasceu em Lachen, na Suíça. 

Seu pai, um professor, fugiu de Württemberg para lá em 1810 para escapar do recrutamento forçado para o exército daquele estado do sudoeste da Alemanha que teve de lutar por Napoleão na Rússia.

 Joachim foi em grande parte autodidata em música, estudando enquanto trabalhava como professor Ele enviou algumas de suas composições para piano a Felix Mendelssohn, que as recomendou à Breitkopf & Härtel para publicação. Raff também compôs na maioria dos outros gêneros, incluindo concertos, ópera, música de câmara e obras para piano solo. 

Suas obras de câmara incluem cinco sonatas para violino, uma sonata para violoncelo, um quinteto de piano, dois quartetos de piano, um sexteto de cordas e quatro trios de piano. 

Muitas dessas obras são agora registradas comercialmente.

 Ele também escreveu inúmeras suítes, algumas para grupos menores (há suítes para piano solo e suítes para quarteto de cordas), algumas para orquestra e uma para piano e orquestra e uma para violino e orquestra.

sexta-feira, 20 de outubro de 2023

Brahms-Sinfonia nº2 em ré maior op.73

Sinfonia nº 2 em Ré maior, Op. 73, foi composta por Johannes Brahms no verão de 1877, durante uma visita a Pörtschach am Wörthersee, uma cidade na província austríaca da Caríntia. 

Sua composição foi breve em comparação com os 21 anos que Brahms levou para completar sua Primeira Sinfonia. 

 O clima alegre e quase pastoral da sinfonia muitas vezes convida a comparações com a Sexta Sinfonia de Beethoven, mas, talvez maliciosamente, Brahms escreveu ao seu editor em 22 de novembro de 1877 que a sinfonia “é tão melancólica que você não será capaz de suportá-la. nunca escrevi nada tão triste, e a partitura deve sair em luto."

 A estreia foi realizada em Viena em 30 de dezembro de 1877 pela Filarmônica de Viena  

terça-feira, 9 de março de 2021

Tchaikovsky-Francesca de Rimini op.32

Francesca da Rimini: Fantasia Sinfônica após Dante, Op. 32, é um poema sinfônico de Pyotr Ilyich Tchaikovsky. 

É uma interpretação sinfônica da trágica história de Francesca da Rimini, uma beldade imortalizada na Divina Comédia de Dante. 

 Em 27 de julho de 1876, Tchaikovsky escreveu: “Esta manhã, quando estava no trem, li o Quarto [sic] Canto do Inferno e fui tomado por um desejo ardente de escrever um poema sinfônico sobre Francesca”. 

 Mais tarde naquele verão, ele visitou Bayreuth para participar do Der Ring des Nibelungen. 

Ele compôs Francesca em Moscovo entre outubro e novembro É dedicado a seu amigo e ex-aluno Sergei Taneyev. Foi apresentada pela primeira vez no início de 1877 em Moscovo, num concerto da Sociedade Musical Russa, dirigido por Nikolai Rubinstein.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Bruckner-Sinfonia nº 7 em mi maior

No ano de 1884.a 30 de Dezembro Bruckner estreia a Sinfonia No. 7 em mi maior, em Leipzig interpretado pela Gewandhaus Orchestra conduzida por Arthur Nikisch.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Bruckner-Sinfonia nº 3 em ré menor

Em 1877 s 16 de Dezembro, Anton Bruckner estreia em Viena a sua Sinfonia nº3 em ré menor que  é uma sinfonia elaborada por Anton Bruckner, tendo sido dedicada a Richard Wagner e por isso às vezes denominada Sinfonia Wagner 

Foi escrita em 1873, revista em 1877 e novamente em 1891
  • Primeiro andamento: começa com uma chamada quase ritual dos metais. Parece que a sinfonia não “arranca” — ela se ergue, bloco a bloco. Há silêncios longos, tensões que não se resolvem logo. Bruckner pede paciência, mas recompensa.

  • Adagio: aqui está o coração. Não é sentimental; é contemplativo. Há uma espécie de fé cansada, mas firme. Música que não consola — acompanha.

  • Scherzo: rústico, quase camponês. Dá para imaginar passos pesados na terra, contrastando com um trio mais lírico, como se o mundo respirasse por um instante.

  • Finale: talvez o mais problemático… e por isso mesmo fascinante. Há luta, fragmentação, tentativas de afirmação. Não é triunfo fácil; é uma vitória que custa.


👉 existem várias versões da Terceira (1873, 1877, 1889), porque Bruckner foi muito pressionado a cortar e “simplificar”.

  • A versão original é mais ousada, mais wagneriana, mas também mais caótica.

  • As versões tardias são mais enxutas, porém alguns sentem que perdem aquele ímpeto quase místico inicial.

terça-feira, 20 de outubro de 2020

Schubert-Sinfonia nº2 em si bemol maior D.125

Em 1877 a 20 de outubro,  Franz Schubert estreia em Berlim a sua Sinfonia nº2 em si bemol maior D.125 Aqui a interpretação é da Frankfurt Radio Symphony ∙ Andrés Orozco-Estrada, Dirigent ∙ 

A Sinfonia n.º 2 é uma das obras orquestrais mais interessantes do seu período juvenil — composta em 1814–1815, quando ele tinha apenas 17 ou 18 anos. Embora ainda revele a influência forte de Haydn, Mozart e Beethoven, já se percebe nela uma voz própria, especialmente no tratamento melódico e no lirismo característico de Schubert.

I. Largo — Allegro vivace (Si bemol maior)

A introdução lenta (Largo) tem um caráter quase solene, abrindo espaço para um Allegro vivace leve, cheio de energia juvenil. Nota-se uma clara herança clássica — o uso de forma sonata é bastante disciplinado — mas Schubert tempera isso com melodias cantáveis e um sentido harmônico mais aventureiro do que era comum em Haydn, por exemplo. O desenvolvimento modula com liberdade surpreendente para um compositor tão jovem.

II. Andante (Mi bemol maior)

Este segundo movimento é uma série de variações sobre um tema simples e gracioso. Cada variação apresenta novas cores instrumentais e mudanças de caráter: ora delicado, ora mais vigoroso. Aqui Schubert mostra já um talento especial para orquestração clara e para melodias que parecem quase vocais, como se uma canção estivesse escondida na textura instrumental.

III. Menuetto: Allegro vivace — Trio (Si bemol maior / Sol menor)

O Minueto é ritmicamente incisivo e lembra bastante Beethoven nos seus scherzi iniciais, embora mantenha o título tradicional “Menuetto”. O Trio, em Sol menor, cria um contraste mais sombrio e dramático, antes do retorno ao clima mais jovial do Minueto. Aqui se nota um jogo expressivo entre luz e sombra que antecipa o Schubert maduro.

IV. Presto (Si bemol maior)

O Finale é vibrante, cheio de energia rítmica e vitalidade. A escrita orquestral é ágil, e Schubert mostra domínio da forma rondó-sonata, com um tema principal muito marcante. Há ecos do espírito lúdico de Haydn, mas com um colorido harmônico mais pessoal e fresco. É um desfecho alegre e brilhante, típico de uma sinfonia juvenil, mas tecnicamente muito bem construída.

Em contexto histórico e estilístico

  • A Sinfonia n.º 2 foi escrita pouco depois da n.º 1 (D. 82), ainda na Viena do pós-Napoleão.

  • Não foi publicada nem amplamente executada durante a vida de Schubert.

  • Orquestra clássica relativamente pequena, sem trombones (como nas sinfonias iniciais).

  • Mostra já a sua inclinação para o lirismo melódico, contrastando com a estrutura clássica herdada.

  • É uma obra excelente para perceber como Schubert assimila a tradição clássica e começa a transformá-la.

Em resumo:

A Sinfonia n.º 2 é uma obra juvenil, mas refinada, cheia de vitalidade, com momentos de genuíno lirismo schubertiano. Não tem o peso dramático das últimas sinfonias, mas tem um frescor e uma elegância que a tornam uma joia do repertório clássico inicial de Schubert..