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domingo, 6 de abril de 2025

Schubert-Sinfonia nº8 em si menor Incompleta

A Sinfonia n.º 8 em si menor, D. 759, de Franz Schubert, é uma das obras mais fascinantes do repertório sinfônico, não só pela sua beleza intensa, mas também pelo mistério que a envolve. Ela é conhecida como a "Sinfonia Inacabada", e isso já abre espaço para muita reflexão.

O que a torna tão especial?

  1. Somente dois movimentos
    A sinfonia só tem dois movimentos completos:

    • I. Allegro moderato

    • II. Andante con moto
      Diferente da estrutura usual de quatro movimentos nas sinfonias clássicas, Schubert deixou este trabalho "inacabado". Não há um Scherzo nem um Finale.

    • Foi estreada no ano de 1867 a 6 de Abril, 39 anos depois da sua morte  

  2. Expressividade marcante
    Desde os primeiros compassos do primeiro movimento, com aqueles tremores misteriosos nas cordas e a entrada melancólica dos sopros, Schubert nos mergulha num mundo sombrio, quase confessional. O clima é profundamente romântico, cheio de contrastes emocionais, com momentos de doçura lírica e outros de drama intenso.

  3. Por que não terminou?
    Ninguém sabe ao certo. Schubert escreveu os dois movimentos em 1822, mas nunca os completou. Há esboços de um terceiro movimento (Scherzo), mas ele nunca orquestrou. Alguns estudiosos dizem que talvez ele sentisse que a obra estava completa em sua forma atual, ou que outras preocupações (doença, falta de encomenda, autocrítica) o impediram de concluir.

  4. Beleza melódica
    Como é característico de Schubert, a sinfonia é cheia de melodias memoráveis, quase cantáveis. Ele tinha uma alma de liedermacher (compositor de canções) e isso transparece mesmo na música orquestral.

quinta-feira, 23 de novembro de 2023

Brahms-Quatro baladas op.10

Em 1867 a 23 de Novembro , Brahms estreia em Viena as Quatro baladas op.10. sendo conheciada a primeira como a Edward, devido à inspiração do compositor, num poema com esse nome.

sábado, 23 de setembro de 2023

Mussorgsky-Noite na montanha calva

Night on Bald Mountain, obra orquestral do compositor russo Modest Mussorgsky que foi concluída em junho de 1867. A obra não havia sido apresentada em público na época da morte do compositor em 1881 ; foi revisado por seus colegas e ainda mais tarde por outras gerações de compositores e maestros. Só quando foi usado na penúltima cena do filme de Walt Disney, Fantasia (1940), é que conquistou um público mais amplo. Para o público ocidental, permanece amplamente associado a esse filme e à celebração do Halloween.

Franz Liszt - Marcha fúnebre en memoria del Emperador Maximiliano de México

En mémoire de Maximilian I é a primeira versão da Marche funèbre do terceiro livro dos Années. Todos os catálogos datam esta peça e sua revisão em 1867, provavelmente porque o manuscrito traz a data '19 de junho de 1867', mas essa é apenas a data em que o Imperador do México foi executado. A data de composição não pode ser determinada com precisão e a revisão pode muito bem ter sido feita apenas no momento da montagem da coleção publicada. A mais óbvia entre as inúmeras diferenças em relação à versão final é o final muito mais curto e menos triunfal.

domingo, 4 de abril de 2021

Saint-Saenz-Violino Concerto nº1 em lá maior op20

No ano de 1867, a 4 de Abril, Saint-Saens estreia em Paris na Sala Pleyel o seu Violino concerto nº1 em lá maior op.20, sendo Sarasate como solista.

 o Concerto para Violino nº 1 em Lá Maior, Op. 20, de Camille Saint-Saëns — uma joia muitas vezes ofuscada pelo mais conhecido Concerto nº 3, mas que guarda um charme próprio e exuberante!


🌟 Contexto histórico e geral

  • Composto em 1859, quando Saint-Saëns tinha apenas 24 anos.

  • Dedicado ao violinista Jean-Pierre Maurin.

  • Apesar de sua juventude ao compor, já mostra domínio técnico e um brilho orquestral bem característico do romantismo francês.

🎻 Características musicais

  • Diferente dos concertos românticos "de peso", esse tem um ar mais leve, lírico e elegante, lembrando até o estilo de Mendelssohn em certos momentos.

  • A obra tem três movimentos, mas os dois primeiros são unidos de forma contínua:

    1. Allegro agitato – começa direto, sem introdução orquestral. O violino já entra com força e emoção.

    2. Andante – uma transição quase sonhadora, doce e melancólica. Um momento de introspecção.

    3. Allegro molto – vibrante, saltitante, dançante. Fecha o concerto com um espírito quase festivo.

✨ O que encanta nessa peça?

  • A forma como o violino dialoga com a orquestra, não só como um "virtuose", mas como personagem expressivo.

  • Momentos de beleza melódica lírica, contrastando com passagens técnicas rápidas.

  • A leveza e frescor que tornam esse concerto uma obra encantadora, embora nem sempre lembrada entre os grandes concertos do repertório.

segunda-feira, 8 de março de 2021

Brahms-Scherzo para piano em mi bemol menor Op. 4

Em 1867 a  7 de Março Johannes Brahms estreou em Viena o seu Scherzo para piano em mi bemol menor Op. 4. Aqui a interpretação é de Peter Rösel Esta composição foi terminad em 1851, quando Brahms tinha apenas 18 anos

O Scherzo em mi bemol menor, Op. 4 de Johannes Brahms é uma obra fascinante e rica, que reflete algumas das qualidades essenciais da sua música, embora seja uma peça da juventude do compositor. Escrito em 1851, quando Brahms tinha apenas 18 anos, esta composição é bastante expressiva e já mostra o talento e a profundidade musical que ele desenvolveria em sua carreira posterior.

A peça é tecnicamente exigente e possui uma atmosfera cheia de contrastes emocionais. O Scherzo é frequentemente descrito como um dos primeiros exemplos da habilidade de Brahms para combinar vigor e complexidade técnica com uma escrita melódica refinada. Tem uma textura densa e, ao mesmo tempo, um ritmo vivaz, característica que seria um marco no estilo do compositor ao longo de sua carreira.

Por ser uma obra juvenil, ela ainda carrega algumas influências de compositores como Beethoven e Schumann, mas já podemos perceber a força e a individualidade do estilo de Brahms, com seu uso inovador da harmonia e da forma. Ao mesmo tempo, ela é mais experimental em relação a outras obras do início da sua carreira, como se Brahms estivesse buscando sua própria voz no meio de suas influências.

A tonalidade de mi bemol menor transmite uma certa melancolia e tensão, algo que o próprio Brahms exploraria mais tarde em suas obras. No entanto, a obra também apresenta momentos de virtuosismo, especialmente no que diz respeito ao uso de acordes poderosos e rápidas passagens no piano.

Em resumo, o Scherzo em mi bemol menor, Op. 4 é uma peça impressionante para o piano, que reflete tanto o jovem gênio de Brahms quanto a busca por um estilo único. É uma peça de grande valor para os intérpretes e para os admiradores da música de Brahms, pois oferece uma janela interessante para o início de sua jornada musical.

 

sábado, 7 de novembro de 2020

Liszt-Sinfonia Dante s.109

Em 1867a 7 de Novembro, Franz Liszt estreia em Dresden a sua Sinfonia Dante 

A “Dante-Symphonie” (S.109) de Franz Liszt é uma das obras mais ambiciosas e fascinantes do compositor, escrita entre 1855 e 1856 e dedicada a Richard Wagner. É uma sinfonia programática inspirada na "Divina Comédia" de Dante Alighieri, particularmente nas duas primeiras partes: “Inferno” e “Purgatorio” (Liszt chegou a conceber uma terceira parte, o “Paradiso”, mas acabou por a substituir por um “Magnificat” coral).

Estrutura geral

  1. Inferno

    • Escrita em Ré menor, abre com um motivo sombrio e dissonante que evoca o caos infernal e o célebre verso “Lasciate ogni speranza, voi ch’entrate”.

    • Musicalmente, é uma das páginas mais ousadas de Liszt: utiliza cromatismos intensos, ritmos violentos, intervalos aumentados e modulações abruptas.

    • Há episódios que descrevem cenas do Inferno, como a paixão trágica de Francesca da Rimini e Paolo, tratados com lirismo contrastante.

  2. Purgatorio

    • Contrasta fortemente com o Inferno: é sereno e contemplativo, em Si maior, simbolizando a esperança e a purificação.

    • A música progride em direção à luz, com temas mais diatónicos e uma orquestração mais transparente.

    • No final, Liszt introduz o “Magnificat” para coro feminino (ou vozes brancas), representando a ascensão espiritual e o vislumbre do Paraíso.

Contexto e significado

  • A sinfonia reflete o ideal romântico de transformar literatura em música (“poema sinfónico” antes do termo se fixar).

  • Wagner influenciou fortemente Liszt nesta fase — mas também o aconselhou a não tentar representar musicalmente o Paraíso, o que levou Liszt a parar no Purgatório.

  • É uma obra profundamente programática, filosófica e religiosa, mais do que puramente sinfónica no sentido clássico.


    

quinta-feira, 17 de março de 2011

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

23 de Novembro

  • Em 1867 Brahms estreia em Viena as Quatro baladas op.10. sendo conheciada a primeira como a Edward, devido à inspiração do compositor, num poema com esse nome.A interpretação que aqui se ouve é de Arturo Benedetti Michelangeli um pianista italiano falecido em 1995

  1. Balada nº1-Edward-Em ré menor. Andante
  2. Balada nº2-Em re maior. Andante
  3. Balada nº3-Em si menor. Intermezzo. Allegro
  4. Balada nº4-Em si bemol maior. Andante