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sábado, 9 de janeiro de 2021

Shostakovitch-Sinfonia nº15 em lá maior op141

A Sinfonia nº 15 em lá maior, op. 141 de Dmitri Shostakovich foi estreada a 8 de janeiro de 1972 no Grande Salão do Conservatório de Moscovo, com a All-Union Radio and Television Symphony Orchestra sob a direção de Maxim Shostakovich, filho do composito

Sinfonia nº 15, op. 141, do Shostakovitch é daquelas obras que parecem sorrir enquanto escondem o abismo. Última sinfonia dele — e isso pesa em cada compasso.

À primeira vista, Lá maior sugere luz, resolução, até serenidade. Mas com o Shostakovitch nada é inocente. Esse “lá maior” soa quase irónico, como uma máscara colocada num rosto cansado.

  • O 1.º andamento começa quase como um brinquedo mecânico, leve, cheio de referências (o famoso aceno ao Guilherme Tell de Rossini). Parece infantil… mas é uma infância estranha, deslocada, como se a memória estivesse rachada.

  • O 2.º andamento (Adagio) é o coração da obra. Aqui já não há jogo: é desnudamento. Os solos (violoncelo, trombone) soam como vozes solitárias, quase confessionais — música que respira dificuldade, doença, fim.

  • O final mistura citações de Wagner (Tristão, Valquírias) e uma sensação de despedida que nunca se resolve. Os sinos, os silêncios, o esvaziar progressivo… não há triunfo, só aceitação ambígua.

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    segunda-feira, 2 de agosto de 2010

    ,Arthur BLISS-Cello concerto


    • Em 1891  a 2 de Agosto, nasceu em Londres Sir Arthur Edward Drummond BLISS Nascido de pai americano e mãe Inglêsa, exibiu características de ambos romantismo e energia inesgotavel e optimismo. Ele iniciou seus estudos no Royal College of Music , mas a 1ªguerra Mundial eclodiu entretanto , e ele deixou a escola para servir como oficial no campo
    • Com o retorno da paz, a sua carreira descolou rapidamente como compositor com surpreendentes novas peças
    Master da Queen's Musick entre 1953-75.e director musical da BBC durante a 2ºGrande Goerra viria a falecer em Londres a 27 Março de 1975.
    Aqui se apresenta o seu Cello concerto interpretado por Tim Hugh, violoncello e pela

    English Northern Philharmonia dirigida por David Lloyd Jones.

    O Cello Concerto de Arthur Bliss, composto em 1970, é uma obra de grande expressividade emocional e lirismo, embora ainda seja relativamente pouco conhecida fora dos círculos especializados em música britânica do século XX. Aqui vão alguns pontos relevantes sobre essa peça:

    • Foi encomendado pelo célebre violoncelista Mstislav Rostropovich, um dos maiores de todos os tempos.

    • A estreia ocorreu em 1970, com Rostropovich como solista, regido pelo próprio Bliss.

    • É uma das últimas grandes obras orquestrais de Bliss, escrita quando ele já era uma figura estabelecida na música britânica.

    Características da obra

    • Estilo: Pós-romântico, com influências do modernismo britânico. Bliss combina uma linguagem tonal rica com momentos de tensão harmônica.

    • Expressividade: Muito lírico e introspectivo. O violoncelo canta — às vezes em lamento, às vezes em contemplação. É mais meditativo que heroico.

    • Orquestração: Ricamente colorida, mas nunca sufoca o solista. Bliss consegue um equilíbrio notável entre solista e orquestra.

    • Forma: Tradicionalmente estruturado em três movimentos, com um segundo movimento lento e melancólico que é muitas vezes considerado o coração emocional da obra.

    Comparação e Recepção

    • Apesar de não ter o mesmo prestígio que concertos como os de Elgar, Dvořák ou Shostakovich, o concerto de Bliss é respeitado pela sua profundidade emocional e dignidade musical.

    • É um excelente exemplo do estilo maduro de Bliss: refinado, elegante, e com um traço de melancolia britânica.