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sexta-feira, 24 de novembro de 2023

Saint-Saenz-Barcarola em Fá maior op108

Barcarola em Fá maior de Camille Saint-Saëns, Op. 108 é uma composição de câmara para um quarteto composto por violino, violoncelo, harmônio e piano. Composta em 1898, a obra também existe em uma versão para violino, violoncelo, viola e piano criada pelo compositor em 1909

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Edward Elgar-Marcha Triunfal Caractacus op.35

A 5 de outubro de 1898 no Festival de Leeds estreou-se a Triumphal March Caractacus, Op. 35 de Edward Elgar

A Marcha Triunfal de Caractacus, Op. 35, de Edward Elgar, é o grandioso final da cantata dramática Caractacus (1898).

Essa obra foi escrita para o Festival de Música de Leeds, e marca um momento importante na carreira de Elgar: é uma das peças que o consolidaram como compositor nacional britânico, antes mesmo do sucesso colossal da Marcha Pompa e Circunstância nº 1 (1901).

🌿 Contexto dramático

A cantata Caractacus narra a resistência do chefe britano Caractacus (Carataco) contra a invasão romana, sua captura e subsequente apresentação ao imperador Cláudio em Roma. A Marcha Triunfal surge no final da obra, representando a entrada vitoriosa dos romanos na cidade — cheia de pompa, solenidade e esplendor imperial.

Características musicais

  • Escrita para orquestra completa, coro e solistas, a marcha combina:

    • Harmonia majestosa, com acordes amplos e brilhantes.

    • Temas nobres e expansivos, típicos do estilo britânico de Elgar.

    • Ritmo marcado e regular, evocando um cortejo triunfal romano.

    • Orquestração rica, com destaque para os metais (trompetes, trombones e trompas), tímpanos e cordas em uníssono.

Importância

  • É vista como precursora direta do estilo que Elgar desenvolveria nas suas marchas Pomp and Circumstance.

  • Foi muito bem recebida no Festival de Leeds, ajudando a firmar Elgar como um compositor de “voz inglesa” — algo que ele vinha buscando desde suas obras corais anteriores.

Curiosidade

Nos concertos modernos, a Marcha Triunfal é frequentemente executada isoladamente, como peça orquestral independente, graças ao seu caráter monumental e festivo — semelhante ao destino que tiveram outras marchas sinfônicas de Elgar. 

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Ravel-Menuet Antique

  • Em 1898 Ravel estreia em Paris na Salle Erad o seu Memuel Antique
Aqui a interpretação é da Orchestra Ensemble Forza - dirigida por  Masanori Kiku

sexta-feira, 12 de março de 2010

Kalinnikov-Sinfonia nº2 em lá maior

  • Em 1898 a 12 de Março,  Kalinnikov estreia em Kiev a sua Sinfonia nº2 em lá maior. Aqui a interpretação é da Scottish National Orchestra, conduzida por Neeme Järvi

A Sinfonia nº 2 em Lá maior, Op. 9 de Matvei Kalinnikov é uma obra que reflete o estilo tardio do romantismo russo, mas com um caráter único. Kalinnikov foi um compositor relativamente pouco conhecido, mas a sua música tem um charme e profundidade que conquistaram os ouvintes ao longo do tempo, especialmente por sua rica orquestração e uso expressivo da melodia.

A sinfonia foi composta entre 1895 e 1897 e é uma das suas obras mais significativas. Nela, Kalinnikov combina a grandeza de alguns dos mestres russos anteriores (como Tchaikovsky) com uma sensibilidade própria. A obra é imponente, mas também possui momentos de grande lirismo e beleza melódica.

Aqui estão alguns pontos a destacar sobre a sinfonia:

  1. Estrutura e Melodia: A sinfonia é escrita em quatro movimentos, seguindo a forma clássica tradicional, mas com uma abordagem romântica. O primeiro movimento, "Allegro", é expansivo e enérgico, com temas grandiosos. O segundo movimento, "Andante", é muito melódico, com uma sensação de nostalgia e introspecção. O terceiro movimento, "Vivo", é uma dança animada, que oferece uma sensação de leveza e brilho. O final, "Allegro", encerra a sinfonia com um grande sentido de conclusão e energia.

  2. Orquestração: A orquestração de Kalinnikov é rica e detalhada. Ele tem uma habilidade notável em criar texturas orquestrais vibrantes, usando os instrumentos de forma a criar uma sonoridade que é ao mesmo tempo colorida e emocionante. Sua escrita para os metais e cordas, em particular, é muito expressiva.

  3. Influências: A sinfonia de Kalinnikov exibe influências claras da música de Tchaikovsky, especialmente em sua ênfase em grandes melodias orquestrais e na construção de paisagens emocionais através da orquestração. Ao mesmo tempo, ele tem um estilo distinto, mais melódico e com uma certa suavidade nas transições.

  4. Recepção: Embora a sinfonia tenha sido inicialmente recebida com bastante apreciação, Kalinnikov não viveu o suficiente para realmente estabelecer uma carreira sólida. Ele morreu jovem, em 1901, devido a uma doença, o que impediu que ele desenvolvesse mais obras que poderiam ter consolidado seu lugar na história da música. No entanto, a Sinfonia nº 2 é amplamente considerada uma das suas melhores realizações.


quinta-feira, 7 de janeiro de 2010