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quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Chopin-Balada nº1 em sol menor op.23

Shura Cherkassky nasceu a  7 de outubro de 1909 - e faleceu em 27 de dezembro de 1995) foi um pianista clássico ucraniano-americano  conhecido por suas interpretações do repertório romântico . 

Sua execução foi caracterizada por uma técnica virtuosa 

Durante grande parte de sua vida, Cherkassky residiu em Londres. 


Aqui toca de Chopin a Balada nº1 em sol menor op.23

Balada No. 1, em Sol menor, Opus 23 é a primeira das quatro baladas compostas pelo compositor polaca Frédéric Chopin para piano solo. 

Foi composta entre 1835 e 1836. durante os primeiros dias do compositor em Paris, e foi dedicada ao Monsieur le Baron de Stockhausen (Senhor Barão de Stockhausen), embaixador de Hanover na França

A obra não segue uma forma clássica rígida (como sonata ou rondó), mas tem uma construção narrativa muito clara — como se contasse uma história musical:

  1. Introdução lenta (Lento) – Uma abertura em sol menor, de caráter grave e contemplativo, com acordes em estilo quase coral. Cria uma sensação de expectativa, como se um narrador abrisse um conto sombrio.

  2. Tema principal (Moderato) – Surge com uma melodia delicada e fluida, quase inocente, mas já com uma nostalgia profunda. Esse tema cresce e se desenvolve ao longo da peça com variações e intensificações.

  3. Tema secundário (Meno mosso) – Aparece mais lírico e cantabile, contrastando com o primeiro. É um momento de beleza mais tranquila, quase sonhadora.

  4. Desenvolvimento – Chopin alterna e transforma os dois temas, intensificando a tensão com passagens virtuosísticas, mudanças harmônicas ousadas e um crescendo emocional contínuo.

  5. Coda (Presto con fuoco) – É uma explosão de energia: uma corrida vertiginosa, dramática e heroica, onde o tema principal é reinterpretado com fúria. Termina de forma abrupta e intensa, com acordes fortíssimos em sol menor.Características musicais

  • Virtuosismo técnico: exige grande domínio pianístico — arpejos extensos, saltos, escalas rápidas e controle expressivo delicadíssimo.

  • Profundidade emocional: alterna entre introspecção, lirismo e tempestade.

  • Narrativa aberta: muitos pianistas e ouvintes sentem que a peça conta uma “história sem palavras”, com clímax e desfecho trágico ou grandioso.

Curiosidades

  • Foi a peça escolhida por Roman Polanski para uma das cenas mais intensas do filme The Pianist (2002).

  • Liszt ficou impressionado com esta balada e chegou a tocá-la em concertos, mesmo sendo escrita para o estilo único de Chopin.

  • É frequentemente considerada a mais popular e emocionalmente arrebatadora das quatro baladas.



quinta-feira, 26 de maio de 2011

Chopin-Balada nº1 em sol menor op.23


  • Em 1940  a 26 de  Maio nasceu o pianista francês Vlado Perlemuter que vira a morrer em Paris em 4 Setembro de 2002.

Aqui interpreta a Balada nº1 em sol menor op.23 de Chopin

é uma das obras mais fascinantes e célebres do repertório pianístico romântico. Escrita por volta de 1831-35 e publicada em 1836, é a primeira das quatro baladas que Chopin compôs, e certamente uma das mais conhecidas e apaixonantes.

A balada tem uma estrutura livre, mas há quem veja nela um formato sonata disfarçado, com exposições e desenvolvimentos de temas contrastantes. Ela começa com uma introdução grave e misteriosa, que dá lugar ao tema principal, lírico e nostálgico, seguido por um segundo tema mais caloroso e apaixonado. Os temas se desenvolvem e se entrelaçam até a famosa e tempestuosa coda, de uma virtuosidade arrebatadora.

A Balada nº1 destaca-se pelos contrastes extremos: do lirismo sonhador às passagens tempestuosas e heroicas, Chopin alterna ternura e força, serenidade e paixão. O ouvinte é levado por uma narrativa musical quase como se fosse um poema contado em música – e há quem acredite que Chopin se inspirou na Balada “Konrad Wallenrod” de Mickiewicz, um poema nacionalista polonês.

É uma peça que sintetiza a alma romântica de Chopin, combinando poesia, paixão, técnica, e drama em uma única obra. Grandes pianistas como Rubinstein, Horowitz, Argerich e Zimerman a imortalizaram em gravações lendárias.