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segunda-feira, 6 de maio de 2024

Mozart-Serenata No. 5 em re maior k 204

A Serenata nº 5 em Ré maior, K. 204/213a foi escrita em 5 de agosto de 1775 por Wolfgang Amadeus Mozart para cerimônias na Universidade de Salzburgo. A obra é muito semelhante à serenata K. 203, composta para Salzburgo no verão anterior.

sexta-feira, 3 de maio de 2024

Mozart-Misercordias Domini K222

A “Misercordias Domini” K. 222 (205a)” de Mozart foi encomendada pelo eleitorado Príncipe da Baviera, como fica evidente em uma carta do compositor a P. Martini. 

Provavelmente foi composta durante os primeiros dois meses do ano de 1775 em Munique. Esta obra sagrada de pequena escala foi estreada em 5 de março do mesmo ano. 

Baseando a sua obra-prima nas obras meticulosamente elaboradas dos seus admirados colegas de Salzburgo, e utilizando um motivo de “Benedixisti Domine” de Johann Ernst Eberlein, Mozart funde a polifonia e o poder expressivo de progressões harmónicas fascinantes nesta obra de contrastes eficazes.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2023

Bomtempo-Concerto para piano nº.01 em mi bemol maior op.2

Em 1775 a 28 de Dezembro, nasceu em Lisboa o compositor João Domingos Bomtempo eis o seu Concerto para Piano No.1 em Mi Bemol Maior op.2 é uma joia meio escondida, daquelas que recompensam quem escuta com atenção.

O que mais me encanta nele é como Bomtempo caminha entre o Classicismo e um Romantismo ainda em germinação. Dá para sentir claramente a herança de Mozart (sobretudo na elegância formal e no diálogo orquestra–piano), mas já há ali uma vontade expressiva mais livre, quase confessional em certos momentos — algo que antecipa o clima romântico.

O primeiro andamento tem brilho e clareza, com um piano que não é apenas virtuosístico, mas cantabile, quase vocal. Não é exibicionismo vazio: o piano fala, argumenta, respira.
No andamento lento, Bomtempo mostra o seu lado mais íntimo — há uma melancolia contida, muito nobre, sem excessos sentimentais.
E o final recupera leveza e energia, com graça rítmica e um espírito muito “salonístico”, mas bem construído.

Também acho importante dizer: este concerto tem um valor simbólico enorme. Bomtempo estava, de certo modo, a dizer “Portugal também escreve música de concerto à altura da Europa” — e escreve mesmo. Não soa provinciano nem derivativo demais; soa honesto e bem pensado


 é um concerto elegante, lírico, de bom gosto, que não grita, mas convence.

Não tenta ser Beethoven — e ainda bem. É Bomtempo, com a sua voz clara e um certo pudor emocional que, para mim, só o torna mais interessante.


domingo, 20 de dezembro de 2020