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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Chopin-Balada nº1 em sol menor op.23


  • Em 1940  a 26 de  Maio nasceu o pianista francês Vlado Perlemuter que vira a morrer em Paris em 4 Setembro de 2002.

Aqui interpreta a Balada nº1 em sol menor op.23 de Chopin

é uma das obras mais fascinantes e célebres do repertório pianístico romântico. Escrita por volta de 1831-35 e publicada em 1836, é a primeira das quatro baladas que Chopin compôs, e certamente uma das mais conhecidas e apaixonantes.

A balada tem uma estrutura livre, mas há quem veja nela um formato sonata disfarçado, com exposições e desenvolvimentos de temas contrastantes. Ela começa com uma introdução grave e misteriosa, que dá lugar ao tema principal, lírico e nostálgico, seguido por um segundo tema mais caloroso e apaixonado. Os temas se desenvolvem e se entrelaçam até a famosa e tempestuosa coda, de uma virtuosidade arrebatadora.

A Balada nº1 destaca-se pelos contrastes extremos: do lirismo sonhador às passagens tempestuosas e heroicas, Chopin alterna ternura e força, serenidade e paixão. O ouvinte é levado por uma narrativa musical quase como se fosse um poema contado em música – e há quem acredite que Chopin se inspirou na Balada “Konrad Wallenrod” de Mickiewicz, um poema nacionalista polonês.

É uma peça que sintetiza a alma romântica de Chopin, combinando poesia, paixão, técnica, e drama em uma única obra. Grandes pianistas como Rubinstein, Horowitz, Argerich e Zimerman a imortalizaram em gravações lendárias.


domingo, 28 de março de 2010

Benjamin Britten-Violino Concerto em ré menor Op. 15

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  • Em 1940 aa 28 de Março,  Benjamin Britten estreia o seu Violino Concerto em ré menor Op. 15 interpreatdo perla New York Philharmonic conduzida por John Barbirolli, com Antonio Brosa como solista. Aqui a interpretação é de Janine Jansen, violino acompanhada pela  Orchestre de Paris dirigida por Paavo Järvi

Violin Concerto in D minor, Op. 15 de Benjamin Britten é uma das obras mais expressivas e emocionalmente intensas do repertório violinístico do século XX. Composto entre 1938 e 1939, reflete o contexto turbulento da época, marcado pela iminência da Segunda Guerra Mundial e pelo exílio do próprio Britten nos Estados Unidos.

Estrutura e Características:

  1. Movimento I – Moderato con moto

    • Começa de forma enigmática, com um solo de timbales, e logo o violino surge com uma melodia lírica e melancólica.

    • A orquestração é rica, evocando um tom quase elegíaco.

    • Há um desenvolvimento dramático, mas sem perder a fluidez melódica.

  2. Movimento II – Vivace

    • Um scherzo enérgico e sarcástico, lembrando Shostakovich.

    • O virtuosismo do solista é evidente, com passagens rápidas e contrastes rítmicos.

    • A parte central tem um toque sombrio e reflexivo.

  3. Movimento III – Passacaglia: Andante lento

    • O coração da obra, com um tema solene que se repete e se transforma.

    • Uma atmosfera de lamento permeia o movimento, culminando em um final incerto e misterioso.

    • A sensação de ambiguidade emocional é marcante, sem uma resolução triunfante.

Importância e Estilo:

  • Britten demonstra sua habilidade em criar melodias intensamente expressivas, ao mesmo tempo que incorpora harmonias modernas e orquestração sofisticada.

  • O concerto carrega um tom de protesto e melancolia, refletindo as incertezas da época.

  • É uma obra que exige grande técnica e sensibilidade do solista.

Embora não seja tão popular quanto outros concertos para violino do século XX, como os de Shostakovich ou Sibelius, o Concerto para Violino de Britten é uma peça profundamente cativante e emocionalmente complexa, ganhando reconhecimento crescente no repertório moderno.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

William Schuman-Quarteto de cordas nº. 3 em lá maior op.41

  • Em 1940 a 28 de fevereiro, William Schuman estreia o seu Quarteto de cordas nº. 3 em lá maior op.41 interpretado pelo Coolidge Quartet no Town Hall em Nova York.
aqui a interpretasç\ao é do Quartetto Italiano:
Paolo Borciani (Reggio Emilia, 21 dicembre 1922 - 5 luglio 1985): Violino I
Elisa Pegreffi (Genova, 10 giugno 1922): Violino II
Piero Farulli (Firenze, 13 gennaio 1920 - Fiesole, 2 settembre 2012): Viola
Franco Rossi (Venezia, 31 marzo 1921 - Firenze, 28 novembre 2006): Violoncello
 

O Quarteto de Cordas nº 3 em Lá maior, Op. 41 de Robert Schumann é uma obra profundamente expressiva e emocional, com uma grande riqueza de contrastes e texturas. Composta em 1842, durante o período em que Schumann estava imerso na composição de música de câmara, esta obra é uma das mais destacadas entre seus quartetos de cordas.

Aqui estão alguns pontos-chave sobre essa obra:

  1. Estrutura e Forma:

    • A peça é dividida em quatro movimentos:
      1. I. Ziemlich langsam – Lebhaft (Bastante lento – Alegre)
      2. II. Andante molto e cantabile (Muito lento e cantável)
      3. III. Menuetto: Grazioso
      4. IV. Finale: Allegro molto

    Cada movimento tem uma grande expressividade, desde o início mais melancólico e introspectivo até o final energético e vibrante.

  2. Características Estilísticas:

    • Primeiro movimento: Começa com uma introdução lenta e sombria, seguida por um tema agitado, contrastando com uma melodia mais suave. O uso da modulação e dos desenvolvimentos temáticos é notável.
    • Segundo movimento: Este movimento é especialmente bonito e lírico, com uma sensação de serenidade e profunda melancolia, uma das características de Schumann.
    • Terceiro movimento: O Menuetto é um momento mais leve e elegante, trazendo uma mudança de atmosfera, com uma sensação de graça e um toque de dança.
    • Quarto movimento: O finale é vibrante e cheio de energia, com uma sensação de celebração e movimento rápido.
  3. Influências e Inovações:

    • Schumann mostra sua habilidade de explorar a textura do quarteto de cordas de maneira complexa. A obra reflete sua busca por uma sonoridade mais rica e harmônica, influenciada pela tradição clássica, mas também marcada por um estilo próprio, próximo ao romantismo.
    • A harmonia e o desenvolvimento das ideias temáticas são mais audaciosos e experimentais do que nos seus primeiros quartetos, e isso contribui para a profundidade emocional da obra.
  4. Emoção e Técnica:

    • Como em muitas das composições de Schumann, o quarteto exibe uma grande tensão emocional, oscilando entre momentos de suavidade e explosões de energia. Ele usa as diferentes vozes dos instrumentos de cordas para criar um diálogo íntimo entre os músicos.

O Quarteto nº 3 em Lá maior é frequentemente elogiado por sua beleza, complexidade emocional e a habilidade de Schumann em manipular as vozes do quarteto de maneira tão sofisticada. Ele permanece uma obra essencial no repertório do quarteto de cordas e é uma das peças mais representativas de sua produção camerística.