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quarta-feira, 15 de outubro de 2025

Shostakovitch-Piano Concerto Nº. 1 em dó menor para Piano Trompete Orquestra Op.35

A obra Concerto para Piano, Trompete e Orquestra de Cordas em Dó menor, Op. 35, de Dmitri Shostakovitch, é uma das peças mais brilhantes, irônicas e inventivas do repertório pianístico do século XX. 

Informações Gerais

  • Título original: Концерт для фортепиано с оркестром, Op. 35

  • Compositor: Dmitri Shostakovitch (1906–1975)

  • Ano de composição: 1933

  • Estreia: 15 de outubro de 1933, em Leningrado (atual São Petersburgo)

  • Solista da estreia: Dmitri Shostakovitch (piano)

  • Regência: Fritz Stiedry

  • Trompete solo: Alexander Schmidt

  • Formação orquestral: Piano solista, Trompete solista e Orquestra de Cordas

Estrutura

A obra é dividida em quatro movimentos, executados sem longas pausas, num estilo concertante muito particular:

  1. Allegretto

    • Abertura espirituosa e cheia de energia, com passagens brilhantes do piano.

    • Alterna entre lirismo e sarcasmo, marca típica de Shostakovitch.

    • O trompete aparece como personagem secundário, muitas vezes comentando o discurso pianístico.

  2. Lento

    • Movimento lírico e melancólico, com clima de serenata ou canção de ninar.

    • Piano e cordas dialogam de forma introspectiva, quase como num adágio romântico.

    • O trompete intervém com delicadeza, quase como uma voz distante.

  3. Moderato (transição)

    • Breve movimento de caráter meditativo, funcionando como ponte entre o lirismo do Lento e a vivacidade do final.

    • Tensão crescente.

  4. Allegro con brio

    • Final virtuosístico e cheio de humor.

    • Shostakovitch cita e parodia temas de outras obras (como a “Rapsódia Húngara n.º 2” de Liszt e a “Canção da Pulga” de Beethoven).

    • O trompete tem papel destacado, dialogando e “competindo” com o piano num clima de quase duelo.

    • O concerto termina com brilho e ironia.

Estilo e Importância

  • Esta peça mistura virtuosismo pianístico, sátira musical e inspiração clássica, refletindo a fase jovem e espirituosa do compositor.

  • Ao contrário dos concertos tradicionais, o trompete não é um solista principal, mas atua como comentador e contraponto, o que torna a obra única.

  • É considerada uma das peças mais acessíveis e populares de Shostakovitch, frequentemente programada em concertos e concursos pianísticos.

  • Yuri TemirkanovYuri Temirkanov

 

terça-feira, 23 de janeiro de 2024

Bela Bartok-Piano concerto nº2 op.83

No ano de 1933 a 23 de Janeiro , estreia de Bela Bartók o Piano Concerto No. 2 op.83. em Frankfurt, orquestra sob a direcção de Hans Robaud e Bartok como solista.

 Seria a última aparição pública de Bartók na Alemanha. É que aproximavam-se os dias de Adolf Hitler e Bartók, forte opositor dos novos ideais, adivinhava a inevitabilidade da procura de novos ares. 

Béla Bartók iria mudar-se mais tarde para os Estados Unidos. 

 O Piano Concerto nº 2, op. 83, de Béla Bartók, é uma obra impressionante, complexa e cheia de energia, refletindo a transição do compositor para um estilo mais moderno e abstrato. 

Escrito entre 1930 e 1931, o concerto mistura influências de música folclórica húngara com inovações harmónicas e estruturais que são características do período entre guerras. 

 A peça é desafiadora tanto para o pianista quanto para a orquestra, com uma escrita pianística virtuosística e uma orquestração muito detalhada. 

O concerto é dividido em três movimentos: 

 Allegro – O primeiro movimento é vigoroso e cheio de contrastes dinâmicos. Há uma intensa interação entre o piano e a orquestra, com muitas passagens virtuosísticas no piano. A música transita entre momentos de grande tensão e outros de mais introspecção. 

 Adagio – O segundo movimento é mais lírico e melancólico. A escrita pianística aqui é mais meditativa, com uma suavidade que contrasta com o primeiro movimento. A orquestra também oferece momentos de grande expressividade. 

 Allegro molto – O último movimento retorna à energia e à complexidade do primeiro, com ritmos rápidos e uma grande quantidade de energia. Bartók mistura as influências folclóricas com dissonâncias modernas e uma textura orquestral muito rica. 

 Esse concerto é uma das obras mais emblemáticas de Bartók para piano e orquestra, mostrando seu domínio da técnica composicional, seu gosto por ritmos complexos e a fusão de elementos populares com uma linguagem sofisticada e moderna. 

Como o piano é um dos protagonistas na obra, ele exige de quem o interpreta uma técnica apurada e grande expressividade.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Berlioz-Les nuits d été-Le spectre de la rose,

Em 1933 a 22 de Agosto  nasceu em Hatfield em Inglaterra  Janet Baker meio-soprano inglesa A sua carreira decorreu entre 1956 e 1982 do ponto de vista operístico  quando cantou  Orfeo e Euridice, em 17 de julho de 1982, em Glyndebourne, continuou contudo a realizar recitais de lieder por mais sete anos, aposentando-se em definitivo em 1989

Ei-la cantando em 1972 de Les nuits d été de Berlioz a segunda canção Le spectre de la rose

Le spectre de la rose” é a segunda canção do ciclo Les Nuits d’été (As Noites de Verão) de Hector Berlioz, composto em 1840 (primeira versão para voz e piano; depois, em 1856, orquestrado pelo próprio Berlioz). O ciclo é formado por seis mélodies (canções francesas eruditas), sobre poemas de Théophile Gautier, poeta romântico.

Contexto geral do ciclo

  • É considerado o primeiro ciclo de canções para voz e orquestra da história, antecessor de obras semelhantes de Mahler e outros.

  • Berlioz tinha grande afinidade com Gautier e sua estética romântica de sonho, nostalgia e sensualidade.

  • O título “Les nuits d’été” sugere um ambiente noturno, sonhador e melancólico, adequado ao romantismo francês.

Sobre “Le spectre de la rose”

  • Poema: Gautier escreveu este texto em que o fantasma de uma rosa fala à jovem que a usou como adorno em um baile.

  • A rosa, mesmo morta, sente-se orgulhosa de ter sido escolhida para dançar no cabelo da jovem e promete que o perfume de sua lembrança continuará a envolvê-la.

  • É um tema tipicamente romântico: a delicadeza da flor, a transitoriedade da beleza, e a fusão de morte e imortalidade pela lembrança amorosa.

Música de Berlioz

  • A atmosfera da canção é etérea, leve e flutuante, evocando tanto a leveza da flor quanto a presença sobrenatural do espectro.

  • O andamento é moderado e a orquestração transparente, com madeiras e cordas suaves criando um ambiente de perfume e sonho.

  • A linha vocal é ampla, lírica, com longas frases que exigem legato perfeito e sensibilidade ao texto.

  • Musicalmente, Berlioz evita dramatismos excessivos e aposta numa escrita etérea e graciosa, mas de grande emoção.

  • É talvez a canção mais famosa do ciclo, frequentemente executada de forma independente.

  • A fusão de poesia romântica e orquestração refinada mostra a genialidade de Berlioz em traduzir imagens poéticas em som.

  • O símbolo da rosa como algo frágil mas eterno pela memória amorosa faz da peça uma meditação sobre beleza, efemeridade e transcendência.


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

18 de Fevereiro



  • No ano de 1933 nasceu Bella Jasper Soprano hungara começou como Gilda no Rigoletto (Verdi) em 1958. Pode ouvir-se a ária Addio del passato da Traviata de Verdi
Addio, del passato bei sogni ridenti,
Le rose del volto gia sono pallenti ;
L'amore d'Alfredo perfino mi manca,
Conforto, sostegno dell' anima stanca.
Conforto ! Sostegno !
Ah, della traviata sorridi al desio ;
A lei, deh, perdona ; tu accoglila, o Dio !
Ah ! Tutto, tutto fini. Or tutto, tutto fini !