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sexta-feira, 26 de março de 2021

,Lutoslawski-Musica fúnebre em memória de Bela Bartok

Lutosławski começou a compor a Musique funèbre no final de 1954 e a completou em 1958. 

A peça é composta por uma pequena orquestra de cordas de quatro violinos, duas violas, dois violoncelos e dois baixos. 

Sua primeira apresentação ocorreu em 26 de março de 1958 em Katowice pela National Polish Radio Orchestra sob a direção de Jan Krenz, que encomendou a peça para homenagear sua dedicada, Béla Bartók ( Harley 1998-2003 ). 

Ele recebeu um desempenho notável no final daquele ano no Festival de Outono de Varsóvia ( Thomas 2005 , 90). Em 1959, ganhou o Prêmio da União de Compositores Poloneses, bem como o primeiro prêmio do Conselho Internacional de Compositores da UNESCO.


A peça tem uma estrutura clara e rigorosa, dividida em quatro seções interligadas: Prolog, Metamorfoses, Apogeu e Epilog. Ela explora um tecido contrapontístico denso, reminiscente do estilo tardio de Bartók, especialmente do seu Música para Cordas, Percussão e Celesta. O uso de um cânone rigoroso e de transformações temáticas progressivas dá à obra um caráter inevitável e fatalista, evocando a sensação de um lamento contido, mas profundamente emocional.

O que impressiona é como Lutosławski usa uma escrita quase atonal, mas com grande sensibilidade expressiva, criando um ambiente de tensão e melancolia. A orquestração apenas com cordas contribui para um som denso e introspectivo, tornando-se um verdadeiro requiem instrumental para Bartók.   

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Mozart-Piano Concerto nº19 K459

Em 1863 a 2 de Setembro, nasceu em Pest o pianista francês Isidore PHILIPP que viria a morrer em-Paris a 20 Fevereiro de 1958. Ei-lo interpretando o piano concerto nº 19 de Mozart K459

O Concerto para Piano nº 19 em Fá maior, K. 459 de Wolfgang Amadeus Mozart foi concluído em dezembro de 1784. É uma obra que mostra Mozart já no auge da sua maturidade pianística, ao mesmo tempo em que mantém um frescor leve e brilhante típico do seu estilo

Estrutura:

  • O concerto segue o formato clássico em três movimentos:

    1. Allegro – Radiante e elegante, apresenta uma atmosfera leve, quase operística.

    2. Allegretto – Um movimento em compasso ternário, simples e lírico, com charme pastoral.

    3. Allegro assai – Um rondó cheio de vitalidade e humor, considerado um dos finais mais engenhosos de Mozart.

  • Caráter geral:
    Diferente de alguns concertos mais dramáticos (como o nº 20 em ré menor, K. 466), o nº 19 é brilhante, jovial e luminoso, frequentemente descrito como um concerto “feliz”.

  • Aspecto teatral:
    O concerto é muitas vezes apontado como tendo um espírito quase operístico, especialmente no diálogo entre piano e orquestra. O último movimento, em particular, lembra um final de ópera buffa, cheio de energia e leveza.

  • 🎶 Contexto:
    Mozart escreveu esse concerto em Viena, numa fase em que estava intensamente ativo como pianista e compositor. Ele próprio o interpretava em seus concertos públicos.

  • Curiosidade:
    Beethoven conhecia bem este concerto — ele chegou a tocá-lo em Viena antes de se firmar como compositor.

👉 Esse concerto é muitas vezes chamado de “Concerto de coroação” (apesar de essa alcunha estar mais ligada ao nº 26, K. 537), porque também carrega uma nobreza luminosa que o torna especial.



 

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Joseph Holbrooke-TalsarnauValse de Concert Op.79


Em 1878 a 5 de Julho,  nasceu em Croydon, Joseph Holbrooke compositor maestro e pianista inglês, que viria a morrer em Londres a 5 de Agosto de 1958, foi por vezes referido como "o Wagner cockney
Aqui recordo o seu  Talsarnau" Valse de Concert Op.79

A Valse de Concert, Op. 79 de Joseph Holbrooke é uma obra encantadora, mas pouco conhecida, que mostra a faceta mais lírica e virtuosa deste compositor britânico. Escrita para piano solo, é uma valsa de salão com ambições concertísticas, como o título indica — ou seja, mais elaborada que uma valsa típica de dança.

Aqui vão alguns pontos que a destacam:

Características Musicais

  • Estilo romântico tardio: Rica em harmonia e com momentos de grande lirismo, a peça ecoa influências de compositores como Liszt e Chopin, embora com a assinatura peculiar de Holbrooke.

  • Técnica pianística exigente: Há passagens de brilho virtuosístico, com rápidos arpejos, saltos, trilos e pedais bem trabalhados.

  • Contrastes expressivos: Alterna momentos de delicadeza com outros de exuberância — típico de uma valse de concert, que busca mais expressão do que função dançante.

  • Referência geográfica: O subtítulo “Talsarnau” possivelmente alude à vila galesa de mesmo nome, onde Holbrooke viveu. Isso pode indicar um tom afetivo ou evocativo, talvez uma homenagem à sua terra.

Contexto

  • Holbrooke (1878–1958) é hoje um compositor de nicho, mas no seu tempo foi respeitado por suas obras ambiciosas — incluindo poemas sinfônicos, música de câmara e peças para piano.

  • A Valse de Concert está entre as obras acessíveis ao público, tanto no conteúdo emocional quanto na forma.