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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Andrew Lloyd WebberRequiem

No ano de 1985 em 24 de Fevereiro,  estreia na USA do Requiem de Andrew Lloyd-Webber na St. Thomas Episcopal Church em Nova Yorque a estreia absoluta foi em 21 de Abril de 1984, na Westminster Abbey em Londres. 

 O Requiem de Andrew Lloyd Webber é uma obra muito interessante e emocional. Composta em 1985, é uma missa de réquiem que combina elementos clássicos e contemporâneos. 

Ao contrário de um requiem tradicional, que é uma missa católica para os mortos, a versão de Lloyd Webber mistura orquestração grandiosa e coros poderosos com influências de pop e rock, algo que é bastante característico do compositor. 

 A peça foi escrita em memória do seu pai, William Lloyd Webber, e foi uma forma pessoal de luto para ele. 

A obra é particularmente conhecida pela sua emotividade, especialmente a famosa "Pie Jesu", que tem sido uma das músicas mais lembradas da peça. 

A combinação de música litúrgica com toques modernos resultou numa obra que gerou bastante atenção tanto no mundo da música clássica quanto no da música popular. 

 Embora tenha sido um pouco controverso no começo, pelo fato de ter um estilo tão único e misturar diferentes gêneros, o Requiem acabou por ser bem recebido pelo público em geral e até mesmo aclamado por alguns críticos pela sua originalidade.

sábado, 2 de janeiro de 2021

Rachmaninov-Danças Sinfónicas op.45

No ano de 1941  a 3 de Janeiro, Rachmaninov estreia as Danças Sinfónicas, interpretada pela Orquestra de Filadélfia, sobra a direcção de Ormandy Danças Sinfónicas, Op. 45, é Rachmaninov em estado de despedida — e isso sente-se em cada compasso.

Foi a última obra que ele concluiu (1940), já no exílio, nos EUA. É como se ele olhasse para trás, para toda a vida, e dissesse: “é isto que sou”.

O que torna a obra tão especial

1. Três movimentos, três estados de alma

  • I. Non allegro – começa quase sombrio, anguloso, rítmico. Há uma tensão contida, uma energia nervosa. É moderno, quase brutal em certos momentos, mas com aquela melancolia russa impossível de esconder.

  • II. Andante con moto (Tempo di valse) – uma valsa fantasmagórica. Não é uma valsa para dançar; é uma valsa para lembrar. Há ironia, sombra, algo que gira sem nunca se 

  • libertar.

  • III. Lento assai – Allegro vivace – aqui está o coração da obra. O confronto final entre dois mundos:
    o Dies Irae (tema da morte, obsessão de Rachmaninov)
    versus o cântico “Blagoslovén yesi, Gospodi” (ressurreição, luz).
    No fim, a luz vence. E isso é raro nele.

  • 2. Uma autobiografia musical
    Ele cita a si próprio (ecos da Sinfonia nº 1, dos Vésperas), como quem folheia memórias. Não é nostalgia açucarada — é lucidez. Um homem velho, consciente do tempo, mas ainda combativo.

    3. Orquestração magistral
    Clara, seca às vezes, rítmica, quase “cortante”. Nada do excesso romântico juvenil. É um Rachmaninov depurado, maduro, com músculo e silêncio.