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domingo, 24 de agosto de 2025

Mozart-Violino Sonata em lá maior K526

A Sonata para violino e piano em Lá maior, K. 526, de Mozart, é uma das obras mais notáveis do seu catálogo de sonatas para violino. Ele a compôs em 1787, estreou a 24 de Agosto em Viena — o mesmo ano do Don Giovanni —, o que já dá uma ideia da intensidade criativa em que Mozart vivia naquele período.

Alguns pontos que vale destacar:

  • Caráter virtuosístico: diferente de sonatas anteriores, onde o violino muitas vezes tinha papel mais modesto em relação ao piano, aqui os dois instrumentos estão em pé de igualdade. O violino exige técnica apurada, e o piano também tem passagens brilhantes, quase de concerto.

  • Estrutura: segue o modelo clássico de três movimentos:

    1. Molto allegro (em forma sonata) – vivo, cheio de energia e diálogos entre piano e violino.

    2. Andante – mais lírico e intimista, em Ré maior, com caráter quase operístico, como uma ária calma no meio da peça.

    3. Presto – um rondó cheio de brilho e humor, exigindo enorme destreza dos intérpretes.

  • Estilo: a peça já mostra Mozart a experimentar um equilíbrio entre lirismo e virtuosismo, quase antecipando o estilo de Beethoven. Muitos comentadores apontam que essa sonata tem uma energia “sinfônica” dentro da forma camerística.

  • Dificuldade: está entre as mais difíceis do ciclo, tanto para violinistas quanto para pianistas, justamente pelo virtuosismo, pela clareza necessária e pela velocidade dos movimentos extremos.

Diria que a K. 526 é uma obra que não só exibe a genialidade técnica de Mozart, mas também a sua capacidade de transformar uma sonata em algo profundamente expressivo, quase teatral...

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Mozart-Sinfonia nº38 em ré maior"Praga" K504

No ano de 1787 a 19 de Janeiro, Mozart estreia em Praga a sua Sinfonia Nº 38 em ré Maior K504, conhecida simplesmente por "Praga"

A introdução lenta é longa, solene, quase cerimonial. Não é decorativa: ela cria expectativa, tensão contida, como se Mozart estivesse a abrir um grande pano de boca.

 Quando o Allegro entra, é luz total — vivo, articulado, cheio de pequenos jogos rítmicos. Há ali uma alegria refinada, não exuberante demais, mas segura de si.

2. Orquestração mais rica (e ousada)
Aqui Mozart dispensa os habituais quatro movimentos e escreve apenas três — o que já quebra a norma. Em compensação, dá mais peso aos sopros, especialmente oboés e fagotes. O diálogo entre cordas e sopros é constante, quase operático. Dá para sentir a mão do compositor de ópera a respirar por trás da sinfonia.

3. O Andante é pura conversa íntima
Nada de sentimentalismo excessivo. É um movimento de equilíbrio, de frases longas, elegantes, como um passeio calmo por uma cidade que se ama. Há melancolia, sim, mas sempre com dignidade — uma tristeza luminosa, se isso faz sentido.

4. Finale: inteligência em movimento
O último movimento é brilhante sem ser espalhafatoso. Rápido, articulado, cheio de contrapontos e surpresas. É Mozart a sorrir com ironia, mostrando que leveza também pode ser profundamente sofisticada.

5. Por que “Praga”?

Porque foi Praga que a acolheu com entusiasmo em 1787, num momento em que Viena andava mais fria com ele. Os praguenses entendiam Mozart — e ele sentia isso. A sinfonia tem algo de gratidão, de afirmação serena do próprio valor. 

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

J. Haydn - Symphony No. 82 in C major „L'ours"

Estreada em Paris em 1787 embora não saiba em que dia é uma das chamadas Sinfonias de Paris onde esteve uma temporada a convite de Maria Antonieta Jerzy Maksymiuk - dirige a The Podlasie Opera and Philharmonic Orchestra.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Mozart-String Quintet nº03 em dó maior K515

  • Em 1787 Mozart completa em Viena o seu String Quintet nº3 em dó maior K. 515.
A obra foi concluída em 19 de abril de 1787, menos de um mês antes da conclusão de seu tempestuoso Quinteto em sol menor K. 516 . No ano seguinte, a sinfonia 40 (sol menor) e a 41 (dó maior) estaria concluído com poucas semanas de diferença uma da outra.

Este quinteto foi inspirado em Schubert.

aqui a interpretação é de Liza Ferschtman, Alina Ibragimova, Amihai Grosz, Jakob Koranyi, Gijs Kramers