sábado, 19 de dezembro de 2020
19 de Dezembro
sábado, 28 de novembro de 2020
28 de Novembro
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Edward Elgar-Pompa e Circunstância nº5 em dó maior op.39
- Em 1930 a 20 de setembro, Sir Edward Elgar estreia em Londres a sua Marcha Pompa e Circunstancia nº. 5 em dó maior op.39
- Esta Marcha é a última das cinco marchas que ele compôs entre 1901 e 1930.
Alguns pontos relevantes sobre ela:
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Data: foi composta em 1930, quase trinta anos depois da célebre Marcha n.º 1 (com o famoso trio usado nas formaturas). É a mais tardia da série.
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Caráter: ao contrário das anteriores, tem um tom mais sombrio, solene e contido, marcado pela tonalidade menor (dó menor). Não é tão festiva nem triunfal, mas tem uma profundidade emocional que reflete talvez a maturidade e até certa melancolia de Elgar no fim da vida.
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Estilo: mantém o formato típico de marcha cerimonial, mas com uma orquestração densa e harmonias mais introspectivas. O trio central, em contraste, é mais lírico, ainda que não atinja o mesmo apelo popular da n.º 1.
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Receção: nunca ganhou a popularidade das marchas anteriores, sobretudo da n.º 1 e da n.º 4 (ambas muito tocadas em cerimónias), mas é considerada por muitos estudiosos como uma peça de grande profundidade artística.
Em resumo: a Marcha n.º 5 é menos conhecida, mas representa um Elgar maduro, reflexivo e mais sombrio, um contraponto às marchas mais célebres da série.
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segunda-feira, 17 de maio de 2010
16 de Maio
- Em 1930 nasceu em Viena o pianista Friedrich Gulda que viria a morrer em 27 de Janeiro de 2000 vitima de ataque cardiaco. Teve destaque tanto nos meios eruditos quanto no jazz, sendo associado à Terceira Corrente
A partir da década de 1950 começou a interessar-se por jazz, tocando com vários músicos de Viena, como Alexander Jenner, compondo canções e temas instrumentais e às vezes combinando o jazz à música erudita em seus concertos.
Em 1982, Gulda juntou-se ao pianista Chick Corea,
Certas práticas não ortodoxas renderam-lhe a alcunha de "pianista terrorista". Gulda tinha um forte desprezo pelas autoridades como a Academia de Viena.
Foi-lhe oferecido o prémio "Beethoven Ring", pelas suas interpretações notáveis mas ele recusou-o.
Mesmo assim, Gulda é amplamente reconhecido como um dos mais proeminentes pianistas do século XX. Dentre seus alunos estão Martha Argerich e o maestro Claudio Abbado.
Expressou o desejo de morrer no dia do aniversário de seu compositor predileto, Mozart, o que de fato aconteceu em 27 de Janeiro de 2000, quando Gulda tinha 69 anos. Gulda está enterrado no cemitério de Steinbach próximo a Attersee, na Áustria.
Aqui Gulda interpreta 3 sonatas de Mozart
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Shostakovitch-Sinfonia nº03 em mi bemol maior op20(1ºMaio
- Em 1930 a 21 de janeiro, estreia Shostakovich a Sinfonia No. 3 em mi bemol maior-1º de Maio op.20, em Leninegrado.
A Sinfonia No. 3 em mi bemol maior, Op. 20, de Dmitri Shostakovich, é uma obra fascinante e cheia de contrastes, frequentemente associada ao momento histórico em que foi composta.
A obra foi escrita em 1939 e estreou em 1940, uma época de crescente tensão política na União Soviética, com a ascensão de Stalin e o clima de repressão social.
Esta sinfonia, embora marcada pela exuberância e celebração de elementos populares, também carrega um fundo de complexidade e ambiguidade que se tornaria uma característica recorrente nas obras de Shostakovich.
O primeiro movimento, Allegro, tem um caráter energético e um tanto festivo, sendo frequentemente interpretado como uma expressão de vigor nacionalista e patriótico.
Já o segundo movimento, Moderato, é mais introspectivo e melancólico, algo mais típico de Shostakovich em suas obras, que muitas vezes equilibram o otimismo com uma sensação de angústia.
O terceiro movimento, com seu caráter rítmico e dançante, é notável por sua beleza e pela complexidade de suas texturas.
A sinfonia encerra com uma coda brilhante, que pode ser vista como uma afirmação do poder e da resistência do povo, mas também com um tom que transmite a ambiguidade que muitas vezes permeia a obra de Shostakovich.
Em termos de estilo, esta sinfonia reflete a transição do compositor de um idealismo "formalista" para algo mais alinhado com as exigências do regime soviético, mas sempre com uma camada de sofisticação e profundidade. Ela possui momentos de grandiosidade e celebração, mas também, como muitas das suas composições, há uma tensão que pode ser lida como uma crítica subjacente.
Em resumo, a Sinfonia No. 3 é uma obra de grande interesse histórico e musical, com uma riqueza de significados que transcendem a época em que foi escrita. Ela representa bem as ambiguidade e as complexas relações de Shostakovich com o regime soviético, ao mesmo tempo em que revela sua habilidade em criar músicas profundamente emocionais e multifacetadas.