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quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Prokofiev-Scythian Suite op.20

A Scythian Suite, Op. 20 (1915) é basicamente Prokofiev a dizer ao mundo: “segurem-me a partitura que hoje vou assustar Paris”. É brutal, pagã, rítmica até aos ossos, cheia de arestas. Nada de conforto — aqui há terra, fogo, sacrifício e deuses antigos.

  • Em 1916  a  16 de Janeiro  Sergei Prokofiev estreia a  Scythian Suite op.20

Alguns pontos que a tornam tão especial:

  • Violência rítmica: marteladas orquestrais, acentos deslocados, uma energia quase primitiva. Dá para sentir o chão a tremer.

  • Harmonia agressiva: dissonâncias cruas, sem pedir desculpa. Não é “feia” — é intencionalmente áspera.

  • Orquestra monstruosa: metais em fúria, percussão tribal, cordas em tensão constante. Prokofiev explora o limite físico do som.

  • Atmosfera pagã: escrita a partir de um bailado sobre rituais citas — sacrifícios, deuses solares, forças arcaicas. Tudo muito pré-cristão, quase mítico.

Os andamentos são todos fortes, mas: 
  • “A Adoração de Veles e Ala” já chega a esmagar.

  • “A Procissão do Sol” é hipnótica e ameaçadora.

  • “O Ídolo de Lolli e o Cortejo dos Sete Ídolos” fecha com uma fúria quase apocalíptica.

Curiosidade deliciosa: na estreia, muita gente ficou chocada. Era demais. Hoje soa visionária — um antepassado direto do Stravinsky mais brutal e até de certas linguagens do cinema épico moderno.

quarta-feira, 27 de agosto de 2025

Eric Coates-London Suite

  • Em 1886 a 27 de Agosto, nasceu em Hucknall em Nottinghamshir Eric Coates que viria a morrer em Chichester após ter sofrido um acidente vascular cerebral a 21 de Dezembro de 1957
Uma das suas principais obras é a London Suite


A London Suite de Eric Coates é uma das obras orquestrais mais conhecidas do compositor inglês, escrita em 1933. Coates, muitas vezes lembrado como “o mestre da música ligeira britânica”, tinha o dom de criar melodias cativantes, muito associadas ao espírito inglês do início do século XX.

A London Suite é composta por três movimentos, cada um evocando um lugar característico da cidade de Londres:

  1. Covent Garden (Tarantelle) – Alegre, movimentado, cheio de energia, como a própria atmosfera do mercado e da vida teatral da zona.

  2. Westminster (Meditation) – Mais solene e reflexivo, quase como uma homenagem à dignidade do Parlamento e da Abadia de Westminster.

  3. Knightsbridge (March) – O movimento mais famoso da suíte, com uma marcha vibrante e otimista. Tornou-se muito popular e chegou a ser usado como tema musical pela BBC para o programa de rádio In Town Tonight.

O estilo de Coates nessa suíte é típico dele: melodias claras, acessíveis, orquestração colorida e uma forte ligação com a vida urbana e popular. Diferente da música “sinfónica pesada” de outros contemporâneos, Coates escrevia para encantar e ser imediatamente reconhecível — daí o enorme sucesso na rádio e no cinema.    

domingo, 4 de fevereiro de 2024

Glazunov-Sinfonia Nº. 2 em fá sustenido menor Op. 16

A Sinfonia nº 2 em Fá sustenido menor, Op. 16, foi composta por Alexander Glazunov em 1884-1886, estreada em 1886 em São Petersburgo e publicada em 1889.[1] É dedicado à memória de Franz Liszt. foi apresentada pela primeira vez em São Petersburgo em 5 de novembro de 1886.

sábado, 2 de dezembro de 2023

sábado, 18 de novembro de 2023

Bernard Zweers-Sinfonia nº3

Bernard Zweers (1854-1924), nascido em Amsterdão, ensinou teoria e composição no Conservatório de sua cidade natal, de 1895 a 1922. Aos vinte e poucos anos, estudou durante um ano em Leipzig com Salomon Jadassohn. 

A produção de Zweers inclui muitas obras vocais e corais (principalmente textos holandeses), música incidental e três sinfonias. Concluída em 1890 e intitulada Aan mijn vaderland (“Para o meu país”), a épica Terceira Sinfonia de Zweers dura pouco mais de uma hora, sendo o seu progresso utilmente marcado por um lema ouvido no início. 

Tanto o primeiro quanto o terceiro movimentos (“Nas florestas holandesas” e “Na praia e no mar”) são moldados em forma de fantasia e emolduram um Scherzo encantadoramente barulhento (“No país”).e o final (“To the capital”)  

domingo, 20 de dezembro de 2020

terça-feira, 24 de novembro de 2020

Brahms-Cello Sonata nº2 op 99

EM 1886a 24 de Novembro,  Brahms estreia o seu  Cello Sonata No. 2 em fá maior Op. 99 em Viena Mais de vinte anos depois de completar sua Sonata nº 1 .

 Foi escrito dedicado e executado pela primeira vez por Robert Hausmann , que popularizou a Primeira Sonata, e que no ano seguinte receberia a honra de estrear o Concerto Duplo em Lá Menor com Joseph Joachim .

é uma das obras mais intensas, vigorosas e dramaticamente contrastantes do repertório para violoncelo. Composta em 1886, durante o chamado “verão mágico de Thun”, é uma peça onde Brahms alcança plena maturidade expressiva.

Aqui vai um panorama do que a torna tão especial:

1. Caráter geral da obra

Ao contrário da Sonata nº1 (mais íntima, densa e meditativa), a Sonata Op. 99 é brilhante, poderosa e de grande virtuosismo — para ambos os instrumentos.
Tem um diálogo altamente dramático entre violoncelo e piano, com o piano assumindo um papel quase sinfónico.

2. Estrutura dos quatro movimentos

I. Allegro vivace

  • Começa com uma energia quase impetuosa.

  • O violoncelo entra com frases amplas e apaixonadas, enquanto o piano oferece blocos sonoros robustos.

  • É um combate elegante: tensão, expansão lírica e arrebatamento.

II. Adagio affettuoso

  • Um dos movimentos mais belos que Brahms escreveu.

  • Melodias longas, tocadas quase “como canto”, com uma atmosfera contemplativa.

  • O calor lírico é profundo, mas nunca excessivamente sentimental — típico de Brahms.

III. Allegro passionato

  • Carregado de turbulência e urgência.

  • Ritmos obsessivos, harmonias densas e um espírito atormentado, quase trágico.

  • Um estudo perfeito do “Brahms tempestuoso”.

IV. Allegro molto

  • Mais leve, mas não menos complexo.

  • Traz um frescor rítmico e uma espécie de resolução vigorosa.

  • Um final brilhante e cheio de vida.

3. Por que é tão admirada?

  • É uma obra de igualdade verdadeira entre violoncelo e piano.

  • Exige técnica refinada, mas — mais que isso — um entendimento profundo da dialética emocional de Brahms: calor x contenção, força x ternura, nobreza x vulnerabilidade.

 

sábado, 31 de julho de 2010

Liszt-Piano Concerto nº3 em mi bemol maior S125a,


  • Em 1886, a 31 de julho, morre Franz List em Bayreuth com 74 anos nascera em Doborjan em 22 de Outubro de 1811 .
    Aqui apresento o seu Piano Concerto No. 3 em mi bemol maior S125 a foi possivelmente composto em 1839. Diz-se que esta peça foi composta antes de os dois primeiros concertos, mas a data não é conclusiva, pois há informações que não foi concluída até 1847.

    O Concerto para Piano nº 3 em Mi bemol maior, S.125a de Franz Liszt é uma obra incompleta e menos conhecida, muitas vezes ofuscada pelos seus dois concertos mais famosos: o nº1 em Mi bemol maior, S.124, e o nº2 em Lá maior, S.125. O Concerto nº3 é uma peça envolta em mistério, 

    • Composição: Acredita-se que Liszt tenha esboçado esse concerto na década de 1830 ou 1840.

    • Esquecido por décadas: Após sua morte, os manuscritos foram esquecidos e dispersos.

    • Redescoberta: O concerto só foi reconstruído no século XX. Em 1989, o musicólogo Jay Rosenblatt reuniu os fragmentos que estavam em diferentes bibliotecas (incluindo a Biblioteca Nacional da França e a Biblioteca de Weimar).

    • Estreia póstuma: A primeira apresentação pública foi em 1990, com o pianista Janina Fialkowska e a Orquestra Filarmônica de Chicago, regida por Kenneth Jean.

    Estrutura

    O concerto segue, em linhas gerais, o formato tradicional tripartido (3 movimentos), mas com forte unidade temática, algo típico do estilo maduro de Liszt. A duração média é de 18 a 20 minutos.

    1. Allegro maestoso

      • Abertura grandiosa, como no Concerto nº1, com fortes acordes e um tema nobre.

      • Diálogo entre piano e orquestra bastante direto, com transições líricas e passagens virtuosas.

    2. Adagio

      • Movimento lírico e introspectivo, com certo lirismo romântico que antecipa Rachmaninoff.

      • O piano canta mais do que brilha, com harmonia refinada.

    3. Finale – Allegro vivace

      • Um final enérgico, com retomadas dos temas anteriores e muito virtuosismo pianístico.

      • Final triunfante e breve, sem excessos.

    Curiosidades

    • Muitos estudiosos não sabiam da existência desse concerto até o final do século XX.

    • É chamado às vezes de "Concerto Esquecido" ou “Concerto Perdido”.

    • Sua autenticidade já foi questionada, mas hoje é geralmente aceito como uma obra legítima de Liszt, embora inacabada e reconstruída.

    Liszt não fez menção a este concerto terceiro em seus escritos, de modo a existência da obra era desconhecido para os investigadores.

    Este concerto foi estreado por Janina Fialkowska  em 1990 com a Orquestra Sinfónica de Chicago .

    A interpretação é da pianista Stephen Mayer, conduzido por Paul Freeman e acompanhado pela State Symphony Orchestra of Russia


quarta-feira, 19 de maio de 2010

Saint-Saenz-Sinfonia nº03 em dó menor Op.78 "Organ Synphony"


  • Em 1886 Camille Saint-Saen estreia em Londres a sua Sinfonia No. 3 em dó menor op.78 "the Organ Symphony" para organ, 2 pianos e orquestra. 

A Sinfonia nº 3 em dó menor, Op. 78, de Camille Saint-Saëns, também conhecida como "Sinfonia com órgão", é uma das obras sinfônicas mais imponentes e emocionantes do repertório romântico francês — e certamente a mais célebre entre as sinfonias de Saint-Saënz

  • Estrutura e características

    • Apesar de ter dois movimentos numerados, a sinfonia se divide, na prática, em quatro seções, que fluem sem interrupção.

    • A obra é inovadora ao integrar o órgão de tubos como um protagonista orquestral, não como solista de concerto, mas parte integral da textura sinfônica.

    • Saint-Saëns também introduz o piano (a quatro mãos) discretamente, adicionando uma coloração especial.

    • Início sombrio e dramático, marcado por tensão e mistério. A tonalidade de dó menor remete ao destino, como em Beethoven.

    • Um desenvolvimento intenso e muito orquestrado, alternando momentos vigorosos e contemplativos.

    • O segundo movimento (lento) é de grande lirismo e espiritualidade, onde o órgão entra com suavidade, quase como um sussurro da eternidade.

    • O final é triunfante: o famoso acorde do órgão, brilhante e pleno, explode em dó maior — uma verdadeira apoteose, muitas vezes descrita como “celestial”.

    • Foi dedicada à memória de Franz Liszt, que faleceu em 1886, o mesmo ano da estreia da obra.

    • O próprio Saint-Saëns disse: “Eu dei tudo o que pude dar... o que fiz, jamais farei novamente.”

    • Ela é muitas vezes interpretada como a culminância de sua produção sinfônica — e de fato foi sua última sinfonia numerada



  • Aqui toca a  Orchestre de Paris Paavo Järvi, conductor


    sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

    16 de Janeiro


    • Em 1916 Sergei Prokofiev estreia Scythian Suite op.20
    1. 1 e 2ª Parte-Adoration of Weles and Ala e Tshushbog and the Dance of the Spirits
    2. 3ªParte-Night
    3. 4ªParte-Departure of Lolli and Followers to the Sun