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Primeira grande obra sinfónica de Grieg – Ele tinha apenas 24 anos quando a compôs, inspirado em parte pelo concerto de Schumann, também em lá menor. Grieg admirava Schumann e conhecia bem o estilo romântico alemão, mas já começa a imprimir sua própria identidade.
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Virtuosismo e lirismo – O concerto equilibra trechos de brilhantismo pianístico (especialmente no primeiro movimento, com as cadências e acordes poderosos) com momentos de melodia delicada, típicos da tradição nórdica.
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Temas nacionais – Embora não use citações folclóricas diretas, o concerto é permeado por ritmos e cores que evocam a música popular norueguesa, especialmente nas danças do último movimento. Essa fusão de tradição romântica europeia com identidade nacional foi marca do estilo de Grieg.
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Estrutura:
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I. Allegro molto moderato – abre com a célebre cascata de acordes do piano, seguida por um tema lírico e expansivo.
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II. Adagio – lírico, em tom mais intimista, frequentemente descrito como uma canção da alma.
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III. Allegro moderato molto e marcato – dançante e rítmico, com forte inspiração folclórica, concluindo em um clima de brilho e triunfo.
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Recepção – Foi um sucesso desde a estreia e logo se tornou popular em toda a Europa. Pianistas como Liszt elogiaram a obra (Liszt chegou a ler a partitura e tocá-la à primeira vista, o que impressionou Grieg).
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Legado – É o único concerto para piano que Grieg escreveu, mas permanece entre os mais executados até hoje, ao lado dos concertos de Tchaikovsky, Rachmaninov e Beethoven.
domingo, 7 de setembro de 2025
Grieg-Piano concerto em lá menor op.16
sexta-feira, 22 de dezembro de 2023
Rimsky-Korsakov-Sinfonia nº02 em si menor ANTAR
sexta-feira, 29 de setembro de 2023
Brahms-Um Réquiem Alemão Op. 45
segunda-feira, 8 de março de 2021
Berlioz-Sinfonia Fantástica op.14
Contexto
Berlioz compôs a obra movido por uma paixão obsessiva pela atriz Harriet Smithson. Ele nunca a conheceu pessoalmente antes da composição, mas ficou completamente fascinado por ela ao vê-la interpretando Ofélia e Julieta.
A sinfonia é, portanto, autobiográfica e dramática, retratando a fantasia de um artista apaixonado até à loucura.
Estrutura em 5 movimentos (algo revolucionário na época)
1. Rêveries – Passions (Sonhos e Paixões)
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O artista vê pela primeira vez a mulher idealizada.
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Alternância entre calma sonhadora e tempestade emocional.
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Surge o tema fixo da amada, a idée fixe, que reaparecerá em todos os movimentos — símbolo musical da obsessão.
2. Un Bal (Um Baile)
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Atmosfera festiva e elegante.
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A amada reaparece como uma visão no meio da dança.
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Harpas marcantes dão brilho e glamour ao ambiente.
3. Scène aux Champs (Cena nos Campos)
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Diálogo pastoral entre dois pastores (oboes e corne inglês).
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O artista tenta encontrar paz, mas pressente um destino sombrio.
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O movimento termina numa inquieta suspensão — o presságio de tragédia.
4. Marche au Supplice (Marcha ao Suplício)
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O artista, num pesadelo opiáceo, imagina-se condenado e levado ao cadafalso.
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Uma marcha terrível, poderosa, cheia de metais.
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Antes da guilhotina cair, a idée fixe aparece brevemente — um último pensamento da amada — e corta-se abruptamente, simbolizando a decapitação.
5. Songe d’une Nuit du Sabbat (Sonho de uma Noite de Sabat)
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Visão grotesca e macabra: uma assembleia de bruxas, demónios e criaturas deformadas.
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A amada transforma-se numa figura diabólica; a idée fixe reaparece distorcida, quase caricatura.
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O famoso Dies Irae surge em contraponto com danças macabras.
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O final é um delírio orquestral.
Por que é uma obra tão importante
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Introduz o programa narrativo detalhado numa grande sinfonia.
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Inovações de orquestração (timbres ousados, percussão expressiva, uso de sinos, efeitos de cordas).
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Representa o auge da sensibilidade romântica: paixão extrema, fantasia, sonho, loucura.
sábado, 16 de janeiro de 2021
Borodin-Sinfonia nº1 em mi bemol maior
sábado, 11 de outubro de 2014
Bruckner-Missa nº 2
Aqui a sua missa nº 2 estreada a 29/09/1869 em Linz
A Missa nº 2 em mi menor, WAB 27, de Anton Bruckner (composta em 1866 e revista em 1882) é uma das obras corais mais marcantes do compositor austríaco, tanto pela ousadia quanto pela espiritualidade. Eis alguns pontos de destaque:
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Formação inusitada: foi escrita para coro misto a capella com sopros de harmonia (flautas, oboés, clarinetes, fagotes, trompas e trompetes, sem cordas). Esse colorido dá-lhe uma sonoridade muito particular, que mistura transparência e densidade.
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Origem prática: a obra foi encomendada para a consagração da capela votiva em Linz. Bruckner, organista e profundo devoto, quis respeitar as restrições litúrgicas da época, mas ao mesmo tempo expandiu a dimensão musical.
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Estilo: ela combina contraponto severo herdado de Palestrina (que Bruckner estudava com devoção) com a harmonia romântica e expansiva típica dele. É austera, mas cheia de misticismo e intensidade.
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Movimentos: segue o ordinário da missa católica – Kyrie, Gloria, Credo, Sanctus, Benedictus, Agnus Dei. Cada seção é tratada de modo contrastante, ora em grande complexidade polifônica, ora em momentos de recolhimento quase ascético.
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Atmosfera: não é uma missa “teatral” como as de Mozart ou Beethoven, mas também não é apenas funcional; ela cria um espaço de contemplação e espiritualidade, que reflete a religiosidade muito pessoal de Bruckner.
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Receção: durante muito tempo foi considerada uma obra “difícil” para coros, mas hoje é reconhecida como uma das missas corais mais originais do século XIX.
👉 Em suma: a Missa nº 2 é um ponto de equilíbrio entre a tradição polifônica antiga e a visão romântica bruckneriana, onde a fé e a arquitetura sonora se entrelaçam.
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sexta-feira, 4 de junho de 2010
4 de Junho
- Em 1829 nasceu em Groningen , Joseph Ascher que começou por ser cantor em Londres,continuando seus estudos na Academia de Música de Leipzig, com Ignaz Moscheles como seu professor.
Seu dom como pianista foi reconhecido pelo desempenho pela Imperatriz Eugénie de França, que lhe pediu para ela se tornar pianista da corte em 1849. Viria a morrer no dia em que faria 40 anos como resultado de sua vida dissoluta