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domingo, 7 de setembro de 2025

Grieg-Piano concerto em lá menor op.16

O Concerto para piano em lá menor, Op. 16, de Edvard Grieg (1868) é uma das obras mais conhecidas do repertório romântico para piano e orquestra. Algumas notas importantes:
  • Primeira grande obra sinfónica de Grieg – Ele tinha apenas 24 anos quando a compôs, inspirado em parte pelo concerto de Schumann, também em lá menor. Grieg admirava Schumann e conhecia bem o estilo romântico alemão, mas já começa a imprimir sua própria identidade.

  • Virtuosismo e lirismo – O concerto equilibra trechos de brilhantismo pianístico (especialmente no primeiro movimento, com as cadências e acordes poderosos) com momentos de melodia delicada, típicos da tradição nórdica.

  • Temas nacionais – Embora não use citações folclóricas diretas, o concerto é permeado por ritmos e cores que evocam a música popular norueguesa, especialmente nas danças do último movimento. Essa fusão de tradição romântica europeia com identidade nacional foi marca do estilo de Grieg.

  • Estrutura:

    • I. Allegro molto moderato – abre com a célebre cascata de acordes do piano, seguida por um tema lírico e expansivo.

    • II. Adagio – lírico, em tom mais intimista, frequentemente descrito como uma canção da alma.

    • III. Allegro moderato molto e marcato – dançante e rítmico, com forte inspiração folclórica, concluindo em um clima de brilho e triunfo.

  • Recepção – Foi um sucesso desde a estreia e logo se tornou popular em toda a Europa. Pianistas como Liszt elogiaram a obra (Liszt chegou a ler a partitura e tocá-la à primeira vista, o que impressionou Grieg).

  • Legado – É o único concerto para piano que Grieg escreveu, mas permanece entre os mais executados até hoje, ao lado dos concertos de Tchaikovsky, Rachmaninov e Beethoven.

👉 Aqui interpretação é do grande Arthur Rubinstein     

sexta-feira, 22 de dezembro de 2023

Rimsky-Korsakov-Sinfonia nº02 em si menor ANTAR

Antar é uma composição para orquestra sinfônica em quatro movimentos do compositor russo Nikolai Rimsky-Korsakov. Ele escreveu a peça em 1868, mas a revisou em 1875 e 1891.

 Inicialmente, ele chamou a obra de Sinfonia nº 2. Mais tarde, ele reconsiderou e chamou-a de suíte sinfônica. Foi apresentada pela primeira vez em março de 1869 em um concerto da Sociedade Musical Russa. . 

Para aumentar a confusão, ele chamou sua Sinfonia em Dó maior de Terceira, em vez de Segunda. É verdade que ele escreveu a Terceira Sinfonia em 1874, antes de ter mudado de ideia sobre Antar. (A primeira revisão de Antar foi em 1875.) 

No entanto, ele nunca mudou essa numeração, mesmo depois de redesignar Antar como suíte, e continuou chamando a Sinfonia em Dó maior de sua Terceira em sua autobiografia, My Musical Life. 

 Na verdade, Rimsky-Korsakov designou outra obra como sua Segunda Sinfonia em Minha Vida Musical. Esta é uma Sinfonia em Si menor, que ele iniciou em 1867 Ele menciona Si menor como a tonalidade favorita de Mily Balakirev, e que queria usar um scherzo no compasso 5/4 e na tonalidade de Mi bemol maior. Ele acrescenta que a abertura do primeiro movimento e algumas de suas características teriam se assemelhado à Nona Sinfonia de Beethoven

sexta-feira, 29 de setembro de 2023

Brahms-Um Réquiem Alemão Op. 45

Um Réquiem Alemão Op. 45 de Johannes Brahms, é uma obra de grande porte para coro, orquestra e solistas de soprano e barítono, composta entre 1865 e 1868. É composta por sete movimentos, que juntos duram 65 a 80 minutos, tornando esta obra a composição mais longa de Brahms. Um Requiem Alemão é sagrado, mas não litúrgico, e ao contrário de uma longa tradição do Requiem Latino, Um Requiem Alemão, como indica o título, é um Requiem na língua alemã. A mãe de Brahms morreu em fevereiro de 1865, uma perda que lhe causou muita dor e pode muito bem ter inspirado Ein deutsches Requiem. Os sentimentos persistentes de Brahms sobre a morte de Robert Schumann em julho de 1856 também podem ter sido uma motivação

segunda-feira, 8 de março de 2021

Berlioz-Sinfonia Fantástica op.14

Em 1869 a 8 de Março morre em Paris o compositor francês Hector Berlioz com 62 anos aqui se apresenta a sua Sinfonia Fantástica op.14 onde Mariss Jansons conduz a Bavarian Radio Symphony Orchestra que foi estreada em Paris em 5 de Dezembro de 1830A

  Sinfonia Fantástica, Op. 14 de Hector Berlioz (1830) é uma das obras mais revolucionárias da história da música orquestral — praticamente inaugurou o romantismo programático, em que a música narra uma história detalhada.

Contexto

Berlioz compôs a obra movido por uma paixão obsessiva pela atriz Harriet Smithson. Ele nunca a conheceu pessoalmente antes da composição, mas ficou completamente fascinado por ela ao vê-la interpretando Ofélia e Julieta.
A sinfonia é, portanto, autobiográfica e dramática, retratando a fantasia de um artista apaixonado até à loucura.

Estrutura em 5 movimentos (algo revolucionário na época)

1. Rêveries – Passions (Sonhos e Paixões)

  • O artista vê pela primeira vez a mulher idealizada.

  • Alternância entre calma sonhadora e tempestade emocional.

  • Surge o tema fixo da amada, a idée fixe, que reaparecerá em todos os movimentos — símbolo musical da obsessão.


2. Un Bal (Um Baile)

  • Atmosfera festiva e elegante.

  • A amada reaparece como uma visão no meio da dança.

  • Harpas marcantes dão brilho e glamour ao ambiente.


3. Scène aux Champs (Cena nos Campos)

  • Diálogo pastoral entre dois pastores (oboes e corne inglês).

  • O artista tenta encontrar paz, mas pressente um destino sombrio.

  • O movimento termina numa inquieta suspensão — o presságio de tragédia.


4. Marche au Supplice (Marcha ao Suplício)

  • O artista, num pesadelo opiáceo, imagina-se condenado e levado ao cadafalso.

  • Uma marcha terrível, poderosa, cheia de metais.

  • Antes da guilhotina cair, a idée fixe aparece brevemente — um último pensamento da amada — e corta-se abruptamente, simbolizando a decapitação.


5. Songe d’une Nuit du Sabbat (Sonho de uma Noite de Sabat)

  • Visão grotesca e macabra: uma assembleia de bruxas, demónios e criaturas deformadas.

  • A amada transforma-se numa figura diabólica; a idée fixe reaparece distorcida, quase caricatura.

  • O famoso Dies Irae surge em contraponto com danças macabras.

  • O final é um delírio orquestral.

Por que é uma obra tão importante

  • Introduz o programa narrativo detalhado numa grande sinfonia.

  • Inovações de orquestração (timbres ousados, percussão expressiva, uso de sinos, efeitos de cordas).

  • Representa o auge da sensibilidade romântica: paixão extrema, fantasia, sonho, loucura.

 

sábado, 16 de janeiro de 2021

Borodin-Sinfonia nº1 em mi bemol maior

Em 1869 a 16 de janeiro Alexander Borodin estreia em St. Petersburgo a sua Sinfonia nº1 em mi bemol maior 

 A Sinfonia nº 1 em mi bemol maior de Alexander Borodin é uma obra notável que reflete o talento de um compositor autodidata e o espírito da música russa do século XIX.

 Composta entre 1862 e 1867, a sinfonia marca a estreia de Borodin como compositor de música orquestral, equilibrando elementos da tradição sinfônica ocidental com traços distintivamente russos. 

 Características principais: 
Influência Ocidental e Russa: Embora Borodin tenha sido fortemente influenciado por compositores como Mendelssohn e Beethoven, o seu interesse pelas melodias folclóricas russas já se faz sentir. 
O uso de escalas exóticas e modos típicos da música russa sugere o início de sua contribuição ao movimento nacionalista, liderado pelo grupo conhecido como Os Cinco. 

 Estrutura Clássica: A sinfonia segue a forma tradicional em quatro movimentos:

 Allegro vivo: Um primeiro movimento animado com temas vigorosos. 
Andante: Lírica e introspectiva, com um caráter poético. 
Scherzo (Presto): Vivaz e brilhante, com passagens que mostram o virtuosismo orquestral. 
Finale (Allegro molto vivace): Energético e triunfante, sugerindo o otimismo da juventude de Borodin. 

Harmonia e Orquestração: 
Apesar de Borodin ainda não ter atingido a maturidade estilística de suas obras posteriores, como a Sinfonia nº 2 ou as Danças Polovetsianas da ópera Príncipe Igor, esta sinfonia já demonstra sua habilidade em orquestração e sua sensibilidade harmônica. 

 Recepção: A sinfonia foi bem recebida em sua estreia em 1869 e é frequentemente vista como uma peça promissora de um compositor em desenvolvimento. O próprio Borodin era muito autocrítico e continuou revisando suas obras. 


 Curiosidade: Borodin dividia seu tempo entre a composição e sua carreira como químico, o que torna ainda mais impressionante a qualidade e o impacto de sua produção musical.

sábado, 11 de outubro de 2014

Bruckner-Missa nº 2

Em 1896 morte em Viena de Anton Bruckner com 72.anos nascera em Ansfelden a 4 Setembro de 1824.

 Aqui a sua missa nº 2  estreada a 29/09/1869 em Linz


Missa em 8 partes, coro misto e instrumentos de sopro (2 oboés , 2 clarinetes , 2 fagotes , 4 trompas , 2 trompetes e três trombones).

Encomendada pelo bispo de Linz, Franz-Josef Rudigier, em 1866, para a celebração da fundação da construção da Capela Votiva de Dom. Devido ao atraso nas obras estreou somente 3 anos mais tarde.

A Missa nº 2 em mi menor, WAB 27, de Anton Bruckner (composta em 1866 e revista em 1882) é uma das obras corais mais marcantes do compositor austríaco, tanto pela ousadia quanto pela espiritualidade. Eis alguns pontos de destaque:

  • Formação inusitada: foi escrita para coro misto a capella com sopros de harmonia (flautas, oboés, clarinetes, fagotes, trompas e trompetes, sem cordas). Esse colorido dá-lhe uma sonoridade muito particular, que mistura transparência e densidade.

  • Origem prática: a obra foi encomendada para a consagração da capela votiva em Linz. Bruckner, organista e profundo devoto, quis respeitar as restrições litúrgicas da época, mas ao mesmo tempo expandiu a dimensão musical.

  • Estilo: ela combina contraponto severo herdado de Palestrina (que Bruckner estudava com devoção) com a harmonia romântica e expansiva típica dele. É austera, mas cheia de misticismo e intensidade.

  • Movimentos: segue o ordinário da missa católica – Kyrie, Gloria, Credo, Sanctus, Benedictus, Agnus Dei. Cada seção é tratada de modo contrastante, ora em grande complexidade polifônica, ora em momentos de recolhimento quase ascético.

  • Atmosfera: não é uma missa “teatral” como as de Mozart ou Beethoven, mas também não é apenas funcional; ela cria um espaço de contemplação e espiritualidade, que reflete a religiosidade muito pessoal de Bruckner.

  • Receção: durante muito tempo foi considerada uma obra “difícil” para coros, mas hoje é reconhecida como uma das missas corais mais originais do século XIX.

👉 Em suma: a Missa nº 2 é um ponto de equilíbrio entre a tradição polifônica antiga e a visão romântica bruckneriana, onde a fé e a arquitetura sonora se entrelaçam.




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sexta-feira, 4 de junho de 2010

4 de Junho


  • Em 1829 nasceu em Groningen , Joseph Ascher que começou por ser cantor em Londres,continuando seus estudos na Academia de Música de Leipzig, com Ignaz Moscheles como seu professor.

    Seu dom como pianista foi reconhecido pelo desempenho pela Imperatriz Eugénie de França, que lhe pediu para ela se tornar pianista da corte em 1849. Viria a morrer no dia em que faria 40 anos como resultado de sua vida dissoluta

  • A interpretação do Le Souvenir Op. 12 é de Phillip Sear