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quinta-feira, 14 de dezembro de 2023

Rachmaninov-Piano Concerto Nº4 em sol menor op.40

Concerto para piano nº 4 em sol menor, op. 40, é uma obra importante do compositor russo Sergei Rachmaninoff, concluída em 1926. 

A obra existe em três versões. Após a sua estreia malsucedida (1ª versão), o compositor fez cortes e outras alterações antes de publicá-lo em 1928 (2ª versão). Com a contínua falta de sucesso, ele retirou a obra, eventualmente revisando-a e republicando-a em 1941 (3ª versão, geralmente apresentada hoje). 


A versão manuscrita original foi lançada em 2000 pelo Rachmaninoff Estate para ser publicada e gravada. 

A obra é dedicada a Nikolai Medtner, que por sua vez dedicou seu Segundo Concerto para Piano a Rachmaninoff no ano seguinte. O músico, que iniciou a sua composição antes de deixar o seu país, deixou-se influenciar pela a música americana à hora de concluí-lo e apresentá-lo, na Filadélfia, em 18 de março de 1927 sob a regência de Leopold Stokovsky.


O Concerto para Piano nº 4 em Sol menor, Op. 40, de Sergei Rachmaninov, é uma obra intrigante e complexa, tanto para os intérpretes quanto para os ouvintes. Composto entre 1926 e 1927, este concerto é frequentemente considerado um dos mais desafiadores e menos interpretados entre os concertos de Rachmaninov, principalmente quando comparado com os seus famosos Concerto nº 2 e nº 3.

Características do Concerto nº 4:

  1. Estilo e Técnica: O Concerto nº 4 reflete uma abordagem mais austera e introspectiva em comparação com outras obras da sua fase anterior, especialmente o Concerto nº 2, mais melódico e acessível. A harmonia e a orquestração no Concerto nº 4 são mais subtis, com o piano muitas vezes se misturando com a orquestra de maneira mais delicada, ao invés de se destacar de forma grandiosa. A obra possui uma sonoridade mais moderna e uma densidade emocional mais densa.

  2. Estrutura:

    • Primeiro movimento (Allegro vivace): O primeiro movimento começa com uma introdução orquestral tensa, logo seguida por uma parte solista de piano muito exigente. A música passa por uma série de temas que alternam entre momentos mais líricos e passagens rápidas e virtuosísticas.
    • Segundo movimento (Andante sostenuto): Este movimento tem uma qualidade mais meditativa e introspectiva. O piano é tratado de maneira quase orquestral em alguns momentos, com a parte do piano criando um diálogo constante com a orquestra, resultando em uma sonoridade mais contida e reflexiva.
    • Terceiro movimento (Allegro con fuoco): O final do concerto é intenso e energicamente rítmico. Aqui, Rachmaninov combina a virtuosidade com momentos de grande tensão, utilizando contrastes dinâmicos e complexidade harmônica.
  3. Desafios para o intérprete: O Concerto nº 4 exige grande destreza técnica do pianista, com passagens de grande velocidade, bem como momentos de profunda expressividade. O uso de passagens rápidas e exigentes exige não só uma técnica refinada, mas também uma grande capacidade de interpretação emocional para trazer à tona as subtilezas da obra.

  4. Recepção: Inicialmente, a obra foi considerada mais difícil de apreciar por parte do público, em comparação com os outros concertos de Rachmaninov. A crítica da época era mista, e muitos músicos não a abraçaram tão prontamente. Hoje em dia, no entanto, o Concerto nº 4 é visto como uma obra de grande profundidade, embora raramente seja executado em recitais e gravações, devido à sua complexidade e exigência técnica.

     

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

19 de Fevereiro

Em 1927 em Viena morre o compositor Austriaco Robert Fuchs, que nascera em Frauenthal em 15 de Fevereiro de 1847. Aqui podemos ouvir o seu Quinteto para clarinete e quarteto de cordas em mi bemol maior Op. 102

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Bela Bartok-Piano concerto nº1 em mi menor

Bartok e o seu piano concerto nº1

O Concerto para Piano nº 1 em Mi menor, Sz. 83, BB 91, de Béla Bartók, é uma obra intensa, ousada e profundamente rítmica, composta em 1926, um ano que o próprio Bartók chamou de seu “ano pianístico”, quando voltou com força à composição para piano.


    • É um concerto percussivo e vigoroso, onde o piano é quase tratado como um instrumento de percussão.

    • O estilo é moderno, dissonante e rítmico, com forte influência da música folclórica da Europa Central e do Leste.

    • O piano e a orquestra têm uma relação mais de combate do que de colaboração, contrastando com o modelo tradicional romântico de concerto.

    O concerto tem três movimentos:

    1. Allegro moderato – Começa com um ataque quase primitivo, com destaque para o uso de instrumentos de percussão e a escrita percussiva do piano. As ideias musicais são motoras, ritmadas, e com nuances modernas e folclóricas ao mesmo tempo.

    2. Andante – Atmosférico, com uma orquestração mais rarefeita. Aqui, Bartók introduz uma sonoridade quase mística, com uso criativo das madeiras e percussão. O piano toca motivos fragmentados, distantes, em diálogo com as texturas.

    3. Allegro molto – Um final em estilo dançante, marcado por ritmos irregulares, mudanças de métrica e energia crescente. Lembra um pouco as danças camponesas húngaras estilizadas.

    Orquestração

    • Bartók usa um grupo orquestral relativamente pequeno, mas com uso proeminente e criativo da percussão, o que era incomum na época.

    • A presença de duas baterias (instrumentos de percussão duplicados) é uma das marcas desse concerto, e reforça a ideia do piano como um instrumento rítmico.

    • A estreia foi em Frankfurt, em 1927, com o próprio Bartók como solista.

    • O concerto não teve uma recepção calorosa no início — muitos consideraram-no “áspero” e difícil de entender. Só com o tempo ganhou reconhecimento como uma obra-prima do século XX.

    • A peça exige virtuosismo técnico e precisão rítmica tanto do pianista quanto da orquestra.

    Em resumo

    O Concerto nº 1 de Bartók é uma explosão de energia rítmica, com forte senso de modernidade e raízes profundas na tradição folclórica. Não é uma obra “agradável” no sentido romântico, mas sim desafiadora e visceral, feita para quem aprecia a ousadia da linguagem do século XX.

Aqui a interpretação é de 

Yuja Wang e da 

  Swedish Radio Symphony Orchestra conducted by Esa-Pekka Salonen

quinta-feira, 22 de abril de 2010

22 de Abril

  • Em 1927 Roger Sessions estreia em Boston a sua Sinfonia nº1 com interpretação da Boston Symphony com Serge Koussevitzky conduzindo.Aqui a interpretação é da Japan Philharmonic Orchestra dirigida por Akeo Watanabe
I. Giusto
II. Largo
III. Allegro vivace

sábado, 28 de março de 2009

27 de Março

  • No ano de 1927 Nasce em Baku na União Soviética o violoncelista Mistislav ROSTROPOVICH . Aqui vamos seguir a sua interpretação do Concerto para Violoncelo em lá menor op.129, de Schumann, acompanhado pela Orchestre National de France, conduzida por Leonard Bernstein.
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sexta-feira, 6 de março de 2009

6 de Março

  • No ano de 1927 Prokofiev estreia em Moscovo o seu Quintet for winds and strings, Op. 39. Os solista são
oboe- Alexei Ogrintchouk
clarinet - Romen Guyot
violin - Sergei Krylov
viola - Julia Deyneka
contrabass - Rustem Gabdullin

  • No ano de 1917 Rachmaninoff estreia em Petrogard, os Etudes-tableaux Op. 39, interpretado pelo próprio autor.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

28 de Janeiro

  • Em 1927 Aaron Copland estreou o seu Piano Concerto com Boston Symphony dirigida por Serge Koussevitzky e Coplan como solista. Aqui pode ouvir-se este piano concerto Noël Lee, pianoforte --- Orchestre National de France diretta da Aaron Copland (