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segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Beethoven-Sinfonia nº7 em lá maior op.92

A Sétima Sinfonia de Beethoven em Lá maior, Op. 92 é uma das obras sinfónicas mais vibrantes e celebradas do compositor — muitas vezes descrita como uma “apoteose da dança” (expressão de Wagner), graças ao seu pulso rítmico irresistível e à energia quase hipnótica que percorre todos os movimentos.

 Contexto

  • Composta entre 1811 e 1812, durante um período em que Beethoven lutava com a saúde, mas vivia um momento de intensa criatividade.

  • Estreou em 1813, num concerto de beneficência para soldados feridos nas guerras napoleónicas.

  • Em 1813 a 8 de dezembro Beethoven estreou a  em Viena 


     A Sinfonia nº 7 é muito especial na obra de Beethoven por seu lugar na história da Áustria e pela natureza de sua música. 

    Os dois fatores, aliás, se entrelaçam: são, talvez, parte de uma mesma realidade.

     A composição foi estreada  juntamente com uma outra peça, a chamada Sinfonia de Batalha, ou a “Vitória de Wellington”.

     A Sétima foi muito bem recebida: seu segundo movimento, Allegretto, foi bisado. A apresentação foi um enorme sucesso – o que não surpreende, se levarmos em conta o que o povo vienense tinha passado nos últimos anos. 

    Napoleão tinha ocupado Viena duas vezes, em 1805 e em 1809. Agora, sua sorte tinha mudado, com sua recente derrota em duas batalhas importantes.

Estrutura e caráter dos movimentos

  1. Poco sostenuto – Vivace
    Começa com uma introdução lenta, majestosa, que prepara um Vivace de vigor rítmico contagiante. É como uma porta que se abre para uma celebração sonora.

  2. Allegretto
    O movimento mais famoso da sinfonia — um andamento quase fúnebre, mas com dignidade e movimento interno. A pulsação insistente cria um clima hipnótico. Muitas vezes é tocado isoladamente.

  3. Presto
    Ligeiro, folclórico, luminoso. Uma espécie de dança em espiral, com trio pastoral a contrastar.

  4. Allegro con brio
    Um final arrebatador, impetuoso, de energia quase selvagem. A música avança como se estivesse irrompendo para um clímax interminável.

Por que é tão especial?

  • É talvez a sinfonia mais ritmicamente marcada de Beethoven: pulsa, dança, acelera, respira.

  • Embora não tenha um programa narrativo, transmite uma sensação irresistível de vitalidade, movimento e libertação.

  • O Allegretto tornou-se um dos trechos mais reconhecidos da música clássica.

Em resumo

A Sétima é um monumento à força do ritmo, à vida em movimento — uma celebração pura da energia humana. Talvez por isso, muitos a consideram uma das obras mais “vivas” e contagiosas de todo o repertório sinfónico. 

domingo, 12 de fevereiro de 2023

Johann Sterkel-Abertura em do maio

Johann Franz Xaver Sterkel foi um compositor e pianista alemão do século XVIII e início do século XIX. Ele foi educado na Universidade de Würzburg e em 1778 tornou-se capelão e músico na corte de Mainz. 

 Ele morou em Regensburg, depois em Aschaffenburg, e finalmente se aposentou em Würzburg em 1815. 

 No início, Sterkel era organista em Neumünster. 

Em 1774 foi ordenado sacerdote. Mudou-se para Mainz e tornou-se capelão da corte, mas viajou pela Itália como pianista de 1779 a 1782. Após uma visita à Itália em 1782, onde conheceu o Padre Martini , voltou a Mainz, tornando-se diretor musical da orquestra Eleitoral em 1793.

sábado, 11 de fevereiro de 2023

Friedrich Kalkbrenner-Fantasia No. 01 em do maior Op. 5

Friedrich Kalkbrenner (numa viagem da sua mãe entre Kassel e Berlim, 7 de novembro de 1785 — Enghien - les-Bains, perto de Paris, 10 de junho de 1849) foi um pianista, compositor e professor alemão 

 De origem judaica, fez seus estudos no Conservatório de Paris. Entre 1814 e 1823 obteve reconhecimento do público inglês. 

Em Londres, além de ser notável pianista, também dedicou-se ao ensino do piano. Mudou-se definitivamente para Paris, onde tornou-se famoso professor de piano. Conheceu Rossini,Liszt e Chopin. 

É autor de uma polonaise para 6 pianos, que foi executada na Salle Pleyel em fevereiro de 1832, sendo um dos pianistas o grande Chopin. Kalkbrenner compôs estudos ,várias peças menores, além de 4 concertos para piano e orquestra e um 'Grande' concerto para 2 pianos.

  •  Chopin, como prova de amizade, dedicou-lhe seu Concerto em Mi menor, Op.11.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

Ferdinand Ries-Sinfonia Nº05 em re menor Op112

Ferdinand Ries compôs a Sinfonia nº 5 em Ré menor , Op. 112, em Londres em 1813 . Foi a segunda sinfonia que Ries escreveu. Foi apresentada pela primeira vez em um concerto da Philharmonic Society em 14 de fevereiro de 1814. Em 1823, Breitkopf & Härtel publicou a obra junto com solo de piano, dueto de piano e arranjos de câmara.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

Ferdinand Ries-Piano Concerto Nº03 em do sustenido menor Op.55

Concerto para piano nº 3 em dó sustenido menor , Op. 55, do compositor alemão Ferdinand Ries foi escrita por volta de 1813. Foi composta no estilo proto- romântico , semelhante aos concertos de Johann Nepomuk Hummel , e antecipa desenvolvimentos estilísticos de futuros compositores românticos.

quinta-feira, 11 de junho de 2020

Beethoven-Batalha da Vitória op.91



1813 Perto da cidade basca de Vitória, Sir Arthur Wellesley, mais tarde duque de Wellington , venceu um exército francês de Joseph Bonaparte expulsando-o da Espanha,


. Beethoven comemorou o evento com sua vitória no Op 91 Wellington.

Vitória de Wellington , ou a Batalha de Vitória (também chamada de Sinfonia da Batalha ; em alemão : Wellingtons Sieg oder die Schlacht bei Vittoria ), op. 91 , é um trabalho orquestral menor de 15 minutos, . É conhecido às vezes como " The Battle Symphony

Foi dedicado ao príncipe regente, mais tarde rei George IV .

  • Usa efeitos teatrais como imitações de tiros de canhão, fanfarras militares e marchas opostas (britânica e francesa).

  • A estrutura inclui duas partes principais:

    • Primeira Parte: a batalha em si, com marchas e canhões.

    • Segunda Parte: a celebração da vitória, com temas triunfantes, inclusive a Rule Britannia e God Save the King.

  • Apesar de muito popular na época, é geralmente considerada uma das obras menos profundas de Beethoven.

  • Muitos críticos e estudiosos a veem como uma peça de efeito e espetáculo, não de alto valor artístico — algo mais próximo do entretenimento do que da introspecção que caracteriza suas sinfonias.:

  • Foi composta para um panharmonicon, um tipo de órgão mecânico criado por Johann Nepomuk Maelzel, o inventor do metrónomo.

  • Beethoven depois orquestrou a peça, e ela estreou num concerto beneficente em 1813 que também contou com a estreia da sua Sétima Sinfonia — ironicamente, hoje muito mais valorizada.

"A Batalha da Vitória" é Beethoven num momento mais espetaculoso e patriótico que filosófico ou profundo. Uma peça curiosa, vibrante, até divertida, mas não representativa da sua genialidade mais refinada.

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domingo, 15 de maio de 2011

Stephen Heller-Avalanche op.45

  • Em 1813 nasceu em Pest na Hungria o pianista, professor e compositor Stephen HELLER que viria a morrer em Paris a 14de Janeiro de 1888.
Ouçamos a sua Avalache op.nº45 tocada e explicada por Sally Christian

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Schubert-Sinfonia nº 1 em ré maior D. 82

  • Em 1813 a 28 de Outubro, Franz Schubert completa a Sinfonia nº1 em ré maior D.82.
A Sinfonia nº 1 em ré maior, ré 82, foi composta por Franz Schubert em 1813, quando ele tinha apenas 16 anos. Apesar de sua juventude, sua primeira sinfonia é uma impressionante peça de música orquestral tanto para seu tempo quanto para seu tamanho

 Esta sinfonia é  uma joia juvenil e, ao mesmo tempo, um prenúncio de toda a sensibilidade melódica e lírica que marcaria o compositor. ,o jovem Schubert ainda estudava no Stadtkonvikt de Viena, sob forte influência de Haydn, Mozart e Beethoven.

Apesar dessa influência evidente, há ali algo já muito schubertiano: uma suavidade de transição entre temas, um sentido cantabile, quase vocal, mesmo nas linhas instrumentais. É música que respira como uma canção — e isso é raro numa sinfonia escrita por um adolescente.


  • 🎼 I – Adagio – Allegro vivace: abre com uma introdução solene, quase “à Haydn”, mas rapidamente se ilumina num allegro cheio de energia e leveza. O tema principal já traz aquela inquietação lírica que Schubert usaria mais tarde com maturidade.

  • 🌿 II – Andante: é um dos momentos mais doces da sinfonia, quase um lied sem palavras. Já se nota a busca pela melodia infinita, aquela fluidez que parecerá natural nos seus quartetos e canções.

  • 💃 III – Menuetto (Allegretto): formalmente clássico, mas com um trio central de encanto pastoral — Schubert aqui mistura a dança vienense com um lirismo inocente.

  • IV – Allegro vivace: de espírito mozartiano, mas com energia quase beethoveniana. Há vitalidade e alegria juvenil, uma espécie de celebração do som.

Em suma, é uma obra de transição entre o Classicismo e o Romantismo nascente, e uma das melhores demonstrações do instinto melódico natural de Schubert. É música de primavera — fresca, clara, mas já com nuvens de melancolia à distância.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

22 de Maio


  • No ano de 1924 Igor Stravinsky estreia o seu Piano Concerto no Koussevitzky Concert, na Ópera de Paris, orquestra conduzida por Serge Koussevitzky. Aqui a interpretação é de Alexander Toradze acompanhado pela  Rotterdam Philharmonic Orchestra