Mostrar mensagens com a etiqueta w1918. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta w1918. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 15 de abril de 2025

Prokofiev-Piano Sonata nº3 em lá menor op.28

  • Em 1918 a 15 de Abril, Prokofiev estreia em Petrogardo seu Piano Sonata No. 3 em lá menor op.28 


porém com base em esboços juvenis de 1907-1908 — ou seja, ele a escreveu com 26 anos, mas partindo de ideias de quando tinha cerca de 17.

Subtítulo:

"From the Old Notebooks" ("Dos Cadernos Antigos") — um nome muito revelador da natureza da obra, como uma revisitação do seu eu mais jovem.


Características musicais:

  • Estrutura:
    É uma sonata de movimento único, mas com seções internas contrastantes que remetem à forma sonata tradicional (exposição – desenvolvimento – recapitulação), ainda que tratadas de forma muito livre.

  • Estilo:
    Típico de Prokofiev:

    • Rítmico, incisivo, com harmonias ousadas e sarcasmo latente;

    • Passagens líricas e sonhadoras contrastam com momentos rudes e percussivos;

    • Um certo ar de improvisação juvenil misturado à arquitetura madura.

  • Técnica pianística:
    Virtuosística, mas com um brilho direto, sem exagero. Exige controle rítmico, articulação precisa e sensibilidade para os contrastes — desde os trechos agitados até os mais poéticos.

  • aqui a interpretação é de Martha Argerich

.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

Emil von Reznicek-Sinfonía n.º 3, em re maior op.60

Emil Nikolaus von Reznicek (Viena, 4 de maio de 1860 — Berlim, 2 de agosto de 1945) foi um compositor romântico austríaco de ascendência checa. É lembrado pela abertura de sua ópera Donna Diana, composta em 1894.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

Prokofiev-Sinfonia nº1 em ré maior op.25"Clássica"

Em 1918 a 21 de dezembro , Prokofiev estreia em Petrogardo a sua Sinfonia Clássica
 op.nº25.
A Sinfonia nº 1 , é quase uma brincadeira com Haydn e Mozart. Ele compôs no estilo clássico, mas com aquele toque esperto, ácido e moderno dele. Meio “— olha como eu também sei fazer isso, mas do meu jeito”.

Alguns pontos gostosos de notar:

  • É curtinha e leve, só uns 15 minutinhos.

  • Quatro movimentos, modelo clássico.

  • Orquestra pequena, timbre transparente.

  • Cheia de ironia: melodias doces que viram cantadas tortas, harmonias que escorregam.

  • O primeiro movimento é puro sol — tema saltitante, energia juvenil.
    O segundo é uma graça: quase dançante, com aquele jeito perolado das cordas.
    O terceiro, o gavotte, é onde Prokofiev coloca o sorriso travesso.
    E o final dispara como foguete — rápido, virtuoso, quase caricatura.

 

quinta-feira, 15 de abril de 2010

quarta-feira, 3 de março de 2010

3 de Março

  • Em 1918 Bela Bartók estreia em Budapeste a sua String Quartet No. 2 em lá Op. 17, interepretado pelo Waldbauer Quartet a quem o concerto foi dedicado. Aqui a interpretação é do Novák Quartet

  • Moderato

  • Allegro molto capriccioso

  • Lento

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Prokofiev- Piano Sonata No. 4

  • No ano de 1918 a 17 da Abril, Prokofiev estreia em Petrograd o seu Piano Sonata No. 4 com o próprio compositor com solista. 

A Sonata para Piano nº 4 em Dó menor, Op. 29 de Sergei Prokofiev é uma obra fascinante e um pouco menos conhecida do que as sonatas nº 6, 7 e 8 — mas carrega uma expressividade profunda e um caráter bem introspectivo. Foi composta em 1917, um ano marcante para a história da Rússia, e é muitas vezes chamada de "Sonata de 1917".

  • Algumas características marcantes da obra:

    🎼 Estrutura:

    A sonata tem três movimentos:

    1. Allegro molto sostenuto – Um movimento inicial com atmosfera sombria, contemplativa, e cheia de tensão interna. Há um sentimento de mistério e introspecção.

    2. Andante assai – Um movimento lírico e belíssimo, com momentos de calma e emoção contida. Uma das partes mais poéticas da obra de Prokofiev.

    3. Allegro con brio, ma non leggiero – Um final explosivo, com energia rítmica e ousadia, onde aparecem as marcas registradas de Prokofiev: ironia, humor e vigor percussivo no piano.

    Essa sonata tem um caráter mais íntimo e melancólico do que outras obras do compositor. Muitos estudiosos ligam essa atmosfera à morte de um amigo próximo de Prokofiev, Maximilian Schmidthof, que havia se suicidado pouco tempo antes. A obra parece carregar um luto silencioso e reflexivo, especialmente nos dois primeiros movimentos.

    • Mistura de lirismo russo com modernismo harmônico.

    • Passagens que desafiam tanto o virtuosismo técnico quanto a expressividade emocional do intérprete.

    • Exploração de texturas pianísticas pouco usuais, e uso do piano quase como uma orquestra em miniatura.

  • Aqui a interpretação é de Rémi Geniet