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domingo, 10 de setembro de 2023

Saint-Saenz-Piano trio nº1 em fá maior op18

O Trio de Piano nº 1 em Fá maior Op 18 foi escrito em 1863. Neste ano, Saint-Saëns concorreu pela segunda vez como candidato ao prestigiado Prix de Rome, mas novamente não conseguiu vencê-lo. 

Ele tinha 28 anos, uma idade incomum para um candidato, e Berlioz, um dos juízes, fez posteriormente a célebre observação de que Saint-Saëns “sabe tudo, mas carece de inexperiência”. Isto não foi apenas uma piada: como intérprete e compositor, Saint-Saëns já estava estabelecido, mas estava fora de sintonia com o establishment.

 Tocou Mozart e Schumann em seus concertos; lecionou na École Niedermeyer, que estava enraizada nas antigas tradições da música coral, e não no Conservatório, que era a sede do estabelecimento musical; e entre as suas paixões estava o amor pela música de câmara, um género não considerado importante num mundo em que a ópera era rei. 

É um tanto irônico, portanto, que seu primeiro trabalho realmente bem-sucedido, e o mais antigo que ainda hoje é tocado regularmente, seja este Trio para Piano.

sexta-feira, 8 de setembro de 2023

Brahms-Variações sobre um tema de Paganini op.35

Variações sobre um tema de Paganini, op. 35, é uma obra para piano composta em 1863 por Johannes Brahms, baseada no Capricho nº 24 em lá menor de Niccolò Paganini. Brahms pretendia que a obra fosse mais do que simplesmente um conjunto de temas e variações; cada variação também tem a característica de um estudo. Ele o publicou como Estudos para Pianoforte: Variações sobre um Tema de Paganini. A obra foi dedicada ao virtuoso do piano Carl Tausig.

quarta-feira, 6 de setembro de 2023

Bruckner-Sinfonia nº 0 em fã menor

A Sinfonia em Fá menor de Anton Bruckner, WAB 99, foi escrita em 1863, no final de seu período de estudo em forma e orquestração por Otto Kitzler. 

 Bruckner deu a partitura da Sinfonia em Fá menor ao seu amigo Cyrill Hynais, juntamente com a das Quatro Peças Orquestrais de 1862 e a Abertura em Sol menor.

 A sinfonia, que não foi tocada durante a vida de Bruckner, teve sua primeira apresentação completa em Klosterneuburg em 12 de outubro de 1924 Ocasionalmente é listada como "Sinfonia No. 00   

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Mozart-Piano Concerto nº19 K459

Em 1863 a 2 de Setembro, nasceu em Pest o pianista francês Isidore PHILIPP que viria a morrer em-Paris a 20 Fevereiro de 1958. Ei-lo interpretando o piano concerto nº 19 de Mozart K459

O Concerto para Piano nº 19 em Fá maior, K. 459 de Wolfgang Amadeus Mozart foi concluído em dezembro de 1784. É uma obra que mostra Mozart já no auge da sua maturidade pianística, ao mesmo tempo em que mantém um frescor leve e brilhante típico do seu estilo

Estrutura:

  • O concerto segue o formato clássico em três movimentos:

    1. Allegro – Radiante e elegante, apresenta uma atmosfera leve, quase operística.

    2. Allegretto – Um movimento em compasso ternário, simples e lírico, com charme pastoral.

    3. Allegro assai – Um rondó cheio de vitalidade e humor, considerado um dos finais mais engenhosos de Mozart.

  • Caráter geral:
    Diferente de alguns concertos mais dramáticos (como o nº 20 em ré menor, K. 466), o nº 19 é brilhante, jovial e luminoso, frequentemente descrito como um concerto “feliz”.

  • Aspecto teatral:
    O concerto é muitas vezes apontado como tendo um espírito quase operístico, especialmente no diálogo entre piano e orquestra. O último movimento, em particular, lembra um final de ópera buffa, cheio de energia e leveza.

  • 🎶 Contexto:
    Mozart escreveu esse concerto em Viena, numa fase em que estava intensamente ativo como pianista e compositor. Ele próprio o interpretava em seus concertos públicos.

  • Curiosidade:
    Beethoven conhecia bem este concerto — ele chegou a tocá-lo em Viena antes de se firmar como compositor.

👉 Esse concerto é muitas vezes chamado de “Concerto de coroação” (apesar de essa alcunha estar mais ligada ao nº 26, K. 537), porque também carrega uma nobreza luminosa que o torna especial.



 

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Brahms-Piano Sonata nº03 em fá menor op.5,

  • Em 1863 a 6 de Janeiro,Johannes Brahms estreia em Viena o seu Piano Sonata No. 3 em fá menor op.5, in Vienna. 
  • A Sonata para Piano nº 3 em Fá Menor, Op. 5, de Johannes Brahms, é uma das composições mais importantes para piano solo do compositor alemão. Escrita em 1853, quando Brahms tinha apenas 20 anos, esta obra monumental revela a grandiosidade do jovem compositor e sua maturidade musical precoce.

    🎵 Contexto Histórico e Composicional

    Brahms compôs esta sonata durante uma visita a Robert e Clara Schumann, que ficaram profundamente impressionados com o talento do jovem compositor. Clara, uma pianista excepcional e esposa de Robert Schumann, descreveu a sonata como uma “sinfonia disfarçada de sonata para piano”, devido à sua escala grandiosa e riqueza harmônica.

    🎼 Estrutura da Sonata

    A obra é composta por cinco movimentos, algo incomum para sonatas, que geralmente possuem três ou quatro movimentos. Cada seção traz uma profundidade emocional e técnica que desafiava os pianistas da época — e continua a desafiá-los hoje.

    1. I. Allegro maestoso

      • O primeiro movimento é grandioso e apaixonado.
      • Apresenta um tema poderoso e dramático, contrastado por momentos mais líricos.
      • A complexidade estrutural e emocional antecipa o Brahms maduro das sinfonias.
    2. II. Andante espressivo – "Der Abend dämmert, die Mondlicht scheint"

      • Inspirado por um poema de Sternau, este movimento evoca uma atmosfera noturna, romântica e contemplativa.
      • É marcado por uma beleza melódica sublime.
    3. III. Scherzo: Allegro energico – Trio

      • Um movimento enérgico e vibrante, com passagens rápidas e ritmos intensos.
      • O trio central oferece um contraste mais suave.
    4. IV. Intermezzo (Rückblick): Andante molto

      • Um intermezzo sombrio e introspectivo, quase como uma lembrança dolorosa.
      • Sua atmosfera melancólica prepara o caminho para o movimento final.
    5. V. Finale: Allegro moderato ma rubato

      • O movimento final é grandioso e heróico.
      • Brahms encerra a sonata com um toque triunfante, mas também reflexivo.

    Importância e Legado

    • A Sonata nº 3 é considerada uma das obras mais desafiadoras do repertório pianístico.
    • Combina elementos sinfônicos com a expressividade intimista do piano solo.
    • É frequentemente interpretada por pianistas que buscam demonstrar não apenas habilidade técnica, mas também profundidade emocional.

ou audição completa