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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024

Glazunov-Piano concerto nº 1 em Fá menor Opus 92

Alexander Glazunov compôs seu Concerto para piano nº 1 em Fá menor, Opus, 92, em 1911, durante seu mandato como diretor do Conservatório de São Petersburgo. O concerto é dedicado a Leopold Godowsky, que Glazunov ouviu em uma turnê em São Petersburgo em 1905.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024

Scriabin-Piano Sonata nº 06 Op. 62

A Sonata para Piano nº 6, op. 62 de Alexander Scriabin foi composta em 1911. Embora tenha sido chamada de sexta sonata a peça foi precedida pela Sonata nº 7. Por ser uma das últimas sonatas para piano da carreira de Scriabin a música consiste em um único movimento e é quase atonal, embora às vezes seja listado como estando na tonalidade de G. (sol)

Scriabin supostamente nunca tocou a sonata em público, porque temia sua escuridão. Estreou em 19 de março de 1912 em Moscou, por Elena Bekman-Shcherbina.

segunda-feira, 24 de maio de 2021

24 de Maio

Sir Edward Elgar estreou em Londres no Festival Musical Londres, no Queen's Hall a a sua Sinfonia nº 2 em mi maior op.63. Conduzindo o próprio a orquestra

domingo, 21 de junho de 2020

22 de Junho


1911 Estreia da da Marcha da Coroação de Edward Elgar na coroação do rei George V e da rainha Mary em Londres.


quinta-feira, 7 de julho de 2011

Mahler-Sinfonia nº05

  • Em 1860 nasceu em Kalischt na Boémia o compositor e condutor Gustav Mahler. Viria a morrer em Viena a 18 de Maio de 1911

A Sinfonia nº 5 em Dó sustenido menor de Gustav Mahler é uma das obras mais intensas, complexas e emocionalmente poderosas do repertório sinfônico. Composta entre 1901 e 1902, marca uma viragem no estilo de Mahler — afastando-se das suas primeiras sinfonias, que incluíam vozes, e abraçando um universo puramente orquestral mais dramático, introspectivo e estruturada

Estrutura da Sinfonia

A obra é dividida em cinco movimentos, agrupados em três grandes partes:

  1. Parte I

    • I. Trauermarsch (Marcha Fúnebre) – um início sombrio e solene, com destaque para o solo de trompete logo de abertura, que se tornou emblemático.

    • II. Stürmisch bewegt (Tempestuoso) – violento e dramático, como uma luta interior com momentos de fúria e agonia.

  2. Parte II

    • III. Scherzo – mais extenso, cheio de ironia, dança e ambiguidade. É ao mesmo tempo leve e inquietante, com solos de trompa de grande destaque.

  3. Parte III

    • IV. Adagietto – o movimento mais famoso, composto apenas para cordas e harpa. É muitas vezes interpretado como uma carta de amor à esposa de Mahler, Alma. Tornou-se célebre também por sua utilização no filme Morte em Veneza (1971), de Visconti.

    • V. Rondo-Finale – um retorno à luz e à vitalidade, celebrando a vida com energia contrapontística e esperança renovada.

A Quinta é frequentemente vista como uma viagem da escuridão para a luz, da dor à alegria — um pouco à semelhança da 5ª de Beethoven, mas com linguagem musical muito mais moderna e densa.

  • Sem programa declarado: Ao contrário das sinfonias anteriores, Mahler pediu explicitamente que o público não procurasse um "programa" narrativo na Quinta. Queria que fosse apreciada puramente como música absoluta.

  • Tensão e lirismo: Alterna passagens de intensidade extrema com momentos de lirismo puro (especialmente no Adagietto).

  • Modernidade: A orquestração é sofisticada, e a linguagem harmônica e rítmica mostra Mahler a romper com o romantismo tardio e a apontar para o século XX.

Aqui a interpretação da 5º sinfonia sob direcção de Claudio Abbado  que estreou no dia 18 de Outbro  de 1904

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Mahler-Sinfonia nº04 em sol maior


  • Em 1860 a 7 de Julho nasce em Kalischt na Boémia Gustav Mahler que virá a morrer em 18 de Maio de 1911

Aqui trago a sua 4ª sinfonia em sol maior a mais doce de Mahler, interpretada pela  Lucerne Festival Orchesta  com Claudio Abbado na condução

A Sinfonia nº 4 em Sol maior de Gustav Mahler, composta entre 1899 e 1900, é talvez a mais acessível, lírica e transparente das suas sinfonias — uma obra de transição entre a leveza do romantismo tardio e a profundidade existencial das suas sinfonias mais densas.

Estrutura e Instrumentação

  • É dividida em quatro movimentos, com duração total de cerca de 55 minutos.

  • A orquestração é mais contida do que o habitual em Mahler, sem trombones ou tuba, o que lhe dá um som mais cintilante e arejado.

  • O último movimento é um lied para soprano, baseado em um poema do ciclo “Des Knaben Wunderhorn” (O cornetim mágico do rapaz).

  1. Bedächtig. Nicht eilen (Comedido, sem pressa)
    Um primeiro movimento leve, quase como uma pastoral, com toques irônicos e espirituosos. O uso do sino de trenó confere um brilho inocente, quase infantil.

  2. In gemächlicher Bewegung. Ohne Hast (Em movimento descontraído. Sem pressa)
    Uma dança macabra peculiar: Mahler imaginou aqui a Morte tocando violino (o que se reflete no uso de um violino afinado um tom acima do normal). Tem um tom misterioso e lúdico.

  3. Ruhevoll (poco adagio)
    O coração da sinfonia: um movimento sublime, calmo, profundamente contemplativo — muitos o veem como uma antevisão do paraíso.

  4. Sehr behaglich (Muito agradável)
    Uma canção doce, quase infantil, com texto que descreve a visão de uma criança sobre o céu. Aqui, Mahler une inocência e ironia, num tom ambíguo entre a simplicidade e a transcendência.


Mahler costumava dizer que "uma sinfonia deve conter o mundo". Mas nesta, ele parece concentrar-se num mundo idealizado, quase celestial — embora com ecos de ambiguidade, já que por trás da ingenuidade há sempre uma sombra filosófica.

A ideia de céu aqui não é gloriosa e triunfante, mas simples, doméstica, quase rústica: o paraíso é feito de comida boa, música, alegria, descanso. E a morte não aparece como terror, mas como uma figura serena.


sexta-feira, 23 de abril de 2010

23 de Abril

  • Em 1911 Alban Berg estreia em Viena o seu String Quartet, Op.3. interpretado por Brunner-Holzer-Buchbinder-Hasa


sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Prokofiev-Piano Concerto nº1 em ré maior op.10

  • Em 1912 a 7 de Agosto, apresentação do Piano Concerto No. 1 em ré maior op,10 de Prokofiev em Moscovo com o compositor como solista. 

O Concerto para Piano nº 1 em Ré maior, Op. 10 de Sergei Prokofiev é uma obra de juventude brilhante, provocadora e ousada — exatamente como o próprio compositor era em sua fase inicial. Foi composto entre 1911 e 1912, quando Prokofiev tinha apenas 20 anos.

  • Características principais

    • Duração: Cerca de 15 minutos (é o mais curto dos cinco concertos para piano dele).

    • Movimentos: Estrutura num único movimento contínuo, mas com divisões internas perceptíveis (como se fossem 3 seções).

    • Estilo:

      • Moderno, sarcástico, energético.

      • Mistura de lirismo com agressividade rítmica.

      • O piano é o protagonista absoluto, frequentemente "lutando" com a orquestra.

    • Tonalidade: Ré maior, mas cheia de modulações abruptas e ousadas.


    • Extremamente virtuosística — escrita para impressionar.

    • Mostra Prokofiev como pianista-compositor: ele mesmo estreou a peça em 1912, no Conservatório de São Petersburgo, ganhando o prêmio Rubinstein por isso.

    • Passagens com batidas secas, acordes percussivos, mas também momentos líricos contrastantes.


    • A fanfarra inicial (com o piano já logo no começo) é como uma proclamação ousada do jovem Prokofiev.

    • Uma seção lenta central que traz lirismo e respiro.

    • Um final explosivo, com escalas ascendentes e uma cadência arrebatadora.


    Curiosidades

    • Este concerto foi um tipo de manifesto artístico: Prokofiev queria romper com os estilos românticos tradicionais.

    • Ele foi criticado por muitos contemporâneos mais conservadores, mas também aclamado por sua originalidade.

    • Muitos pianistas o usam para mostrar tanto técnica quanto personalidade interpretativa.



  • Aqui a interpretação é de  Linda Leine
    Conductor: Andris Vecumnieks
    Jāzeps Vītols Latvian Academy of Music Orchestra

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Sibelius-Sinfonia nº4 em lá menor op.63


  • Em 1911 Jean Sibelius, estreia a sua Sinfonia nº 4 em lá menor op.63. Aqui a interpretação é da Swedisch Radio Symphony Orchestra sob a direcção de Esa-Pekka Salonen

A Sinfonia nº 4 em lá menor, op. 63, de Jean Sibelius, é uma das suas obras mais sombrias e introspectivas. Composta entre 1910 e 1911, reflete um período de grande turbulência na vida do compositor, tanto emocional quanto física—ele havia passado por uma cirurgia para remover um tumor na garganta, e essa experiência influenciou profundamente o caráter da obra.

  • Diferente das suas sinfonias anteriores, que possuíam um lirismo heróico e grandioso, a Quarta Sinfonia é austera, dissonante e melancólica. Ela evita os triunfos e as resoluções fáceis, explorando um mundo de incerteza e profundidade emocional.

    Algumas características marcantes:

    • Orquestração contida, sem o brilho típico de suas outras sinfonias.

    • Uso do trítono (conhecido como "o intervalo do diabo"), que confere um tom instável e inquietante.

    • Primeiro movimento ("Tempo molto moderato, quasi adagio") com uma atmosfera pesada e densa.

    • Segundo movimento ("Allegro molto vivace") mais irônico e sarcástico, mas sem aliviar a tensão.

    • Terceiro movimento ("Il tempo largo") de uma tristeza profunda, quase um lamento existencial.

    • Final ("Allegro") que não culmina num clímax triunfante, mas sim num desfecho incerto, praticamente um murmúrio resignado.

    Na época, a recepção da sinfonia foi dividida: alguns acharam a obra incompreensível, enquanto outros reconheceram sua genialidade. Hoje, é vista como uma das mais expressivas e honestas de Sibelius, um mergulho na alma do compositor e na fragilidade humana.