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quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

Debussy-Preludio para o entardecer dum fauno

Prélude à l'après-midi d'un Faune (Prelúdio à Tarde de um Fauno) é um poema sinfônico composto por Claude Debussy, músico clássico francês, entre 1892 e 1894, baseado em um poema de Stéphane Mallarmé. Sua estréia se deu em Paris na Société Nationale de Musique, no dia 22 de dezembro de 1894 sob a direção de Gustave Doret. Alguns críticos consideram sua apresentação como marco inicial da música moderna. É uma obra considerada um dos expoentes da música impressionista. A música é baseada no poema L'Après-midi d'un faune de Stéphane Mallarmé, escrito em 1865 e publicado em 1876, com ilustrações do pintor impressionista francês, Édouard Manet. O poema conta a história, em um clima sensual, de um fauno que toca sua flauta nos bosques e fica excitado com a passagem de ninfas e náiades, tentando alcançá-las em vão. Então, muito cansado e fraco, cai em um sono profundo e passa a sonhar com visões que o levam a atingir os objetivos que dentro da realidade não tinha alcançado. A música de Debussy e a poesia de Mallarmé inspiraram um balé, criado por Vaslav Nijinski em 1912, revolucionário para a época por sua sensualidade.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2023

Mahler-Sinfonia nº02 em dó menor "Ressurection"..

A Sinfonia nº 2 em dó menor de Gustav Mahler, conhecida como Sinfonia da Ressurreição, foi escrita entre 1888 e 1894 e executada pela primeira vez em 1895. 

 Esta sinfonia foi uma das obras mais populares e bem-sucedidas de Mahler durante sua vida. Foi seu primeiro trabalho importante que estabeleceu sua visão vitalícia da beleza da vida após a morte e da ressurreição. 

 Nesta grande obra, o compositor desenvolveu ainda mais a criatividade do “som da distância” e da criação de um “mundo próprio”, aspectos já vistos na sua Primeira Sinfonia. 


 A obra tem duração de 80 a 90 minutos e é convencionalmente rotulada como sendo na tonalidade de dó menor Foi eleita a quinta maior sinfonia de todos os tempos numa pesquisa com maestros realizada pela BBC Music Magazine. Origem Mahler completou o que se tornaria o primeiro movimento da sinfonia em 1888 como um poema sinfônico de movimento único chamado Totenfeier (Ritos Funerais). 

 Alguns esboços do segundo movimento também datam desse ano. Mahler hesitou durante cinco anos sobre fazer de Totenfeier o movimento de abertura de uma sinfonia, embora seu manuscrito o rotule como uma sinfonia. 

 Em 1893, compôs o segundo e o terceiro movimentos. O final foi o problema. Embora estivesse perfeitamente ciente de que estava convidando a uma comparação com a Sinfonia nº 9 de Beethoven - ambas as sinfonias usam um refrão como peça central de um movimento final que começa com referências e é muito mais longo do que aqueles que o precedem - Mahler sabia que queria um movimento final vocal. 

Encontrar o texto certo para este movimento revelou-se longo e desconcertante.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

Carl Nielsen-Sinfonia nº1 op.7

Sinfonia nº 1 em sol menor, op. 7, FS 16 é a primeira sinfonia do compositor dinamarquês Carl Nielsen.
 Escrito entre 1891 e 1892, foi dedicado à sua esposa, Anne Marie Carl-Nielsen.

 A estreia da obra, em 14 de março de 1894, foi interpretada por Johan Svendsen regendo a Orquestra Real da Capela (Orquestra Real Dinamarquesa), com o próprio Nielsen entre os segundos violinos. 

É uma das duas sinfonias de Nielsen sem subtítulo (a outra é a Sinfonia nº 5).

O que a torna especial

1. Tonalidade “instável”
A sinfonia começa em sol menor mas termina em dó maior. Isso era pouco comum na época — dá uma sensação de percurso, quase de transformação.

2. Energia rítmica
Nielsen tem uma escrita muito viva. Há momentos com uma energia quase “nórdica”, com ritmos firmes e claros.

3. Transparência orquestral
Ao contrário de muitos compositores tardorromânticos, a orquestração é relativamente clara e direta. Não é aquela massa sonora densa tipo Gustav Mahler ou Anton Bruckner.

4. Personalidade já definida
Mesmo sendo a primeira sinfonia, já se percebe o espírito independente de Nielsen — algo que ele vai levar muito mais longe nas sinfonias seguintes, especialmente na Sinfonia nº 4 “The Inextinguishable” e na Sinfonia nº 5 (Carl Nielsen).

Os quatro andamentos

  1. Allegro orgoglioso – muito enérgico e afirmativo.

  2. Andante – lírico e sereno.

  3. Allegro comodo – Andante sostenuto – mistura de leveza e contemplação.

  4. Finale: Allegro con fuoco – explosivo e triunfante.

     

quinta-feira, 8 de abril de 2021

Bruckner-Sinfonia nº 5 em si bemol maio

No ano de 1894 a 8 de Abril, estreia em Graz a Sinfonia Nº. 5  em si bemol maior de Anton Bruckner . É uma verdadeira catedral sonora, talvez uma das obras mais complexas e arquitetonicamente grandiosas do repertório bruckneriano.


O que torna essa sinfonia especial?

  • Monumentalidade: É uma das mais longas e densas sinfonias de Bruckner. Ele mesmo nunca a ouviu orquestrada em vida. O apelido de "sinfonia da fé" vem da sua construção quase litúrgica.

  • Contraponto magistral: Bruckner mergulha fundo no uso do contraponto aqui — especialmente no último movimento, onde realiza uma fuga impressionante, em um clímax que parece erguer uma catedral sonora tijolo por tijolo.

  • Equilíbrio entre razão e emoção: A sinfonia é cerebral e apaixonada ao mesmo tempo. Tem a solenidade de um hino e a densidade de um tratado filosófico.


🧱 Estrutura (em 4 movimentos):

  1. Introduktion (Adagio) – Allegro
    Um início misterioso e solene, com tensão crescente e temas que se anunciam como vozes ao longe. Depois, o Allegro toma forma numa espécie de marcha austera e grandiosa.

  2. Adagio: Sehr langsam
    Uma meditação lírica e espiritual, como uma oração em forma musical. Um dos mais belos movimentos lentos de Bruckner.

  3. Scherzo: Molto vivace – Trio
    Dançante, quase rude, como um ländler alpino distorcido por um sonho litúrgico. O trio é mais calmo e pastoral.

  4. Finale: Adagio – Allegro moderato
    Aqui Bruckner mostra todo seu domínio do contraponto. Temas do primeiro movimento reaparecem. Tudo culmina num coro de metais glorioso, como se o céu se abrisse.

 

sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

sábado, 2 de janeiro de 2021

Valsa de O Cavaleiro da Rosa

Em 1894 nasce em Split na Polónia o maestro Arthur RODZINSKI. Rodziński estudou música em Lwów, e depois Direito em Viena, onde ele simultâneamente se envolveu com a Academia de Música.Desde 1925 nos Estados Unidos ficou ligado a várias orquestras.Naturalizou-se americano e em 1943 acabou por ser nomeado director musical da Filarmónica de Nova Iorque Aqui o maestro dirige a Cleveland Orchestra nas Valsas da opera o Cavaleiro da Rosa de Richard Strauss

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

George Chadwick-Sinfonia nº3

 A 19 de Outubro em 1894 George Whitefield Chadwick estreia em Boston a sua Sinfonia nº 3

 é, geralmente, considerada a sua obra sinfónica mais madura e uma das peças orquestrais mais representativas do chamado “Segundo Renascimento Musical Americano” do final do século XIX. Foi composta entre 1893 e 1894 

Contexto histórico e estético

  • Chadwick foi um dos principais compositores da chamada “Boston Six” — um grupo de músicos americanos que estudaram na Europa e trouxeram para os EUA a tradição sinfónica germânica (especialmente de Brahms e Schumann), combinando-a com um gosto nacionalista emergente.

  • A Terceira Sinfonia é um exemplo claro desse sincretismo: estrutura formal clássica, mas com uma energia rítmica e um colorido orquestral mais “americano” e pessoal.

  • Estrutura

A sinfonia segue a forma tradicional em quatro andamentos:

  1. Allegro — Clássico em forma-sonata, com temas líricos e desenvolvimento vigoroso. Nota-se a clareza da orquestração e um domínio harmónico muito sólido.

  2. Andante semplice — Movimento lento de grande delicadeza, com melodias cantáveis e tratamento orquestral refinado. Alguns críticos veem aqui ecos de Dvořák, que esteve em Nova Iorque na época.

  3. Scherzo: Presto — Brilhante, espirituoso e cheio de vitalidade rítmica. Este scherzo é frequentemente apontado como uma das passagens mais “americanas” da sinfonia — leve, dançante, quase folclórica.

  4. Allegro molto — Final enérgico, com um tratamento contrapontístico sólido e temas que retomam motivos anteriores, conferindo coesão cíclica à obra.

Características musicais marcantes

  • Orquestração brilhante — Chadwick era mestre em usar cores instrumentais, especialmente madeiras e metais, de modo transparente e eficaz.

  • Temas claros e memoráveis — Ao contrário de muitos contemporâneos americanos ainda presos ao academismo, Chadwick já apresenta um estilo pessoal, com melodias fluidas e bem definidas.

  • Ritmo e leveza — O scherzo e alguns trechos do finale têm um frescor rítmico que prenuncia o estilo mais nacional dos compositores americanos do século XX.

Recepção e legado

Na estreia, a Sinfonia n.º 3 foi muito elogiada pela crítica de Boston, e consolidou Chadwick como o mais sólido sinfonista americano da sua geração. Embora tenha sido eclipsada posteriormente por nomes como Ives, Copland ou Bernstein, hoje ela é vista como uma obra-chave do repertório sinfónico americano pré-moderno, com gravações importantes realizadas a partir do final do século XX. 

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

16 de Março

Thaïs é uma ópera em três atos de Jules Massenet para um libreto em francês de Louis Gallet, com base no romance homônimo de Anatole France. Foi apresentada pela primeira vez no teatro da Ópera de Paris em 16 de março de 1894, com a soprano norte-americana Sybil Sanderson, para quem Massenet escreveu o papel-título. Ambientada no Egito durante a época romana, conta a história de Athanaël, um monge cenobita que tenta converter Thaïs, uma cortesã de Alexandria e devota de Vênus, à Cristandade, embora sem muito êxito. A meditação, passagem mais famosa da ópera, é executada como interlúdio entre duas cenas do segundo ato, e faz parte do repertório clássico tradicional, sendo executada normalmente como peça de concerto.