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quarta-feira, 24 de janeiro de 2024

Sibelius-Violino Concerto em ré menor op.47

Em 1904 Jean Sibelius estreia o Violin Concerto em Helsinquia interpretado pela Helsingsfors Philharmonic conduzida pelo compositor. Victor Novácek como solista. Sibelius dedicou originalmente o concerto ao famoso violinista Willy Burmester, que prometeu tocar o concerto em Berlim. Por razões financeiras, no entanto, Sibelius decidiu estreá-lo em Helsinque, e como Burmester não estava disponível para viajar para a Finlândia, Sibelius contratou Victor Nováček um pedagogo de violino húngaro de origem tcheca que estava então ensinando no Instituto de Música de Helsinque (hoje Academia Sibelius).

sábado, 9 de janeiro de 2021

9 de Janeiro

em 1904 interpretado por Ricardo Vines, em Paris, estreia-se Estampes de Debussy.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Mahler-Sinfonia nº05

  • Em 1860 nasceu em Kalischt na Boémia o compositor e condutor Gustav Mahler. Viria a morrer em Viena a 18 de Maio de 1911

A Sinfonia nº 5 em Dó sustenido menor de Gustav Mahler é uma das obras mais intensas, complexas e emocionalmente poderosas do repertório sinfônico. Composta entre 1901 e 1902, marca uma viragem no estilo de Mahler — afastando-se das suas primeiras sinfonias, que incluíam vozes, e abraçando um universo puramente orquestral mais dramático, introspectivo e estruturada

Estrutura da Sinfonia

A obra é dividida em cinco movimentos, agrupados em três grandes partes:

  1. Parte I

    • I. Trauermarsch (Marcha Fúnebre) – um início sombrio e solene, com destaque para o solo de trompete logo de abertura, que se tornou emblemático.

    • II. Stürmisch bewegt (Tempestuoso) – violento e dramático, como uma luta interior com momentos de fúria e agonia.

  2. Parte II

    • III. Scherzo – mais extenso, cheio de ironia, dança e ambiguidade. É ao mesmo tempo leve e inquietante, com solos de trompa de grande destaque.

  3. Parte III

    • IV. Adagietto – o movimento mais famoso, composto apenas para cordas e harpa. É muitas vezes interpretado como uma carta de amor à esposa de Mahler, Alma. Tornou-se célebre também por sua utilização no filme Morte em Veneza (1971), de Visconti.

    • V. Rondo-Finale – um retorno à luz e à vitalidade, celebrando a vida com energia contrapontística e esperança renovada.

A Quinta é frequentemente vista como uma viagem da escuridão para a luz, da dor à alegria — um pouco à semelhança da 5ª de Beethoven, mas com linguagem musical muito mais moderna e densa.

  • Sem programa declarado: Ao contrário das sinfonias anteriores, Mahler pediu explicitamente que o público não procurasse um "programa" narrativo na Quinta. Queria que fosse apreciada puramente como música absoluta.

  • Tensão e lirismo: Alterna passagens de intensidade extrema com momentos de lirismo puro (especialmente no Adagietto).

  • Modernidade: A orquestração é sofisticada, e a linguagem harmônica e rítmica mostra Mahler a romper com o romantismo tardio e a apontar para o século XX.

Aqui a interpretação da 5º sinfonia sob direcção de Claudio Abbado  que estreou no dia 18 de Outbro  de 1904

terça-feira, 17 de maio de 2011

Ravel-Scherezade


  • Em 1904 Ravel estreia em Paris a sua obra Scherrzade com Jane Hatto como solista e Alfred Cortot na direcção.

Shéhérazade" é um ciclo de três canções para voz e orquestra, composto por Ravel em 1903, sobre poemas de Tristan Klingsor, que por sua vez evocam o universo das Mil e Uma Noites, mas de modo bastante simbólico e impressionista, mais do que narrativo.

  • As três canções são:

    1. Asie – um devaneio exótico e sensual sobre o Oriente imaginado;

    2. La Flûte enchantée – uma cena intimista e lírica;

    3. L’Indifférent – um pequeno poema ambíguo sobre desejo e indiferença.

    Ravel, mestre da orquestração, cria atmosferas voluptuosas, coloridas e sutis. Ele não tenta "contar histórias", mas antes sugerir paisagens, estados de alma, perfumes, através de harmonias impressionistas e orquestração refinada.

    Os poemas de Klingsor estão carregados de imagens sensuais e orientais, mas o Oriente aqui é mais simbólico do que geográfico — um lugar do desejo, da fantasia, da alteridade. A última canção, L’Indifférent, é especialmente ambígua no seu erotismo e gênero, o que acrescenta camadas ao texto e à música.

Aqui a interpretação é da Frankfurt Radio Symphony Orchestra com a soprano Christiane Karg, e sob direcção de 
Stanisław Skrowaczewski

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Dvorak-Piano concerto em si menor op.33



  • Em 1841 a 8 de Setembro  nasceu perto de Praga Antonin Dvorak que viria a morrer no dia 1 de Maio de 1904
Aqui se apresenta o seu Piano Concerto em si menor op.33 
 O Concerto para Piano e Orquestra em Sol menor, Op. 33, é o único concerto para piano do compositor tcheco Antonín Dvořák. 

Escrito em 1876, foi o primeiro de três concertos que Dvořák completou, seguido pelo Concerto para Violino, Op. 53 de 1879 e o Concerto para Violoncelo, Op. 104, escrito em 1894-1895. O concerto para piano é provavelmente o menos conhecido e menos executado dos concertos de Dvořák.

  • Foi composto em 1876, durante um período em que Dvořák buscava afirmar-se como compositor nacional checo, mas já dialogava fortemente com a tradição germânica (especialmente Brahms e Schumann).

  • Apesar de hoje não ser tão tocado quanto os concertos de Brahms, Liszt, Tchaikovsky ou Rachmaninov, é a sua principal contribuição para o gênero do concerto para piano e orquestra.

Estilo e caráter

  • Ao contrário de muitos concertos românticos, não é uma peça virtuosística no sentido “brilhante”.
    O piano não está em luta dramática com a orquestra, mas sim integrado nela, quase como um instrumento de câmara dentro da massa orquestral.

  • Isso gerou certa recepção mista: alguns pianistas acharam a escrita "pouco pianística", como se Dvořák tivesse orquestrado demais e sacrificado a fluidez pianística.

  • Mas a obra tem um grande valor musical, sobretudo pela riqueza melódica e pelo lirismo típico de Dvořák.

Estrutura

  • I. Allegro agitato (Si menor → Si maior)
    Bastante sinfónico, com o piano dialogando mais do que dominando. Apresenta temas líricos e rítmicos, alguns com sabor folclórico.

  • II. Andante sostenuto (Sol maior)
    O movimento mais apreciado: lírico, íntimo, com um belíssimo canto do piano e atmosfera de serenidade.

  • III. Finale: Allegro con fuoco (Si menor → Si maior)
    Ritmicamente vivo, cheio de energia dançante, com ecos das danças eslavas que Dvořák tanto amava. Fecha a obra com brilho, mesmo que não de forma pirotécnica.

Revisões

  • A versão original (1876) foi bastante criticada pela escrita pianística difícil e pouco “natural”.

  • O pianista Vilem Kurz, já no século XX, fez uma revisão muito tocada hoje, adaptando passagens para torná-las mais idiomáticas ao piano sem alterar o caráter da obra.

Recepção

  • Nunca entrou no "grande repertório" dos concertos românticos, mas ganhou espaço nas últimas décadas, especialmente em gravações de pianistas checos (Rudolf Firkušný foi um grande defensor da obra).

  • Hoje é visto como uma peça de grande beleza, mais poética e sinfônica que virtuosística, revelando o estilo único de Dvořák.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Dvorak-Sinfonia Nº9 em mi menor op.95

  • Em 1904 a 1 de Maio,  norreu em Praga com 63 anos Antonin Dvorak, um compositor checo do período romântico que usou nas suas obras muitas melodias populares da Morávia e da sua Boémia natal. Seus trabalhos incluem óperas, sinfonias, coros e música de câmara.

A Sinfonia n º 9 em Mi Menor "Do Novo Mundo", op. 95, B. 178 popularmente conhecida como a New World Symphony, foi composta por Antonín Dvořák em 1893 durante sua visita aos Estados Unidos 1892-1895. 

 É de longe a sua mais popular sinfonia e uma das mais populares do moderno repertório. Ela sintetiza de forma magistral a sua admiração pela música folclórica americana (em especial espirituals afro-americanos e músicas nativas) sem abandonar a sua identidade profundamente europeia e boêmia.

Alguns destaques marcantes:

  • Primeiro movimento (Adagio – Allegro molto): Abre com um clima sombrio e misterioso, rapidamente avançando para temas vigorosos e contrastantes.

  • Segundo movimento (Largo): Imortalizado pelo famoso solo de corne inglês, evoca uma paisagem vasta e melancólica, frequentemente associado ao espírito de saudade e introspecção.

  • Terceiro movimento (Scherzo – Molto vivace): Traz uma energia rítmica pulsante, com ecos de danças tradicionais e vivacidade boêmia.

  • Quarto movimento (Allegro con fuoco): Fecha a sinfonia com grandiosidade, retomando e transformando temas anteriores para dar um sentido de unidade.

Embora muitos acreditem que Dvořák tenha incorporado diretamente melodias afro-americanas ou indígenas, ele próprio afirmou ter “escrito temas originais que caracterizam o espírito da música indígena americana”.




Aqui a interpretação é da Münchner Philharmoniker dirigida por  Sergiu Celibidache

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

17 de Fevereiro


  • Em 1904 estreia no Scala de Milão a ópera de Puccini Madame Butterfly, 
aqui a aria Un bel di vedermo (uma das minhas favoritas) cantada por Maria Callas