quarta-feira, 24 de janeiro de 2024
Sibelius-Violino Concerto em ré menor op.47
sábado, 9 de janeiro de 2021
9 de Janeiro
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Mahler-Sinfonia nº05
- Em 1860 nasceu em Kalischt na Boémia o compositor e condutor Gustav Mahler. Viria a morrer em Viena a 18 de Maio de 1911
A Sinfonia nº 5 em Dó sustenido menor de Gustav Mahler é uma das obras mais intensas, complexas e emocionalmente poderosas do repertório sinfônico. Composta entre 1901 e 1902, marca uma viragem no estilo de Mahler — afastando-se das suas primeiras sinfonias, que incluíam vozes, e abraçando um universo puramente orquestral mais dramático, introspectivo e estruturada
Estrutura da Sinfonia
A obra é dividida em cinco movimentos, agrupados em três grandes partes:
-
Parte I
-
I. Trauermarsch (Marcha Fúnebre) – um início sombrio e solene, com destaque para o solo de trompete logo de abertura, que se tornou emblemático.
-
II. Stürmisch bewegt (Tempestuoso) – violento e dramático, como uma luta interior com momentos de fúria e agonia.
-
-
Parte II
-
III. Scherzo – mais extenso, cheio de ironia, dança e ambiguidade. É ao mesmo tempo leve e inquietante, com solos de trompa de grande destaque.
-
-
Parte III
-
IV. Adagietto – o movimento mais famoso, composto apenas para cordas e harpa. É muitas vezes interpretado como uma carta de amor à esposa de Mahler, Alma. Tornou-se célebre também por sua utilização no filme Morte em Veneza (1971), de Visconti.
-
V. Rondo-Finale – um retorno à luz e à vitalidade, celebrando a vida com energia contrapontística e esperança renovada.
-
A Quinta é frequentemente vista como uma viagem da escuridão para a luz, da dor à alegria — um pouco à semelhança da 5ª de Beethoven, mas com linguagem musical muito mais moderna e densa.
-
Sem programa declarado: Ao contrário das sinfonias anteriores, Mahler pediu explicitamente que o público não procurasse um "programa" narrativo na Quinta. Queria que fosse apreciada puramente como música absoluta.
-
Tensão e lirismo: Alterna passagens de intensidade extrema com momentos de lirismo puro (especialmente no Adagietto).
-
Modernidade: A orquestração é sofisticada, e a linguagem harmônica e rítmica mostra Mahler a romper com o romantismo tardio e a apontar para o século XX.
terça-feira, 17 de maio de 2011
Ravel-Scherezade
- Em 1904 Ravel estreia em Paris a sua obra Scherrzade com Jane Hatto como solista e Alfred Cortot na direcção.
Shéhérazade" é um ciclo de três canções para voz e orquestra, composto por Ravel em 1903, sobre poemas de Tristan Klingsor, que por sua vez evocam o universo das Mil e Uma Noites, mas de modo bastante simbólico e impressionista, mais do que narrativo.
-
As três canções são:
-
Asie – um devaneio exótico e sensual sobre o Oriente imaginado;
-
La Flûte enchantée – uma cena intimista e lírica;
-
L’Indifférent – um pequeno poema ambíguo sobre desejo e indiferença.
Ravel, mestre da orquestração, cria atmosferas voluptuosas, coloridas e sutis. Ele não tenta "contar histórias", mas antes sugerir paisagens, estados de alma, perfumes, através de harmonias impressionistas e orquestração refinada.
Os poemas de Klingsor estão carregados de imagens sensuais e orientais, mas o Oriente aqui é mais simbólico do que geográfico — um lugar do desejo, da fantasia, da alteridade. A última canção, L’Indifférent, é especialmente ambígua no seu erotismo e gênero, o que acrescenta camadas ao texto e à música.
-
Stanisław Skrowaczewski
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Dvorak-Piano concerto em si menor op.33
- Em 1841 a 8 de Setembro nasceu perto de Praga Antonin Dvorak que viria a morrer no dia 1 de Maio de 1904
Aqui se apresenta o seu Piano Concerto em si menor op.33
O Concerto para Piano e Orquestra em Sol menor, Op. 33, é o único concerto para piano do compositor tcheco Antonín Dvořák.
Escrito em 1876, foi o primeiro de três concertos que Dvořák completou, seguido pelo Concerto para Violino, Op. 53 de 1879 e o Concerto para Violoncelo, Op. 104, escrito em 1894-1895. O concerto para piano é provavelmente o menos conhecido e menos executado dos concertos de Dvořák.
Foi composto em 1876, durante um período em que Dvořák buscava afirmar-se como compositor nacional checo, mas já dialogava fortemente com a tradição germânica (especialmente Brahms e Schumann).
-
Apesar de hoje não ser tão tocado quanto os concertos de Brahms, Liszt, Tchaikovsky ou Rachmaninov, é a sua principal contribuição para o gênero do concerto para piano e orquestra.
Estilo e caráter
-
Ao contrário de muitos concertos românticos, não é uma peça virtuosística no sentido “brilhante”.
O piano não está em luta dramática com a orquestra, mas sim integrado nela, quase como um instrumento de câmara dentro da massa orquestral. -
Isso gerou certa recepção mista: alguns pianistas acharam a escrita "pouco pianística", como se Dvořák tivesse orquestrado demais e sacrificado a fluidez pianística.
-
Mas a obra tem um grande valor musical, sobretudo pela riqueza melódica e pelo lirismo típico de Dvořák.
Estrutura
-
I. Allegro agitato (Si menor → Si maior)
Bastante sinfónico, com o piano dialogando mais do que dominando. Apresenta temas líricos e rítmicos, alguns com sabor folclórico. -
II. Andante sostenuto (Sol maior)
O movimento mais apreciado: lírico, íntimo, com um belíssimo canto do piano e atmosfera de serenidade. -
III. Finale: Allegro con fuoco (Si menor → Si maior)
Ritmicamente vivo, cheio de energia dançante, com ecos das danças eslavas que Dvořák tanto amava. Fecha a obra com brilho, mesmo que não de forma pirotécnica.
Revisões
-
A versão original (1876) foi bastante criticada pela escrita pianística difícil e pouco “natural”.
-
O pianista Vilem Kurz, já no século XX, fez uma revisão muito tocada hoje, adaptando passagens para torná-las mais idiomáticas ao piano sem alterar o caráter da obra.
Recepção
-
Nunca entrou no "grande repertório" dos concertos românticos, mas ganhou espaço nas últimas décadas, especialmente em gravações de pianistas checos (Rudolf Firkušný foi um grande defensor da obra).
-
Hoje é visto como uma peça de grande beleza, mais poética e sinfônica que virtuosística, revelando o estilo único de Dvořák.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Dvorak-Sinfonia Nº9 em mi menor op.95
- Em 1904 a 1 de Maio, norreu em Praga com 63 anos Antonin Dvorak, um compositor checo do período romântico que usou nas suas obras muitas melodias populares da Morávia e da sua Boémia natal. Seus trabalhos incluem óperas, sinfonias, coros e música de câmara.
A Sinfonia n º 9 em Mi Menor "Do Novo Mundo", op. 95, B. 178 popularmente conhecida como a New World Symphony, foi composta por Antonín Dvořák em 1893 durante sua visita aos Estados Unidos 1892-1895.
Alguns destaques marcantes:
-
Primeiro movimento (Adagio – Allegro molto): Abre com um clima sombrio e misterioso, rapidamente avançando para temas vigorosos e contrastantes.
-
Segundo movimento (Largo): Imortalizado pelo famoso solo de corne inglês, evoca uma paisagem vasta e melancólica, frequentemente associado ao espírito de saudade e introspecção.
-
Terceiro movimento (Scherzo – Molto vivace): Traz uma energia rítmica pulsante, com ecos de danças tradicionais e vivacidade boêmia.
-
Quarto movimento (Allegro con fuoco): Fecha a sinfonia com grandiosidade, retomando e transformando temas anteriores para dar um sentido de unidade.
Embora muitos acreditem que Dvořák tenha incorporado diretamente melodias afro-americanas ou indígenas, ele próprio afirmou ter “escrito temas originais que caracterizam o espírito da música indígena americana”.
Aqui a interpretação é da Münchner Philharmoniker dirigida por Sergiu Celibidache
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
17 de Fevereiro
- Em 1904 estreia no Scala de Milão a ópera de Puccini Madame Butterfly,