sexta-feira, 7 de abril de 2023
Ferdinand Ries-Piano Concerto Nº08 em la bemos maior Op.15
segunda-feira, 3 de abril de 2023
Beethoven-String Quartet nº 14 em do sustenido menor Op. 13
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021
Mendelssohn-ABertura Sonho de uma noite de Verão op.21
- Em dois momentos distintos, Felix Mendelssohn compôs música para a peça de William Shakespeare Sonho de uma noite de verão
- . Pela primeira vez em 1826, perto do início de sua carreira, ele escreveu uma abertura de concerto ( Op. 21).
- Mais tarde, em 1842, apenas alguns anos antes de sua morte, ele escreveu música incidental (Op. 61) para uma produção da peça, na qual incorporou a abertura existente.
- A música incidental inclui a famosa " Marcha nupcial A abertura em Mi maior , Op. 21, foi escrito por Mendelssohn aos 17 anos e 6 meses (foi concluído em 6 de agosto de 1826).
- O estudioso da música contemporânea George Grove chamou isso de "a maior maravilha da maturidade precoce que o mundo já viu na música". Foi escrita como uma abertura de concerto, não associada a nenhuma apresentação da peça.
- A abertura foi escrita depois que Mendelssohn leu uma tradução alemã da peça em 1826.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2021
Schubert-String quartet Nº14 em ré menor 810
É uma obra escrita em 1824, quando Schubert já vivia com a consciência muito clara da própria fragilidade. A morte aqui não é metáfora distante: é presença sentada à mesa.
Alguns pontos que tornam este quarteto tão arrebatador:
1. O primeiro andamento (Allegro)
Começa quase sem pedir licença. A tensão é constante, nervosa, como se a música respirasse com dificuldade. Não há descanso verdadeiro — mesmo os momentos líricos parecem vigiados pela sombra da morte. É Schubert lutando, não aceitando.
2. O segundo andamento (Andante con moto)
O coração da obra. Ele usa o tema do lied “Der Tod und das Mädchen”. Aqui a morte não grita — ela fala baixo. É uma marcha lenta, resignada, quase hipnótica. Não há desespero teatral; há uma tristeza lúcida, madura. Aquela dor que já cansou de chorar.
3. O Scherzo
Sombrio, áspero, quase cruel. Não tem a leveza típica do scherzo clássico. Parece uma dança forçada, como se a vida continuasse a mexer-se mesmo quando já não acredita muito nisso.
4. O Finale (Presto)
sábado, 5 de junho de 2010
Weber-Konzertstück em Fá menor para piano e orquestra Op. 79
- Em 1826 morre em Londres Carl Maria Friedrich Ernest von Weber, que foi um foi um dos primeiros compositores significantes da Era Romântica.
Weber nascera em Eutin a 18 de Novembro de 1786
Aqui pode ouvir-se o Konzertstück em Fá menor para piano e orquestra Op. 79 a interpretaçao é de The Symphony Orchestra of Buchman-Mehta School of Music, com Yoav Talmi na condução e Anna Kavalerova no piano
Konzertstück em Fá menor para piano e orquestra, Op. 79 de Carl Maria von Weber é uma das obras mais cativantes e inovadoras do repertório pianístico do século XIX — e muitas vezes subestimada em comparação com concertos mais famosos.
Apesar do título “Konzertstück” (peça de concerto), a obra funciona quase como um concerto em miniatura, com quatro seções contínuas (em vez dos habituais três andamentos), interligadas sem interrupção:
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Larghetto affettuoso (Fá menor) – começa como uma espécie de recitativo dramático, como se o piano contasse uma história íntima e cheia de anseio.
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Allegro passionato – turbulento e tempestuoso, representando agitação e conflito.
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Tempo di marcia – quase triunfal, trazendo um caráter heroico.
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Presto gioioso (Fá maior) – desfecho jubiloso, como uma catarse emocional.
Weber deixou um programa literário para a peça: trata-se de uma narrativa romântica e quase operática, em que uma dama solitária imagina o seu amado indo para a guerra, teme por sua vida, mas por fim o vê regressar são e salvo. Uma espécie de mini-ópera instrumental.
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Exige virtuosismo considerável, mas também grande sensibilidade e controle de sonoridade.
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O piano é altamente expressivo, às vezes cantabile, outras vezes heroico.
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A escrita orquestral de Weber é rica, com diálogo contínuo entre piano e orquestra.
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Composta em 1821, é uma antecessora direta das grandes obras de concerto românticas de Chopin, Liszt e Schumann.
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Clara Schumann amava esta peça; Liszt também a tocava com frequência.
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Pode ser vista como um elo entre o classicismo de Mozart/Beethoven e o romantismo pleno do século XIX.
segunda-feira, 22 de março de 2010
21 de Março
- Em 1826 Beethoven estreia em Viena o seu String Quartet nº 13 em Si bemol maior, Op. 130, interpretado pelo Schuppanzigh Quartet.