segunda-feira, 18 de dezembro de 2023
Tchaikovsky-Capricho Italiano op.45
quarta-feira, 6 de julho de 2011
6 de Julho
- Em 1864 nasceu em Fortaleza o compositor Alberto Nepomuceno que viria a morrer no Rio de Janeiro a 16 de Outubro de 1920.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Vladimir Rebikov-Valse Mélancolique
- Em 1920 a 4 de Agosto, morte em Yalta do compositor russo Vladimir Rebikov, nascido em Krasnoyarsk na Sibéria em 31 de Maio de 1866
Aqui trago a sua composição Valse Mélancoliqu
A Valse Mélancolique de Vladimir Rebikov é uma peça breve mas profundamente expressiva, fiel ao título: um verdadeiro lamento em forma de valsa. Rebikov (1866–1920), embora não seja dos compositores mais populares hoje, foi um precursor notável do modernismo russo, experimentando com harmonia, ritmo e atmosfera — algo que essa peça revela com delicadeza.
Clima e expressão
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A peça é impregnada de uma melancolia suave, quase sussurrada. Apesar de ser uma valsa, o pulso ternário é mais sugestão do que imposição — como se a dança estivesse exausta de tristeza.
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Os contrastes dinâmicos são contidos, com uma sensação de recuo emocional, como quem remói lembranças num salão vazio.
Harmonia e cor
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Rebikov utiliza harmonias ousadas para a época, com dissonâncias que não se resolvem de forma tradicional, evocando um certo mal-estar emocional — um prenúncio do que Scriabin e até Debussy explorariam mais tarde.
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Há momentos em que o fraseado se desfaz, como se a música estivesse a hesitar entre recordar e esquecer.
Interpretação emocional
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Uma leitura sensível deve priorizar o lirismo e a hesitação melódica. O rubato (variação de tempo expressiva) é essencial: esta não é uma valsa de salão, mas uma valsa interior.
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A repetição melódica, com leves variações, contribui para uma sensação de círculo — como pensamentos que retornam sempre ao mesmo ponto doloroso.
Importância histórica
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Rebikov foi um experimentador. A Valse Mélancolique, embora breve e aparentemente simples, já esboça elementos impressionistas e expressionistas.
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A peça pode ser vista como um elo entre Tchaikovsky (na melancolia) e Scriabin (na ousadia harmônica), mesmo que em pequena escala.
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terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Prokofiev-Abertura baseada em temas Hebreus op.34.
- Em 1920 a 26 de Janeiro, Prokofiev estreia em Nova Iorque a sua Abertura baseada em termo hebreus op 34, interpretado pelo Zimro Ensemble com o compositor ao piano. Aqui a interpretação é de Yefim Bronfman ao piano o Juilliard String Quartet e Giora Feidman no clarinete
A Abertura sobre Temas Hebraicos, Op. 34 tem algo de intimista e ritual, quase como se fosse música de câmara vestida de solenidade. Mesmo sendo chamada de “abertura”, ela não tem aquele caráter grandioso e teatral tradicional; é mais contemplativa, com um lirismo contido que vai crescendo aos poucos.
Alguns pontos que a tornam especial:
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Os temas hebraicos não são tratados como exotismo folclórico barato. Prokofiev respeita a melancolia e a dignidade dessas melodias, mantendo aquele sabor modal, quase ancestral.
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A escrita (originalmente para clarinete, quarteto de cordas e piano) dá um destaque lindíssimo ao clarinete, que soa como uma voz humana — ora lamento, ora dança.
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Há uma alternância muito bonita entre nostalgia e ironia suave: momentos de recolhimento profundo seguidos por passagens mais vivas, quase dançantes, mas sempre com uma sombra por trás.
Em vez de drama explícito, a peça sugere uma memória coletiva, algo entre saudade, identidade e resistência silenciosa.
Para mim, é Prokofiev a mostrar que também sabia escutar o silêncio e a tradição, não só provocar o ouvinte.
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