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sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Shostakovitch-Sinfonia nº06 em si maior op.054

A Sinfonia nº 6 em si menor, Op. 54, de Dmitri Shostakovich (composta em 1939), é uma das obras sinfônicas mais singulares e intrigantes do compositor — e uma das que mais se afastam da forma sinfônica tradicional.

estreou a 21 de novembro de 1939,  interpretada pela Leningrad Philharmonic com Yevgeny Mravinsky conduzindo

Aqui vão alguns pontos essenciais:

Estrutura incomum

A 6ª sinfonia tem apenas três movimentos, e o seu desenho é assimétrico:

  1. Largo – longo, sombrio, meditativo

  2. Allegro – vivo, irônico

  3. Presto – quase uma caricatura musical, satírico e veloz

A grande massa emocional está concentrada num movimento lento inicial, enorme e introspectivo, seguido por dois movimentos curtos, luminosos e até cómicos. É o inverso do modelo clássico.

O Largo — centro emocional

O primeiro movimento é frequentemente considerado um dos lamentos mais intensos que Shostakovitch escreveu.
Atmosfera de:

  • melancolia profunda,

  • tensão contida,

  • linhas longas e dolorosas nos sopros,

  • sensação de vazio e reflexão.

É uma música que parece suspensa, sem destino definido — reflexo do período histórico: a URSS vivendo sob o peso das purgas stalinistas.

Os movimentos rápidos — ironia e subversão

Depois do trauma emocional do Largo, o Allegro e o Presto funcionam como rompantes de humor ácido:

  • ritmos dançantes,

  • caráter quase circense,

  • energia nervosa,

  • ironia típica de Shostakovitch.

São muitas vezes interpretados como máscaras: um riso “forçado” que esconde a angústia inicial.

Contexto histórico

Depois da acusação de “formalismo” em 1936, Shostakovitch estava sob enorme vigilância.
Era esperado que ele escrevesse uma grande sinfonia patriótica — mas ele entregou algo completamente diferente: introspectivo, ambíguo, nada heroico.

A 6ª é, por isso, um gesto de independência interior.

Por que é uma obra especial?

  • Tem profunda carga emocional: um dos Largos mais tocantes do século XX.

  • A combinação de tragédia + sátira é muito característica de Shostakovitch.

  • Mostra o compositor no auge da sua habilidade de sugerir emoções ocultas e mensagens entrelinhadas.

  • É menos conhecida que a 5ª e a 7ª, mas muitos regentes a consideram uma das mais sinceras sinfonias dele.

 

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

24 de Fevereiro

Em 1939 Roy Harris estreia a sua Sinfonia nº3 num movimento interpretada pela Boston Symphony Orchestra, conduzida por Koussevitzky

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

,Charles Ives-Piano Sonata No. 2 Sonata Concorde

Em 1939 a 20 de janeiro, Charles Ives estreia em Nova Yorque o seu Piano Sonata No. 2 conhecida como a Sonata Concorde atendendo ao local onde foi composta interpretada por John Kirkpatrick 


 A Piano Sonata No. 2 de Charles Ives, conhecida como Concord Sonata, é uma obra monumental e uma das peças mais emblemáticas da música moderna americana.

 Composta entre 1909 e 1915 e revisada até 1947, a sonata é complexa, profundamente filosófica e altamente inovadora em termos de estrutura, técnica e linguagem musical. 

 Aqui estão alguns pontos-chave sobre a sonata: 

 1. Inspiração Literária A obra é inspirada por escritores e filósofos transcendentalistas americanos, como Emerson, Thoreau, Hawthorne e os Alcotts. Cada movimento reflete o caráter e as ideias desses pensadores, criando uma conexão entre música e literatura. 
 2. Estrutura dos Movimentos A sonata é dividida em quatro movimentos:
 Emerson: Evoca o pensamento profundo e a visão transcendentalista de Ralph Waldo Emerson. Este movimento é expansivo e grandioso, com harmonias complexas e passagens densas. 

Hawthorne: Representa o estilo imaginativo e fantasioso de Nathaniel Hawthorne. É cheio de contrastes, com trechos virtuosísticos e excêntricos. 

The Alcotts: Um movimento mais lírico e pastoral, inspirado na casa da família Alcott e no espírito familiar e comunitário. 

Thoreau: Reflete a tranquilidade e o espírito contemplativo de Henry David Thoreau, especialmente suas meditações no lago Walden. 


3. Complexidade Técnica A Concord Sonata é desafiadora tanto para o pianista quanto para o ouvinte. Sua escrita inclui técnicas como politonalidade, clusters de notas, citações de hinos e outras músicas populares americanas, além de passagens improvisatórias. 

 4. Uso da Flauta No quarto movimento (Thoreau), há uma breve parte para flauta, representando a serenidade de Thoreau à beira do lago. Esse detalhe é uma inovação rara em sonatas para piano solo. 


 5. Citações e Referências Musicais A sonata contém várias citações musicais, incluindo temas de Beethoven (Sonata "Hammerklavier" e Quinta Sinfonia) e hinos tradicionais americanos. Isso reflete o estilo de colagem musical característico de Ives. 

 6. Interpretação Por ser tão multifacetada, a obra exige uma abordagem interpretativa aberta e criativa. Pianistas como John Kirkpatrick, que estreou a obra, e outros como Marc-André Hamelin e Pierre-Laurent Aimard, trouxeram leituras únicas à peça. 

 A Concord Sonata é um exemplo brilhante da visão de Ives sobre a música como uma expressão universal, abrangendo tanto o sublime quanto o cotidiano. É uma peça que desafia o intelecto e o coração, sendo reverenciada como um marco na música do século XX. ,  

sexta-feira, 16 de julho de 2010

16 de Julho

  • Em 1876 nasce em Belvidere New Jersey o pinanista e condutor Ernest Henry SCHELLING que virá a morrer em NY a 8 de dezembro de 1939
Aqui pode ouvir-se uma sua interpretação do Piano sonata em ré menor de Liszt
  • 1ªParte


  • 2ºParte


  • 3ºParte


  • 4ºParte

quinta-feira, 10 de junho de 2010

10 de Junho


Em 1939 Ralph Vaughan Williams estreia em NYork a sua Five Variants of Dives and Lazarus.

Vaughan Williams compôs a obra em comissão de serviço da Feira Mundial de 1939 . A primeira apresentação foi no Carnegie Hall conduzida por Sir Adrian Boult .



A estrutura, principais marcas e tempo para o trabalho são os seguintes:
  • Introduction and Theme: Adagio , B modal minor Introdução e Tema: Adagio, B menor modal
  • Variant I: B modal minor Variante I: B menor modal
  • Variant II: Allegro moderato , B modal minor Variant II: Allegro moderato, B menor modal
  • Variant III: D modal minor III Variant: D modal menor
  • Variant IV: L'istesso tempo Variante IV: L'tempo istesso
  • Variant V: Adagio , B modal minor Variant V: Adagio, B menor modal
Aqui os interpretes são :

Violino: Mathias Tacke
Harpa: Faye Seaman
Conductor:  Drostan Hall e a 
Wheaton College Artists Series.
.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

9 de Junho



  • Em 1939 Sir Arnold Bax estreia no Carnegie Hall a sua Sinfonia Nº 7, dedicada aos Americanos. A interpretação foi da New York Philharmonic,com Sir Adrian Boult na condução