Primeiro andamento – Allegro affettuoso
Logo no início, aquele acorde dramático do piano parece um desabafo contido. Há paixão, sim, mas sempre controlada, como quem sente demais e tem medo de dizer tudo. Schumann escreve “affettuoso” — e é isso: afeto, não exibicionismo. É quase um monólogo interior.
Intermezzo – Andantino grazioso
Aqui está o coração da obra. Nada de pausa espetacular: é um caminhar delicado, quase doméstico. Muitos veem nele um retrato de Clara Schumann — ternura, cumplicidade, um amor que se entende sem palavras. É música que sorri por dentro.
Final – Allegro vivace
A alegria chega, mas não é euforia vazia. É uma alegria conquistada, madura, como quem atravessou sombras e decidiu dançar mesmo assim. O tema é leve, quase travesso, mas sempre com aquele fundo de humanidade tão schumanniano.
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