- No ano de 1924 Igor Stravinsky estreia o seu Piano Concerto no Koussevitzky Concert, na Ópera de Paris, orquestra conduzida por Serge Koussevitzky. Aqui a interpretação é de Alexander Toradze acompanhado pela Rotterdam Philharmonic Orchestra
sexta-feira, 22 de maio de 2009
22 de Maio
quinta-feira, 14 de maio de 2009
14 de Maio
- No ano de 1832 a 14 de Maio, Mendelssohn estreia no Convent Garden a abertura Hebrides
A Abertura "As Hébridas", Op. 26, também conhecida como "A Gruta de Fingal", é uma peça orquestral composta por Felix Mendelssohn em 1830, inspirada por uma viagem que ele fez à Escócia, particularmente à ilha de Staffa, onde visitou a famosa Gruta de Fingal — uma formação geológica impressionante, cercada por mar agitado e sons reverberantes.
Dizem que ele escreveu imediatamente o tema inicial após ver aquele cenário. A música tenta pintar:
- o movimento das ondas
- o mar escuro e misterioso
- a solidão da paisagem
- a grandiosidade da natureza
Características musicais
- atmosfera sombria e marítima
- cordas ondulantes imitando o mar
- sopros evocando vento e distância
- sensação narrativa sem contar uma história exata
É considerada por muitos um exemplo inicial de poema sinfônico
- No ano de 1924, nasceu em Lisboa o maestro Joly Braga Santos, dele a Sinfonia nº5 aqui pela Orquesta Sinfónica Portuguesa dirigida por Álvaro Cassuto
domingo, 10 de maio de 2009
,Shostakovitch-Piano Concerto nº2 op.102
- No ano de 1957 a 10 de Maio estreia Shostakovich o seu Piano Concerto No. 2 op.102.no USSR State Symphony sob a direcção de Nikolai Anosov com Maxim o filho do compositor como solista.
o concerto foi escrito para o filho de Shostakovich, Maxim, como presente de aniversário de 19 anos e como peça para a sua graduação no Conservatório de Moscou.
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Por ter sido destinado a um estudante de piano, a obra tem um caráter mais leve, lúdico e acessível em comparação com as obras mais sombrias e densas de Shostakovich.
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I. Allegro
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Abertura enérgica, com tema vivo e brincalhão.
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Inclui passagens virtuosísticas no piano e um desenvolvimento bem-humorado, com elementos quase de caricatura.
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Há uma cadenza (solo livre) muito brilhante.
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II. Andante
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Movimento lírico, introspectivo e comovente, marcado pela melodia simples e bela no piano, acompanhada por cordas suaves.
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O centro emocional da obra, frequentemente descrito como um momento de pureza e sinceridade dentro do universo musical de Shostakovich.
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III. Allegro
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Retorna o espírito brincalhão e leve do primeiro movimento.
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Contém contraponto animado, ritmos irregulares e uma atmosfera quase de música popular ou de circo.
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Termina com um final triunfante e exuberante.
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Shostakovich dizia, brincando, que não levava a obra muito a sério, chamando-a de "sem valor artístico" – mas essa modéstia foi interpretada como ironia típica dele
O concerto tem três movimentos e dura cerca de 20 minutos no total:
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Tchaikovsky-Sinfonia nº 1 em sol menor op.13
- No ano de 1840, nascimento em Votkinsk em Udmurtes, Russia nas margens do Volga de Tchaikovsky, filho de Ilya Petrovitch Tchaikovsky e de Alexandra d’Assie
Eis a sinfonia nº1 em sol menor op,13 interpretado pela
É a primeira grande sinfonia de Tchaikovsky e já mostra muito do que viria a definir o seu estilo:
- lirismo intenso
- melancolia profundamente russa
- orquestração rica e colorida
- contraste entre intimidade emocional e explosões dramáticas
Ele escreveu esta obra pouco depois de começar a lecionar no Conservatório de Moscovo, numa fase de enorme tensão emocional e física. O próprio compositor dizia que esta sinfonia lhe custou mais sofrimento do que muitas obras posteriores.
Mesmo assim, anos depois confessou que, embora “imatura”, tinha mais substância do que várias obras mais maduras.
Os 4 andamentos
I — Dreams of a Winter Journey
Allegro tranquillo – Sol menor
O início já cria uma paisagem de inverno: frio, estrada longa, nostalgia.
Há uma sensação de movimento contínuo, quase como uma viagem de trenó pela neve.
É muito lírico, mas com uma inquietação por baixo.
II — Land of Gloom, Land of Mist
Adagio cantabile ma non tanto – Mi bemol maior
Talvez o movimento mais bonito.
Extremamente contemplativo, melódico e quase hipnótico.
O oboé apresenta um tema de enorme ternura — uma daquelas melodias que parecem nascer prontas.
É música de névoa, distância e memória.
(Muita gente considera este o coração da sinfonia.)
III — Scherzo
Allegro scherzando giocoso – Dó menor
Mais leve e dançante, com elegância quase de ballete.
Curiosamente, este material veio de uma sonata para piano que Tchaikovsky havia escrito antes. O trio central já antecipa aquele “valse tchaikovskiano” tão característico.
IV — Finale
Andante lugubre → Allegro moderato → Allegro maestoso
Começa sombrio e termina triunfante.
Aqui Tchaikovsky usa material de canção popular russa, dando à obra uma força nacional muito marcada.
O final é brilhamente orquestrado e muito expansivo — quase uma vitória arrancada com esforço.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
5 de Maio
- No ano de 1891 é inaugura o Carnegie Hall de Nova Iorque, com Tchaikovsky como condutor convidado dirigindo a sua marcha solene a "Coronation March
- No programa também se ouviu de Beethoven a abertura Leonore Overture No. 3 conduzida por Walter Damrosch director da Filarmónica de Nova York,filho de imigrantes alemães, que convencera o mecenas milionário Andrew Carnegie de que sua orquestra precisava de uma "casa própria".
domingo, 3 de maio de 2009
Bruckner-Te Deum
- Em 1885 a 2 de Maio, estreia em Viena o Te Deum de Bruckner.foi estreado no Kleiner Musikvereinssaal em Viena com os solistas Frau Ulrich-Linde, Emilie Zips, Richard Exleben e Heinrich Gassner, com o coro da Wiener Akademischer Richard Wagner Verein, e Robert Erben e Joseph Schalk substituindo a orquestra em dois pianos.
- Hans Richter conduziu a primeira apresentação com orquestra completa em 10 de janeiro de 1886 no Großer Musikvereinssaal de Viena .
O Te Deum de Anton Bruckner é uma obra monumental e muito poderosa. Composta entre 1881 e 1884, é uma das peças sacras mais intensas do compositor austríaco. Escrita para solistas, coro, orquestra e órgão ad libitum, tem um caráter profundamente espiritual e triunfal, refletindo tanto a fé católica fervorosa de Bruckner quanto a sua habilidade em criar grandes massas sonoras.
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Muitos a consideram uma das melhores expressões da música sacra do século XIX, com momentos de grandiosidade alternando com passagens de grande lirismo e introspecção. Gustav Mahler, por exemplo, admirava bastante a peça e chegou a afirmar que poderia substituir sua própria missa de réquiem pelo Te Deum de Bruckner "para crentes e não crentes".
É uma obra relativamente curta (cerca de 20-25 minutos) mas deixa uma impressão enorme pela sua energia, harmonia rica e estrutura sólida, com cinco partes distintas. Para quem gosta da fusão entre o grandioso e o devoto, é uma peça essencial.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
1 de Maio
- No ano de 1978 morre em Moscovo Aram Khachaturian com 74 anos. Aqui apresenta-se o seu Violino Concerto em ré menor
- No ano de 1786 estreia no Burgtheate em Viena de Mozart ópera As Bodas de Fígaro