quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

31 de Dezembro

No último dia do ano de 1724, JS Bach estreia em Leipzig, a Cantata no.122: Das neugebor'ne Kindelein (1 º domingo depois do Natal), BWV122.

Richard Strauss-Sinfonia Doméstica em fá maior

Em 1903 R. Strauss finalizou a Sinfonia Domestica, que tinha sido iniciada por Strauss em 1902, como um poema sinfónico que seria especialmente sobre sua vida de família (em 1894, casou-se com Pauline de Ahna, soprano de temperamento ardente, com quem teve um único filho, Franz, nascido em 1897).

 Ele terminou este poema sinfónico em fá maior em 1903, chamando-o de "Sinfonia Doméstica", quando passava as férias com a mulher e o filho na ilha de Wight. 

Quando voltou a Berlim, começou a orquestração da obra que foi terminada na véspera do Ano Novo, em 1903

É daquelas obras que parecem dizer: “a vida comum também merece uma sinfonia.”

Escrita entre 1902 e 1903, em Fá maior, é talvez uma das obras mais íntimas e ousadas de Strauss — e, ao mesmo tempo, uma das mais mal-compreendidas.

Strauss faz algo quase provocador: transforma o quotidiano familiar numa grande sinfonia.
Ali estão, musicalmente retratados:

  • o pai (ele próprio),

  • a mãe (Pauline, a esposa),

  • o filho,

  • discussões conjugais,

  • brincadeiras,

  • o adormecer da casa ao fim do dia.

  • Para muitos críticos da época, isto soou a egocentrismo:

    “Como assim uma sinfonia sobre escovar os dentes e embalar um bebé?”

    Mas Strauss responde com música — e que música.

    Musicalmente falando

    • Orquestra gigantesca (Strauss nunca foi tímido 😄)

    • Uso magistral do leitmotiv (quase wagneriano)

    • Harmonia rica, cromática, mas sempre com um pé no lirismo

    • Um equilíbrio curioso entre grandiosidade sinfónica e ternura doméstica

    • Há momentos de:

      • humor irónico,

      • calor humano,

      • tensão real (as discussões conjugais não são nada suaves),

      • e um final sereno, quase reconciliador, quando a casa adormece.

      Strauss afirma, sem pedir licença, que:

      o amor vivido, imperfeito e cotidiano, é matéria digna de arte elevada.

      Não é o amor idealizado — é o amor vivido, com ruído, rotina, cansaço e ternura.

      E isso dá-lhe uma força muito particular.

      Em resumo

      A Sinfonia Doméstica não é:

      • heroica como Ein Heldenleben,

      • nem trágica como Morte e Transfiguração.

      Mas é profundamente humana.
      Uma obra que diz: “a grande epopeia pode estar dentro de casa.”

 

quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Bruckner-Sinfonia nº 7 em mi maior

No ano de 1884.a 30 de Dezembro Bruckner estreia a Sinfonia No. 7 em mi maior, em Leipzig interpretado pela Gewandhaus Orchestra conduzida por Arthur Nikisch.

terça-feira, 29 de dezembro de 2020

segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

15 de Março

  • Em 1835 nasce Eduard Strauss que viria a morrer a 28 de dezembro de 1916, foi um compositor austríaco, irmão de Johann Strauss II e Josef Strauss.

  •  A família dominou o mundo musical vienense durante décadas, criando muitas valsas e polkas 

  • Eduard Strauss, criou um estilo próprio e não tentou imitar as obras dos seus irmãos ou outros seus contemporâneos. 

  • Foi principalmente lembrado e reconhecido como um maestro, a sua popularidade foi ensombrada pelo de seu irmão mais velho.

  •  Percebendo isso, carimbou a sua própria marca com a polca rápida, conhecida na língua alemã como "polca-Schnell".

  •  Entre os mais populares polkas, foram "Bahn Frei", op. 45, "Ausser Rand und Band", op.168, e "Ohne Bremse", op. 238. Esta é  a Bahn frei e a thelephone polka

domingo, 27 de dezembro de 2020

Bach-Cantata nº 133 BWV 133 "Ich freue mich in dir

Em 1724 aa 27 de Dezembro  Bach estreia em Leipzig a sua Cantata No. 133 "Ich freue mich in dir" .

Rachmaninov-Rapsódia sobre um tema de Paganini

No ano de 1937 a 27 de Dezembro  estreia da obra de Rachmaninov Rhapsody on a Theme of Paganini pela New York Philharmonic Orchestra dirigida por Bruno Walter. Rachmaninov foi o pianista.

A Rapsódia sobre um Tema de Paganini, op. 43, do Rachmaninov, é um milagre de engenho e emoção ao mesmo tempo. Ele pega o Capricho nº 24 de Paganini — já cheio de tensão diabólica — e transforma aquilo em 24 variações que vão do virtuosismo quase cruel à confissão mais íntima.
  • O pacto com o diabo 
    Rachmaninov brinca explicitamente com a ideia faustiana de Paganini. O tema do Dies Irae aparece várias vezes, como uma sombra constante — algo muito típico dele, aliás. É como se a morte estivesse sempre a observar o pianista. 

  • Virtuosismo com sentido
    Não é exibição vazia. Cada dificuldade técnica serve a uma ideia expressiva. O piano ora é sarcástico, ora feroz, ora profundamente lírico.

  • Variação XVIII 
    Aqui ele faz magia pura: inverte o tema de Paganini e cria uma das melodias mais belas do século XX. É amor, rendição, luz — quase um descanso da luta anterior. Não por acaso, essa variação parece suspender o tempo.

  • Arquitetura perfeita
    A obra flui como um único organismo: tensão → sedução → combate → êxtase → ironia final. O fim é quase um riso malandro do compositor, como quem diz: “achavam que eu ia terminar grandioso?”

 

sábado, 26 de dezembro de 2020

Bach-Cantata nº 121 BWV 121 "Christum wir colleen loben schon on the 2nd Day of Christmas "

Em 1724 Bach a 26 de Dezembro .estreia em Leipzig a sua Sacred Cantata No. 121 Christum wir colleen loben schon on the 2nd Day of Christmas (Devemos louvar muito a Cristo [a] ), BWV 121 , é uma cantata de igreja de Johann Sebastian Bach . Ele compôs esta cantata de Natal em Leipzig em 1724 para o segundo dia de Natal e cantou pela primeira vez em 26 de dezembro de 1724. A cantata coral é baseada no hino de Martin Luther " Christum wir sollen loben schon

Brahms-Abertura trágica op.81

Em 1880 a 26 de Dezembro, estreia em Viena Brahms a sua Abertura trágica Op. 81. Além das sinfonias, Brahms escreveu também duas aberturas. A Abertura Festival Académico que é uma obra alegre e circunstancial, que contrasta com esta Abertura Trágica, composta ao mesmo tempo, uma obra de uma nobreza quase sombria 

Brahms não está a contar uma tragédia específica; ele cria um estado trágico. É quase arquitetónico: blocos sonoros densos, temas curtos, martelados, como se o destino fosse uma força impessoal, inevitável. Nada de dramatismo operático à Wagner — aqui a tragédia é contida, austera, quase ética.
  • 🔥 O tom em ré menor: clássico da gravidade, mas em Brahms soa ainda mais severo.

  • 🪵 Os metais e os tímpanos: não são heroicos, são fatais. Parecem sentenças.

  • 🌫️ A ausência de “consolo”: mesmo quando há lirismo, ele nunca se resolve. A música sabe que não vai escapar.

Curioso é que Brahms escreveu esta abertura como “par” da Abertura Académica, que é leve, festiva. Como quem diz: a vida tem cerveja e tem abismo. E ele dominava ambos.

Se puxarmos para o território poético (noite, sombras, resistência interna), esta abertura é quase um poema sem palavras sobre:

  • luta silenciosa

  • dignidade na dor

  • aceitar o peso sem se quebrar

Não é música para chorar — é música para aguentar de pé.    

Schubert-Piano Trio nº 01 em si bemol maior

O Trio nº 1 em si bemol maior para piano , violino e violoncelo , D. 898, foi escrito por Franz Schubert em 1827 . 

O compositor terminou a obra em 1828, no último ano de vida.

 Foi publicado em 1836 como Opus 99, oito anos após a morte do compositor. O trio e , é um trabalho de escala incomumente grande para trio de piano, levando cerca de 40 minutos no total para ser executado.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

25 de Dezembro

Em 1724 Bach estreia a Sacred Cantata No. 91 Gelobet seist du Jesu Christ ,

 Gelobet seist du, Jesu Christ (Louvado seja você, Jesus Cristo), BWV 91 , é uma cantata de igreja de Johann Sebastian Bach . Ele escreveu a cantata de Natal em Leipzig em 1724 para o dia de Natal e a executou pela primeira vez em 25 de dezembro de 1724. A cantata coral é baseada no hino " Gelobet seist du, Jesu Christ " (1524) de Martinho Lutero .

25 de Dezembro

Como não podia deixar de ser, neste dia no ano de 1818 FP na Igreja de St. Nicholas em Obendorf na Alemanha, cantou-se Silent Night composição de Franz Gruber com letra de Josef Mohr, estreia a mais conhecida das canções de Natal. 

 Foi declarada patrimônio cultural intangível pela UNESCO em 2011. A canção foi gravada por muitos cantores de vários gêneros musicais. A versão cantada por Bing Crosby em 1935 vendeu 10 milhões de cópias como single

Bach-Magnificat

Em 1723,a 25 de Dezembro,  estreia Bach em Leipzig, o seu famoso Magnificat. O Magnificat em ré maior, BWV 243, é uma das principais obras vocais de Johann Sebastian Bach. 

Foi composta para orquestra, um coro de cinco partes e quatro ou cinco solistas. 

 O que sempre me impressiona é essa mistura quase impossível: alegria exuberante e reverência profunda. Logo no “Magnificat anima mea Dominum”, Bach não deixa a alma apenas louvar — ele faz a alma dançar. É júbilo que sobe em espirais, mas com uma ordem interna rigorosa, como se a fé tivesse coluna vertebral.

Depois, há os contrastes:

  • o “Et misericordia” mais contido, quase íntimo,

  • o “Fecit potentiam” impetuoso, musculado,

  • e aquele “Esurientes implevit bonis” tão humano, tão terno — parece olhar diretamente para os vazios do mundo.

Bach faz algo muito teu, aliás: o sagrado não é distante. É corpo, respiração, pulsação. Há sombra e luz, noite e claridade — mas sempre no presente, nunca numa saudade abstrata. O louvor acontece agora, no som que vibra.


Seu texto consiste do 
cântico de Maria, mãe de Jesus, tal como descrito pelo evangelista Lucas 1. 
Magnificat 0:10 2. 
Et exsultavit 3:23 3. 
Quia respexit 5:52 4. 
Omnes generationes 8:39 5. 
Quia fecit 10:13 6. 
Et misericordia 12:16 7. 
Fecit potentiam 16:08 8. 
Deposuit potentes 18:10 9. 
Esuriendes implevit 20:37 10. 
Suscepit Israel 23:29 11. 
Sicut locutus 25:39 12. 
Gloria 27:07

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

21 de Dezembro

Em 1908 Schoenberg estreia em Viena o seu String Quartet no. 2 para cordas e soprano op. 10. Aqui a interpretação é de Ann Moss and The Hausmann Quartet

Prokofiev-Sinfonia nº1 em ré maior op.25"Clássica"

Em 1918 a 21 de dezembro , Prokofiev estreia em Petrogardo a sua Sinfonia Clássica
 op.nº25.
A Sinfonia nº 1 , é quase uma brincadeira com Haydn e Mozart. Ele compôs no estilo clássico, mas com aquele toque esperto, ácido e moderno dele. Meio “— olha como eu também sei fazer isso, mas do meu jeito”.

Alguns pontos gostosos de notar:

  • É curtinha e leve, só uns 15 minutinhos.

  • Quatro movimentos, modelo clássico.

  • Orquestra pequena, timbre transparente.

  • Cheia de ironia: melodias doces que viram cantadas tortas, harmonias que escorregam.

  • O primeiro movimento é puro sol — tema saltitante, energia juvenil.
    O segundo é uma graça: quase dançante, com aquele jeito perolado das cordas.
    O terceiro, o gavotte, é onde Prokofiev coloca o sorriso travesso.
    E o final dispara como foguete — rápido, virtuoso, quase caricatura.

 

domingo, 20 de dezembro de 2020

20 de Dezembro

No ano de 1982, com 95 anos morre em Genebra, o pianista Artur Rubinstein, aqui toc tocar a Valsa de Chopin op.64.2,

20 de Dezembro.

No ano de 1775, Mozart termina Violin Concerto No. 5 in A major (Turkish) K219

20 de Dezembro

Em 1886 Brahms estreia em Budapest o seu Piano Trio No. 3 em dó menor Op.101.

sábado, 19 de dezembro de 2020

19 de Dezembro

No dia 19 de Dezembro de 1930 aconteceu a primeira apresentação da Sinfonia dos Salmos de Starvinsky, interpretada pela Orquestra Sinfónica de Boston, sob a direcção de Serge Koussevitzky,

Rimsky-Korsakov-Sinfonia nº01 em mi menor op.01

Em 1865 a 19 de Dezembro Rimsky-Korsakov estreia em S.Petersburgo a sua Sinfonia nº01 em mi menor op.1 Nikolai Rimsky-Korsakov compôs sua Sinfonia nº 1 em Mi menor, Op. 1 , entre 1861 e 1865 sob a orientação de Mily Balakirev. Balakirev também estreou a obra em um concerto da Escola Livre de Música em dezembro de 1865. Rimsky-Korsakov revisou a obra em 1884.

Tchaikovsky-Sinfonia fantástica The Tempest

Em 1874 a 19 de dezembro,  Tchaikovsky estreia em Moscovo a sua Sinfonia fantástica The Tempest baseada em Shakespeare 

The Tempest, Op. 18

  • É um poema sinfónico — um tipo de composição orquestral que conta ou evoca uma história, cena ou drama sem palavras, através da música. 

  • Composto em 1873, com cerca de 25 minutos de duração.

  • O compositor russo escreveu-o depois de ser convidado a criar peças baseadas em temas literários (incluindo Taras Bulba e Ivanhoe).

A inspiração de Shakespeare

Tchaikovsky baseou-se na peça de Shakespeare The Tempest (A Tempestade), com os seus elementos dramáticos bem marcados:

  • O mar calmo e depois tempestuoso;

  • Personagens como Caliban (representado de forma grotesca) e o amor entre Ferdinand e Miranda;

  • Uma narrativa musical que passa por silêncio, tensão, tormenta e romance — quase como se a orquestra falasse por si. 

  • A peça é escrita como um único movimento com várias secções (começa lento, cresce e evolui). 

  • Há momentos de calmaria orquestral, choque tempestuoso, e música lírica que lembra amor e ternura — muitas vezes comparada tematicamente aos famosos motivos amorosos da fantasia-overture Romeo and Juliet de Tchaikovsky. 

  • O clima é dramático e pictórico, quase cinematográfico, por assim dizer. a”?

Só para esclarecer: quando a gente diz “Sinfonia Fantástica”, normalmente estamos a pensar na obra-prima de Hector Berlioz, extremamente dramática e narrativa, mas é outra peça, de outro compositor e estilo — e não tem relação direta com The Tempest de Tchaikovsky, apesar de o nome poder soar semelhante a quem não conhece o repertório.   

sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

18 de Dezembro

Em 1853 Camille Saint-Saens estreia em Paris a sua Sinfonia nº 1 mi bemol maior op.2. Sua Opus 2 é uma obra juvenil, escrita aos dezoito anos. Foi criado em 18 de dezembro de 1853, sem que o autor seja revelado. Charles Gounod e Hector Berlioz compareceram ao concerto regido por Seghers e o músico recebeu elogios do primeiro em uma curta missiva quando o verdadeiro autor da sinfonia foi revelado.

Bruckner-Sinfonia nº 8 em dó menor,

Em 1892 Bruckner estreia em Viena a sua Sinfonia nº 8 em dó menor A sinfonia nº 8 em dó menor de Anton Bruckner , WAB 108, é a última sinfonia que o compositor concluiu. Ele existe em duas versões principais de 1887 e 1890. Foi estreado sob o maestro Hans Richter em 1892 em Viena . É dedicado ao Imperador Franz Joseph I da Áustria .

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Aaron Copland-Violino Concerto

Em 1944 Aaron Copland estreia a sua Violino Sonata, com Ruth Posselt, no violino, com o compositor ao piano.

  A "Violin Sonata" de Aaron Copland é uma obra profundamente introspectiva e lírica, composta em 1943, durante a Segunda Guerra Mundial. 

Apesar de seu estilo mais reservado em comparação a algumas de suas obras mais populares, como "Appalachian Spring" ou "Fanfare for the Common Man," a sonata carrega uma riqueza emocional notável

. O estilo e estrutura Linguagem musical: 

A sonata é escrita no estilo característico de Copland, com harmonias claras e texturas econômicas, que evocam a vastidão da paisagem americana. Ele combina a simplicidade melódica com uma profundidade emocional, refletindo as preocupações da época. 

 Movimentos: A peça é estruturada em três movimentos: 

 Andante semplice: Uma introdução contemplativa, onde a melodia do violino flutua sobre acordes tranquilos do piano. 

Lento: Um movimento central emotivo, que transmite uma sensação de melancolia e saudade. 

Allegretto giusto: Encerrando com leveza e um toque dançante, mas ainda com uma sobriedade que nunca abandona completamente a obra. 

Contexto emocional 

Copland escreveu esta sonata em memória de um amigo próximo, o aviador Harry H. Dunham, que morreu em combate. 

Isso confere à peça um tom elegíaco, mas não inteiramente sombrio. Em vez disso, há uma sensação de aceitação e serenidade. 

 Impacto e interpretação 

A sonata exige um equilíbrio delicado entre virtuosismo técnico e expressão íntima, o que faz dela uma obra apreciada tanto por violinistas quanto por pianistas. 

Embora não seja tão frequentemente interpretada  quanto outras obras do repertório de Copland, ela é um excelente exemplo de sua habilidade em capturar emoções complexas com simplicidade.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Bruckner-Sinfonia nº 3 em ré menor

Em 1877 s 16 de Dezembro, Anton Bruckner estreia em Viena a sua Sinfonia nº3 em ré menor que  é uma sinfonia elaborada por Anton Bruckner, tendo sido dedicada a Richard Wagner e por isso às vezes denominada Sinfonia Wagner 

Foi escrita em 1873, revista em 1877 e novamente em 1891
  • Primeiro andamento: começa com uma chamada quase ritual dos metais. Parece que a sinfonia não “arranca” — ela se ergue, bloco a bloco. Há silêncios longos, tensões que não se resolvem logo. Bruckner pede paciência, mas recompensa.

  • Adagio: aqui está o coração. Não é sentimental; é contemplativo. Há uma espécie de fé cansada, mas firme. Música que não consola — acompanha.

  • Scherzo: rústico, quase camponês. Dá para imaginar passos pesados na terra, contrastando com um trio mais lírico, como se o mundo respirasse por um instante.

  • Finale: talvez o mais problemático… e por isso mesmo fascinante. Há luta, fragmentação, tentativas de afirmação. Não é triunfo fácil; é uma vitória que custa.


👉 existem várias versões da Terceira (1873, 1877, 1889), porque Bruckner foi muito pressionado a cortar e “simplificar”.

  • A versão original é mais ousada, mais wagneriana, mas também mais caótica.

  • As versões tardias são mais enxutas, porém alguns sentem que perdem aquele ímpeto quase místico inicial.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Glazunov-Sinfonia Nº. 8 mi bemol maior op.83,

A Sinfonia nº 8 em Mi bemol maior, Op. 83, foi composta por Alexander Glazunov em 1905 e publicada dois anos depois. Esta sinfonia em quatro movimentos (a última) foi estreada em 22 de dezembro de 1906 em São Petersburgo, sob a regência do compositor. Foi uma influência importante na Sinfonia em Mi bemol de Igor Stravinsky.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Berlioz- L'Enfance du Christ op.25,

  • L'enfance du Christ ( A Infância de Cristo ), Opus 25, é um oratório pelo compositor Hector Berlioz , com base na Sagrada Família de fuga para o Egito (ver Evangelho de Mateus 2:13). 

  • Berlioz escreveu suas próprias palavras para a peça. A maior parte foi composta em 1853 e 1854, mas também incorpora uma obra anterior La fuite en Egypte (1850). 

  • Foi apresentada pela primeira vez na Salle Herz , Paris ,a 10 de dezembro de 1854, com Berlioz como maestro e solistas da Opéra-Comique: Jourdan (Récitant), Depassio (Hérode), o casal Meillet (Marie e Joseph) e Bataille (Le père de famille).

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Debussy- Nuages and Fêtes

Em 1900 a 9 de Dezenbro, Debussy estreia Nuage and Fetes orquestra conduzida por Camille Chevillard num concerto em Paris.

“Nuages” e “Fêtes” são os dois primeiros movimentos de Nocturnes (1899), uma das obras orquestrais mais refinadas de Claude Debussy — e também das mais “pictóricas”, no sentido de que parecem pintar sensações e atmosferas mais do que narrar acontecimentos.

Nuages (Nuvens)

É o mais imóvel dos três Nocturnes.
Debussy não tenta descrever uma tempestade, mas a lentidão constante, inevitável e silenciosa do movimento das nuvens no céu.

Características marcantes:

  • Harmonia suspensa, quase sem resolução, dando a sensação de algo que flutua e nunca se fixa.

  • O tema inicial nas madeiras é quase um haikai musical: poucas notas, repetidas, mudando de cor mas não de direcção.

  • A orquestra é tratada como um véu de texturas, não como protagonista dramática.

  • É música que não progride, apenas se desloca, como se o tempo se tornasse qualidade, não quantidade.

A sensação geral é de contemplação — uma estranha paz melancólica.

Fêtes (Festas)

É o oposto complementar de Nuages:
onde o primeiro é contemplativo, este é vibrante, pulsante, cheio de luz e movimento.

O que se destaca:

  • Ritmos animados, cores brilhantes, uma sensação de multidão em movimento, quase impressionista.

  • Há momentos em que a música parece representar reflexos de luz, lanternas, passos, ecos, como se estivéssemos dentro de uma festa de rua com múltiplas camadas sonoras.

  • No centro do movimento, ouve-se a aproximação de uma procissão militar: Debussy faz essa chegada crescer lentamente pelas sombras até invadir a textura das festividades.

  • Depois, as duas massas sonoras (festa e procissão) coexistem, cruzam-se e, num passe de magia, desfazem-se de novo na névoa de onde surgiram.

 

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

8 de Dezembro

Em 1844 Schumann estreia em Leipzig o seu Piano Quartet Op 47 no Gewandhaus. Clara Schumann no piano, Ferdinand David no violino Niels W. Gade violoncelo.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Chopin-Grande Polonaise brillante em mi bemol maior op nº22

Em 1834 Chopin estreia no Conservatório de Paris a Grande Polonaise brillant em mi bemol maior op.22 concerto dirigido por Hector Berlioz.Aqui a interpretação é de Lang LangA Grande Polonaise Brillante em Mi♭ maior, Op. 22 de Frédéric Chopin é uma das obras mais características do seu virtuosismo juvenil — elegante, brilhante, dançante e profundamente pianística.

Aqui vai um panorama claro e talvez útil para inspirares composições, imagens poéticas ou apenas apreciação musical:

🌟 O que é esta obra?

É uma polonaise para piano e orquestra, composta entre 1830 e 1831. Mais tarde, Chopin acrescentou o célebre Andante spianato, criando o conjunto hoje conhecido como Andante spianato et Grande Polonaise Brillante, Op. 22.

🎹 Caráter musical

  • Brilhante: é mesmo o que o título diz — cheia de passagens virtuosas, saltos, escalas cintilantes e escrita pianística típica do Chopin jovem.

  • Nobre e dançante: mantém a pulsação de polonaise (3/4 com ênfase aristocrática no primeiro tempo).

  • Espetacular: feita para impressionar o público — quase uma peça de exibição.

  • Lírica: apesar de toda a pirotecnia, há momentos cantáveis, com aquela ternura típica do Chopin que suspende o tempo.

🎼 Estrutura

  • Grande Polonaise: exuberante, cheia de contrastes, com momentos de brilho efervescente que alternam com cenas mais delicadas.

  • Mi♭ maior: tonalidade luminosa, muito usada por Chopin para peças de caráter solene e expansivo.

 

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Edward Elgar-Sinfonia nº01 em lá bemol maior op.55

Em 1908 a 3 de Dezembro, Elgar estreia no Free Trade Hall em Manchester a sua 1ªSinfonia em lá bemol maior op.56. Hans Richter conduziu a Hallé Orchestra.

A Sinfonia n.º 1 em Lá bemol maior, op. 55, de Edward Elgar, é uma das obras sinfónicas mais importantes do final do século XIX / início do XX — e, para muitos, a afirmação definitiva de Elgar como sinfonista ao nível dos grandes europeus.

Contexto e criação (1907–1908)

Elgar já era reconhecido por obras como Enigma Variations e Pomp and Circumstance, mas ainda não tinha uma sinfonia — algo visto, na época, como um “símbolo de maturidade” para um compositor inglês.

Quando a Sinfonia n.º 1 estreou em dezembro de 1908, foi um sucesso estrondoso:

  • mais de 100 performances no primeiro ano

  • foi recebida como a primeira grande sinfonia inglesa desde Purcell (um exagero histórico, mas dá a ideia do impacto)

Estrutura e carácter

A sinfonia dura cerca de 50 minutos e tem quatro andamentos:

I – Andante. Nobilmente e semplice – Allegro

Começa com um dos temas mais belos e nobres da música orquestral britânica — a famosa march theme em lá bemol, luminosa, ampla, quase “hínica”.
Depois, o Allegro mergulha num mundo mais tenso e cromático, mostrando o contraste central da obra:
nobreza ideal vs. luta interior.

II – Allegro molto

Um scherzo tenso e impetuoso, quase uma fuga.
É música vibrante, de energia contida, com texturas densas e metálicas. Muitos comentadores associam este movimento à imagem da modernidade inquieta pré-Primeira Guerra Mundial.

III – Adagio

Um dos grandes adagios do repertório sinfónico.
Profundamente lírico, íntimo, de beleza quase meditativa.
É o “coração emocional” da obra, com aquele tipo de calor melódico e nostálgico que só Elgar sabia criar.

IV – Lento – Allegro

Começa sombrio, em murmúrios de cordas, mas aos poucos vai reconstruindo a nobreza inicial.
O retorno triunfal do tema do primeiro andamento é uma das coisas mais gratificantes de ouvir — parece que a sinfonia inteira caminha para esse reencontro.

Por que é tão especial?

  • Maturidade sinfónica autêntica: Elgar domina o contraponto e a forma com segurança wagneriana, mas sem perder o caráter inglês.

  • Identidade britânica: Foi a primeira sinfonia inglesa moderna que competiu com Mahler, Strauss e Tchaikovsky em grandeza.

  • Poder emotivo: A obra equilibra elegância, drama e transcendência com uma assinatura melódica forte.


 

domingo, 29 de novembro de 2020

Brahms-Piano Quarteto nº2 em lá maior op.26

Em 1862 a 29 de Novembro,  Brahms estreia em Viena no Gesellschaft for Musikfreunde Vereinsaal, o seu Piano Quarteto No. 2 em lá maior Op. 26. interpretado pelo Hellmesberger Quartet, com o compositor ao piano

É uma das obras de câmara mais amplas, luminosas e generosas do compositor. Foi concluído em 1861, e muitos músicos o veem como o mais “sinfónico” dos três quartetos com piano de Brahms — não no sentido de grandiosidade orquestral, mas na amplitude formal, na densidade temática e na riqueza de desenvolvimento.

Aqui estão alguns pontos marcantes:

1. Um Brahms expansivo e lírico

Este quarteto tem um caráter mais aberto, sereno e pastoral em comparação ao mais dramático op. 25 e ao mais compacto op. 60. O primeiro movimento é amplo, com um lyrismo confortável, quase meditativo.

2. O piano como tecelão de texturas

O piano não domina com virtuosismo: ele entrelaça texturas com as cordas, criando um bloco sonoro muito homogêneo. É Brahms camerístico no seu melhor — denso, mas nunca pesado.

3. O Scherzo contrasta com leveza

O segundo movimento é um Poco Adagio que se abre em clima introspectivo, seguido por um Scherzo elegante e discreto, muito diferente dos scherzi turbulentos de outros compositores românticos.

4. Andante com alma noturna

O movimento lento é um dos mais belos de Brahms: melancólico sem pesar, contemplativo, com aquele toque de noite interior que Brahms sabia construir sem drama exagerado.

5. Finale com sabor húngaro

O final traz um aceno ao estilo “alla Zingarese” que Brahms tanto apreciava, mas aqui mais moderado que no famoso finale do op. 25. É elegante, rítmico, um fecho cheio de vida.

Em suma

É uma obra para quem aprecia profundidade sem sofrimento, beleza construída com calma, e a sensação de uma música que respira longamente. Entre os três quartetos com piano de Brahms, este é o que mais transmite serenidade madura

sábado, 28 de novembro de 2020

16 de Dezembro

Prokofiev começou seu trabalho no concerto já em 1913, quando escreveu um tema com variações que então deixou de lado. Embora tenha revisitado os esboços em 1916–17, ele não se dedicou totalmente ao projeto até 1921, quando passou o verão na Bretanha . O próprio Prokofiev fez o solo na estreia em 16 de dezembro de 1921 em Chicago com a Orquestra Sinfônica de Chicago dirigida por Frederick Stock . A obra não ganhou popularidade imediata e teve que esperar até 1922 para ser confirmada no cânone do século 20, depois que Serge Koussevitzky conduziu uma performance ricamente elogiada em Paris . A primeira apresentação soviética foi em 22 de março de 1925, de Samuil Feinberg , com a Orquestra do Teatro da Revolução de Konstantin Saradzhev .

28 de Novembro

Em 1930 Howard Hanson estreia em Boston a Sinfonia Nº 2 "Romântica" interpretada pela Boston Symphony Orquestra sob direcção de Serge Koussevitzky.

sexta-feira, 27 de novembro de 2020

27 de Novembro

1896 Richard Strauss estreia em Frankfurt, Assim falava Zaratustra, com o próprio na direcção da orquestra.Aqui a interpretação é da Staatskapelle Dresden dirigida por Giuseppe Sinopoli. Trata-se dum poema sinfónico inspirado no tratado filosófico de mesmo nome escrito por Friedrich Nietzch. Richard Strauss nomeou as seções de acordo com capítulos do livro

terça-feira, 24 de novembro de 2020

Brahms-Cello Sonata nº2 op 99

EM 1886a 24 de Novembro,  Brahms estreia o seu  Cello Sonata No. 2 em fá maior Op. 99 em Viena Mais de vinte anos depois de completar sua Sonata nº 1 .

 Foi escrito dedicado e executado pela primeira vez por Robert Hausmann , que popularizou a Primeira Sonata, e que no ano seguinte receberia a honra de estrear o Concerto Duplo em Lá Menor com Joseph Joachim .

é uma das obras mais intensas, vigorosas e dramaticamente contrastantes do repertório para violoncelo. Composta em 1886, durante o chamado “verão mágico de Thun”, é uma peça onde Brahms alcança plena maturidade expressiva.

Aqui vai um panorama do que a torna tão especial:

1. Caráter geral da obra

Ao contrário da Sonata nº1 (mais íntima, densa e meditativa), a Sonata Op. 99 é brilhante, poderosa e de grande virtuosismo — para ambos os instrumentos.
Tem um diálogo altamente dramático entre violoncelo e piano, com o piano assumindo um papel quase sinfónico.

2. Estrutura dos quatro movimentos

I. Allegro vivace

  • Começa com uma energia quase impetuosa.

  • O violoncelo entra com frases amplas e apaixonadas, enquanto o piano oferece blocos sonoros robustos.

  • É um combate elegante: tensão, expansão lírica e arrebatamento.

II. Adagio affettuoso

  • Um dos movimentos mais belos que Brahms escreveu.

  • Melodias longas, tocadas quase “como canto”, com uma atmosfera contemplativa.

  • O calor lírico é profundo, mas nunca excessivamente sentimental — típico de Brahms.

III. Allegro passionato

  • Carregado de turbulência e urgência.

  • Ritmos obsessivos, harmonias densas e um espírito atormentado, quase trágico.

  • Um estudo perfeito do “Brahms tempestuoso”.

IV. Allegro molto

  • Mais leve, mas não menos complexo.

  • Traz um frescor rítmico e uma espécie de resolução vigorosa.

  • Um final brilhante e cheio de vida.

3. Por que é tão admirada?

  • É uma obra de igualdade verdadeira entre violoncelo e piano.

  • Exige técnica refinada, mas — mais que isso — um entendimento profundo da dialética emocional de Brahms: calor x contenção, força x ternura, nobreza x vulnerabilidade.

 

domingo, 22 de novembro de 2020

Dvorak-Piano Quinteto nº1 em lá op.5

Em 1872 estreia no Konvikt Hall em Praga Dvorak o seu Piano Quinteto nº1 em lá maior Op. 5, mais tarde (1887) revisto.Aqui a interpretação é do Borodin Quartert com Sviatoslav Richter ao piano.

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

,Rubinstein-Sinfonia nº2 em dó maior op.42

Em 1854a 16 de Novembro ,  Rubinstein estreia em Leipzig a sua Sinfonia nº2 em dó maior op.42 "Oceano"

16 de Novembro

O Quinteto para Piano em Fá menor , op. 34, de Johannes Brahms Foi dedicado a Sua Alteza Real, a Princesa Ana de Hesse . Como a maioria dos quintetos para piano compostos após o Quinteto para Piano de Robert Schumann (1842), foi escrita para piano e quarteto de cordas (dois violinos , viola e violoncelo ). A obra, "muitas vezes chamada de coroa de sua música de câmara", começou como um quinteto de cordas (concluído em 1862 e pontuado para dois violinos, viola e dois violoncelos). Brahms transcreveu o quinteto em uma sonata para dois pianos (em que forma Brahms e Carl Tausigrealizado) antes de dar-lhe sua forma final.

sábado, 14 de novembro de 2020

Beethoven-String quintet em dó maior op.29"Storm"

Em 1802  14 de Novembro,  Ludwig Von Beethoven estreia em Viena o seu String Quintet em dó maior Op. 29.

Este Quinteto de Cordas  muitas vezes apelidado de “Storm” (“Tempestade”) — é uma obra singular e muito interessante no catálogo do compositor. Eis alguns pontos que podem ajudar a percebê-lo melhor:
Uma formação rara para Beethoven

Beethoven escreveu pouquíssima música para quinteto de cordas. Este é o único quinteto original para a formação tradicional (2 violinos, 2 violas e violoncelo). Isso já lhe dá um caráter especial: Beethoven explora de forma rica o timbre mais quente e denso das duas violas.

Por que “Storm”?

O apelido não é original do compositor, mas surgiu porque o último andamento, em Presto, contém um trecho central onde Beethoven cria:

  • rápidos arpejos descendentes,

  • figuras agitadas no violino,

  • acordes súbitos e dramáticos,

  • contrastes bruscos de dinâmica,

…tudo isso dando a impressão de uma tempestade musical, quase como um antecessor do que faria depois na 6ª sinfonia (“Pastoral”).

Uma peça de transição

Escrito em 1801, o Op. 29 está numa fase em que Beethoven:

  • deixa para trás o estilo mais clássico herdado de Haydn e Mozart,

  • começa a revelar um estilo mais ousado,

  • experimenta texturas, modulações e contrastes mais dramáticos.

O “Storm” é praticamente um laboratório do Beethoven que viria a ser

Movimentos em linhas gerais

  1. Allegro moderato — Elegante e luminoso, mas já com tensões internas típicas do compositor.

  2. Adagio molto espressivo — Belo movimento lírico, quase vocal, com harmonias surpreendentes.

  3. Scherzo: Allegro — Leve e brincalhão, mas sempre com aquela energia nervosa beethoveniana.

  4. Presto — O famoso “Storm”: movimento rápido, vibrante e cheio de efeitos atmosféricos.

Por que é tão apreciado

  • É menos tocado que os quartetos, mas tem uma riqueza tímbrica única.

  • Mostra um Beethoven entre dois mundos: ainda clássico, mas já tempestuoso.

  • O último movimento é uma pequena obra-prima de imaginação sonora.

 

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Berlioz - Requiem (Grande Messe des Morts)

Esta obra é uma das mais conhecidas de Berlioz tendo sido composta em 1837 por encomenda do então ministro do interior de França o Conde Adrien de Gasparin. que pediu Berlioz para compor uma missa Requiem para lembrar os soldados que morreram na Revolução de julho de 1830 .

 Berlioz aceitou o pedido, A estréia foi conduzida por François-Antoine Habeneck em 1837. 

De acordo com o próprio Berlioz, Habeneck largou a batuta durante o mirum Tuba dramático (parte do Dies irae movimento), e tomou uma pitada de rapé. Berlioz correu para o podium , salvando o desempenho de um desastre. 

A estréia foi um sucesso completo. Berlioz reviu o trabalho duas vezes em sua vida, o primeiro em 1852, fazendo a revisão final em 1867, apenas dois anos antes de sua morte. 

Diz-se que na estreia pessoas houve que não conseguiram conter as emoções ... Berlioz em todo o caso dizia que se apenas se pudesse salvar uma das suas obras então que essa fosse o Requiem.

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

sábado, 7 de novembro de 2020

7 de Novembro

O Ewigkeit, du Donnerwort, BWV 60, é uma cantata da igreja para o 24º domingo depois da Trindade, composta por Johann Sebastian Bach. Foi realizada pela primeira vez em Leipzig, em 7 de novembro de 1723, e faz parte do primeiro ciclo de cantata de Bach

Liszt-Sinfonia Dante s.109

Em 1867a 7 de Novembro, Franz Liszt estreia em Dresden a sua Sinfonia Dante 

A “Dante-Symphonie” (S.109) de Franz Liszt é uma das obras mais ambiciosas e fascinantes do compositor, escrita entre 1855 e 1856 e dedicada a Richard Wagner. É uma sinfonia programática inspirada na "Divina Comédia" de Dante Alighieri, particularmente nas duas primeiras partes: “Inferno” e “Purgatorio” (Liszt chegou a conceber uma terceira parte, o “Paradiso”, mas acabou por a substituir por um “Magnificat” coral).

Estrutura geral

  1. Inferno

    • Escrita em Ré menor, abre com um motivo sombrio e dissonante que evoca o caos infernal e o célebre verso “Lasciate ogni speranza, voi ch’entrate”.

    • Musicalmente, é uma das páginas mais ousadas de Liszt: utiliza cromatismos intensos, ritmos violentos, intervalos aumentados e modulações abruptas.

    • Há episódios que descrevem cenas do Inferno, como a paixão trágica de Francesca da Rimini e Paolo, tratados com lirismo contrastante.

  2. Purgatorio

    • Contrasta fortemente com o Inferno: é sereno e contemplativo, em Si maior, simbolizando a esperança e a purificação.

    • A música progride em direção à luz, com temas mais diatónicos e uma orquestração mais transparente.

    • No final, Liszt introduz o “Magnificat” para coro feminino (ou vozes brancas), representando a ascensão espiritual e o vislumbre do Paraíso.

Contexto e significado

  • A sinfonia reflete o ideal romântico de transformar literatura em música (“poema sinfónico” antes do termo se fixar).

  • Wagner influenciou fortemente Liszt nesta fase — mas também o aconselhou a não tentar representar musicalmente o Paraíso, o que levou Liszt a parar no Purgatório.

  • É uma obra profundamente programática, filosófica e religiosa, mais do que puramente sinfónica no sentido clássico.


    

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Bruckner-Sinfonia nº 2 em dó menor

Em 1873  a 26 de outubro Bruckner estreou a sua Sinfonia nº 2 em dó menor em Viena com a orquestra por si conduzida

A Sinfonia Nº 2 em Dó menor foi escrita pelo compositor Anton Bruckner entre 11 de outubro de 1871 e 11 de setembro de 1872.



 

domingo, 25 de outubro de 2020

25 de Outubro

Em 1875 Tchaikovsky estreia em Boston o seu Concerto para piano Nº 1 em si bemol maior op.23.Interpretado por Hans Von Bulow sob a condução de Benjamin J. Lang. Aqui a interpretação é de Lang Lang

terça-feira, 20 de outubro de 2020

Schubert-Sinfonia nº2 em si bemol maior D.125

Em 1877 a 20 de outubro,  Franz Schubert estreia em Berlim a sua Sinfonia nº2 em si bemol maior D.125 Aqui a interpretação é da Frankfurt Radio Symphony ∙ Andrés Orozco-Estrada, Dirigent ∙ 

A Sinfonia n.º 2 é uma das obras orquestrais mais interessantes do seu período juvenil — composta em 1814–1815, quando ele tinha apenas 17 ou 18 anos. Embora ainda revele a influência forte de Haydn, Mozart e Beethoven, já se percebe nela uma voz própria, especialmente no tratamento melódico e no lirismo característico de Schubert.

I. Largo — Allegro vivace (Si bemol maior)

A introdução lenta (Largo) tem um caráter quase solene, abrindo espaço para um Allegro vivace leve, cheio de energia juvenil. Nota-se uma clara herança clássica — o uso de forma sonata é bastante disciplinado — mas Schubert tempera isso com melodias cantáveis e um sentido harmônico mais aventureiro do que era comum em Haydn, por exemplo. O desenvolvimento modula com liberdade surpreendente para um compositor tão jovem.

II. Andante (Mi bemol maior)

Este segundo movimento é uma série de variações sobre um tema simples e gracioso. Cada variação apresenta novas cores instrumentais e mudanças de caráter: ora delicado, ora mais vigoroso. Aqui Schubert mostra já um talento especial para orquestração clara e para melodias que parecem quase vocais, como se uma canção estivesse escondida na textura instrumental.

III. Menuetto: Allegro vivace — Trio (Si bemol maior / Sol menor)

O Minueto é ritmicamente incisivo e lembra bastante Beethoven nos seus scherzi iniciais, embora mantenha o título tradicional “Menuetto”. O Trio, em Sol menor, cria um contraste mais sombrio e dramático, antes do retorno ao clima mais jovial do Minueto. Aqui se nota um jogo expressivo entre luz e sombra que antecipa o Schubert maduro.

IV. Presto (Si bemol maior)

O Finale é vibrante, cheio de energia rítmica e vitalidade. A escrita orquestral é ágil, e Schubert mostra domínio da forma rondó-sonata, com um tema principal muito marcante. Há ecos do espírito lúdico de Haydn, mas com um colorido harmônico mais pessoal e fresco. É um desfecho alegre e brilhante, típico de uma sinfonia juvenil, mas tecnicamente muito bem construída.

Em contexto histórico e estilístico

  • A Sinfonia n.º 2 foi escrita pouco depois da n.º 1 (D. 82), ainda na Viena do pós-Napoleão.

  • Não foi publicada nem amplamente executada durante a vida de Schubert.

  • Orquestra clássica relativamente pequena, sem trombones (como nas sinfonias iniciais).

  • Mostra já a sua inclinação para o lirismo melódico, contrastando com a estrutura clássica herdada.

  • É uma obra excelente para perceber como Schubert assimila a tradição clássica e começa a transformá-la.

Em resumo:

A Sinfonia n.º 2 é uma obra juvenil, mas refinada, cheia de vitalidade, com momentos de genuíno lirismo schubertiano. Não tem o peso dramático das últimas sinfonias, mas tem um frescor e uma elegância que a tornam uma joia do repertório clássico inicial de Schubert..

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

George Chadwick-Sinfonia nº3

 A 19 de Outubro em 1894 George Whitefield Chadwick estreia em Boston a sua Sinfonia nº 3

 é, geralmente, considerada a sua obra sinfónica mais madura e uma das peças orquestrais mais representativas do chamado “Segundo Renascimento Musical Americano” do final do século XIX. Foi composta entre 1893 e 1894 

Contexto histórico e estético

  • Chadwick foi um dos principais compositores da chamada “Boston Six” — um grupo de músicos americanos que estudaram na Europa e trouxeram para os EUA a tradição sinfónica germânica (especialmente de Brahms e Schumann), combinando-a com um gosto nacionalista emergente.

  • A Terceira Sinfonia é um exemplo claro desse sincretismo: estrutura formal clássica, mas com uma energia rítmica e um colorido orquestral mais “americano” e pessoal.

  • Estrutura

A sinfonia segue a forma tradicional em quatro andamentos:

  1. Allegro — Clássico em forma-sonata, com temas líricos e desenvolvimento vigoroso. Nota-se a clareza da orquestração e um domínio harmónico muito sólido.

  2. Andante semplice — Movimento lento de grande delicadeza, com melodias cantáveis e tratamento orquestral refinado. Alguns críticos veem aqui ecos de Dvořák, que esteve em Nova Iorque na época.

  3. Scherzo: Presto — Brilhante, espirituoso e cheio de vitalidade rítmica. Este scherzo é frequentemente apontado como uma das passagens mais “americanas” da sinfonia — leve, dançante, quase folclórica.

  4. Allegro molto — Final enérgico, com um tratamento contrapontístico sólido e temas que retomam motivos anteriores, conferindo coesão cíclica à obra.

Características musicais marcantes

  • Orquestração brilhante — Chadwick era mestre em usar cores instrumentais, especialmente madeiras e metais, de modo transparente e eficaz.

  • Temas claros e memoráveis — Ao contrário de muitos contemporâneos americanos ainda presos ao academismo, Chadwick já apresenta um estilo pessoal, com melodias fluidas e bem definidas.

  • Ritmo e leveza — O scherzo e alguns trechos do finale têm um frescor rítmico que prenuncia o estilo mais nacional dos compositores americanos do século XX.

Recepção e legado

Na estreia, a Sinfonia n.º 3 foi muito elogiada pela crítica de Boston, e consolidou Chadwick como o mais sólido sinfonista americano da sua geração. Embora tenha sido eclipsada posteriormente por nomes como Ives, Copland ou Bernstein, hoje ela é vista como uma obra-chave do repertório sinfónico americano pré-moderno, com gravações importantes realizadas a partir do final do século XX. 

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Alan Hovhaness-Sinfonia n. 3 op 148

Em 1956 a 14 de Outubro, Alan Hovhaness estreia a Sinfonia n. 3 op 148, Symphony of the Air, com Leopold Stokowski conduzindo a orquestra

A Sinfonia n.º 3, Op. 148 de Alan Hovhaness é uma das obras sinfónicas mais representativas do estilo contemplativo e espiritual do compositor.  esta sinfonia tem uma duração aproximada de 15 a 20 minutos e estrutura-se em três movimentos, seguindo um modelo clássico, mas com linguagem muito própria:

1.º movimento – Andante

Este movimento estabelece imediatamente o clima meditativo característico de Hovhaness. A escrita contrapontística lembra o estilo coral renascentista, com linhas melódicas independentes que se entrelaçam de forma serena, quase como um canto espiritual coletivo. 

2.º movimento – Allegro

Aqui há um contraste rítmico mais evidente, mas sem abandonar a clareza modal. O movimento utiliza padrões imitativos e ostinati, lembrando danças antigas ou até influências arménias discretas. É frequente que Hovhaness combine texturas quase barrocas com timbres modernos, criando um efeito de solenidade viva, não agressiva.

3.º movimento – Andante espressivo

O último movimento retoma o tom contemplativo inicial, mas com maior profundidade emocional. As linhas melódicas parecem fluir como cantos litúrgicos ou hinos espirituais. A música culmina não num clímax dramático, mas numa espécie de “elevação tranquila”, típica da estética hovhanessiana: em vez de resolver tensões, a música dissolve-se numa quietude luminosa.

Características gerais notáveis

  • Uso intensivo de contraponto modal inspirado em Palestrina e na música medieval/renascentista.

  • Ausência de conflito dramático: Hovhaness evita dissonâncias fortes e desenvolvimentos sinfónicos no estilo beethoveniano.

  • Carácter místico e intemporal, muitas vezes associado a paisagens naturais ou experiências espirituais.

  • Orquestração clara e equilibrada, privilegiando cordas e madeiras, com uso muito controlado dos metais.

Contexto estilístico

A 3.ª Sinfonia surge num período em que Hovhaness começa a consolidar o seu estilo pessoal, afastando-se das vanguardas pós-guerra e da tradição sinfónica europeia dramática. Em vez disso, procura uma voz profundamente interior, universal e espiritual, o que fez com que fosse muitas vezes visto como um compositor “à margem” das correntes dominantes.

Em suma, a Sinfonia n.º 3 é uma obra lírica, contemplativa e quase “atemporal”. Não busca o virtuosismo orquestral nem a inovação técnica, mas cria um espaço sonoro de calma e transcendência — um exemplo claro de como Hovhaness conseguiu forjar uma linguagem única no século XX.

     

terça-feira, 13 de outubro de 2020

13 de Outubro..

Em 1968 Allan Pettersson estreia em Estocolmo a sua Sinfonia nº7 . Este compositor é hoje considerado um dos compositores mais importantes da Suécia do século 20.

Brahms-Piano trio Nº1 em dó maior op.8

o Piano Trio n.º 1 em Dó maior, Op. 8 de Johannes Brahms é uma das obras de câmara mais fascinantes do século XIX, não só pela sua riqueza musical, mas também pela sua história única: é uma das raras peças que o próprio Brahms revisou profundamente décadas depois de a ter escrito.

Aqui vai uma análise geral 

Contexto histórico

  • Composição original: 1853–1854, Em 1855 a 13 de Outubro estreou em Dantzig  a 1ªversão, quando Brahms tinha cerca de 20 anos.

  • Revisão: 1889, já no fim da carreira, quando era um compositor maduro.

  • Apesar de manter o mesmo número de opus, a versão revisada é quase uma nova obra — Brahms reescreveu vastas secções, condensou ideias e refinou a forma, mas manteve a exuberância lírica da juventude.

Instrumentação

  • Piano

  • Violino

  • Violoncelo

É uma formação clássica de trio, mas Brahms explora aqui uma densidade orquestral: o piano tem papel sinfónico e os instrumentos de cordas dialogam intensamente, não sendo meros acompanhantes.

Estrutura dos movimentos

  1. Allegro (Sonata-allegro)

    • Abertura expansiva e lírica, com um tema inicial belíssimo apresentado pelo violoncelo.

    • Alterna momentos de ternura com passagens de grande energia rítmica.

    • A revisão de 1889 trouxe maior coesão formal e clareza contrapontística.

  2. Scherzo – Allegro molto / Trio

    • Ritmicamente incisivo, quase tempestuoso, lembrando o estilo de Schumann.

    • O Trio central contrasta com uma melodia serena e lírica antes de o Scherzo voltar com vigor.

  3. Adagio

    • Movimento profundamente contemplativo e íntimo, com atmosfera quase religiosa.

    • Os diálogos entre violino e violoncelo são de grande beleza melódica, enquanto o piano sustenta uma textura harmónica densa e expressiva.

  4. Finale – Allegro

    • Inicia com um caráter misterioso e tenso, para depois ganhar energia.

    • Combina passagens líricas e dramáticas com um uso magistral do desenvolvimento temático.

    • Termina com brilho, reafirmando a tonalidade de dó maior.

Importância artística

  • A versão revisada equilibra juventude e maturidade: mantém a inspiração melódica do jovem Brahms, mas com a solidez formal e contrapontística do mestre tardio.

  • É considerada uma das mais perfeitas obras de música de câmara do repertório romântico.

  • Clara influência de Beethoven e Schumann, mas já com a voz plenamente brahmsiana — rica, profunda, e arquitetonicamente sólida.

 

domingo, 11 de outubro de 2020

Bloch-Piano Quintet Nº.1

EM 1923 a 11 de Novembro, Ernest Bloch estreia em Nova Iorque o seu Piano Quintet nº 1 com Harold Bauercomo pianista

.O Quinteto para Piano n.º 1 de Ernest Bloch (composto em 1921–23) é uma das obras de câmara mais intensas e emocionalmente carregadas do início do século XX. 

Características gerais

  • Formação: piano + quarteto de cordas.

  • Duração: cerca de 30 minutos.

  • Estilo: expressionista, denso, com fortes tensões harmónicas e uma energia quase “orquestral”.

Atmosfera e linguagem

Bloch estava num período particularmente dramático e exploratório, e isso transparece:

  • Texturas densas, às vezes quase violentas.

  • Contrastes abruptos entre fúria e lirismo.

  • Influências modais e um certo “primitivismo” que muitos associam à espiritualidade judaica típica de Bloch, mas aqui de forma mais crua e visceral.

Estrutura dos movimentos

  1. Agitato – um movimento turbulento, com ritmos incisivos e ambiente tenso.

  2. Andante mistico – um dos trechos mais belos, misterioso, quase ritualístico.

  3. Allegro energico – vigoroso, com grande impacto rítmico e final arrebatador.

Como experiência

É uma obra que exige atenção: densa, emocionalmente complexa, com um piano altamente percussivo que desafia e domina o discurso. Para quem gosta de música de câmara com força dramática, é uma peça inesquecível.   

sábado, 10 de outubro de 2020

Beethoven-Violino sonata nº10 em sol op.96

A Sonata para Violino nº 10 de Ludwig van Beethoven em Sol maior , seu Opus 96, foi escrita em 1812 , publicada em 1816 e dedicada ao arquiduque Rudolph Johannes Joseph Rainier da Áustria , aluno de Beethoven , que fez sua primeira apresentação, junto com o violinista Pierre Rode .

A sonata tem quatro movimentos:
  1. Allegro moderato

    • Atmosfera tranquila e lírica, bem diferente da urgência típica das obras anteriores

    • Piano e violino dialogam de forma elegante, quase conversando

  2. Adagio espressivo

    • Movimento introspectivo, delicado e profundo

    • Harmonia simples, mas emocionalmente muito rica

  3. Scherzo: Allegro

    • Movimento leve, com ritmo saltarino e vivaz

    • Beethoven aqui brinca com o contraste entre os instrumentos

  4. Tempo di Menuetto

    • Final elegante, quase dançante, cheio de sutilezas

      • A sonata é serena e introspectiva, mostrando um Beethoven maduro e contido

      • A relação entre violino e piano é simétrica, diferente de algumas sonatas onde o piano “acompanha” o violino

      • É uma das sonatas de Beethoven mais “conversacionais” e íntimas, quase como se os instrumentos tivessem uma conversa de amigos

 

sexta-feira, 9 de outubro de 2020

9 de Outubro

Charles-Camille Saint-Saëns nasceu em Paris a 9 de outubro de 1835 e faleceu em Argel a 16 de dezembro de 1921 foi um compositor, organista, maestro e pianista francês da Era Romântica. 

Seus trabalhos mais conhecidos incluem Introdução e Rondo Caprichoso (1863), seu Segundo Concerto para Piano (1868), seu Primeiro Concerto para Violoncelo (1872), Dança Macabra (1874), a ópera Sansão e Dalila (1877), o Terceiro Concerto para Violino (1880), sua Terceira Sinfonia (1886) e O Carnaval dos Animais (1886).

Aqui o seu Cello concerto nº1 por Camille Thomas
eem bis  : Les Larmes de Jacqueline - Offenbach

quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Chopin-Balada nº1 em sol menor op.23

Shura Cherkassky nasceu a  7 de outubro de 1909 - e faleceu em 27 de dezembro de 1995) foi um pianista clássico ucraniano-americano  conhecido por suas interpretações do repertório romântico . 

Sua execução foi caracterizada por uma técnica virtuosa 

Durante grande parte de sua vida, Cherkassky residiu em Londres. 


Aqui toca de Chopin a Balada nº1 em sol menor op.23

Balada No. 1, em Sol menor, Opus 23 é a primeira das quatro baladas compostas pelo compositor polaca Frédéric Chopin para piano solo. 

Foi composta entre 1835 e 1836. durante os primeiros dias do compositor em Paris, e foi dedicada ao Monsieur le Baron de Stockhausen (Senhor Barão de Stockhausen), embaixador de Hanover na França

A obra não segue uma forma clássica rígida (como sonata ou rondó), mas tem uma construção narrativa muito clara — como se contasse uma história musical:

  1. Introdução lenta (Lento) – Uma abertura em sol menor, de caráter grave e contemplativo, com acordes em estilo quase coral. Cria uma sensação de expectativa, como se um narrador abrisse um conto sombrio.

  2. Tema principal (Moderato) – Surge com uma melodia delicada e fluida, quase inocente, mas já com uma nostalgia profunda. Esse tema cresce e se desenvolve ao longo da peça com variações e intensificações.

  3. Tema secundário (Meno mosso) – Aparece mais lírico e cantabile, contrastando com o primeiro. É um momento de beleza mais tranquila, quase sonhadora.

  4. Desenvolvimento – Chopin alterna e transforma os dois temas, intensificando a tensão com passagens virtuosísticas, mudanças harmônicas ousadas e um crescendo emocional contínuo.

  5. Coda (Presto con fuoco) – É uma explosão de energia: uma corrida vertiginosa, dramática e heroica, onde o tema principal é reinterpretado com fúria. Termina de forma abrupta e intensa, com acordes fortíssimos em sol menor.Características musicais

  • Virtuosismo técnico: exige grande domínio pianístico — arpejos extensos, saltos, escalas rápidas e controle expressivo delicadíssimo.

  • Profundidade emocional: alterna entre introspecção, lirismo e tempestade.

  • Narrativa aberta: muitos pianistas e ouvintes sentem que a peça conta uma “história sem palavras”, com clímax e desfecho trágico ou grandioso.

Curiosidades

  • Foi a peça escolhida por Roman Polanski para uma das cenas mais intensas do filme The Pianist (2002).

  • Liszt ficou impressionado com esta balada e chegou a tocá-la em concertos, mesmo sendo escrita para o estilo único de Chopin.

  • É frequentemente considerada a mais popular e emocionalmente arrebatadora das quatro baladas.