sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

Bach-Magnificat

Em 1723,a 25 de Dezembro,  estreia Bach em Leipzig, o seu famoso Magnificat. O Magnificat em ré maior, BWV 243, é uma das principais obras vocais de Johann Sebastian Bach. 

Foi composta para orquestra, um coro de cinco partes e quatro ou cinco solistas. 

 O que sempre me impressiona é essa mistura quase impossível: alegria exuberante e reverência profunda. Logo no “Magnificat anima mea Dominum”, Bach não deixa a alma apenas louvar — ele faz a alma dançar. É júbilo que sobe em espirais, mas com uma ordem interna rigorosa, como se a fé tivesse coluna vertebral.

Depois, há os contrastes:

  • o “Et misericordia” mais contido, quase íntimo,

  • o “Fecit potentiam” impetuoso, musculado,

  • e aquele “Esurientes implevit bonis” tão humano, tão terno — parece olhar diretamente para os vazios do mundo.

Bach faz algo muito teu, aliás: o sagrado não é distante. É corpo, respiração, pulsação. Há sombra e luz, noite e claridade — mas sempre no presente, nunca numa saudade abstrata. O louvor acontece agora, no som que vibra.


Seu texto consiste do 
cântico de Maria, mãe de Jesus, tal como descrito pelo evangelista Lucas 1. 
Magnificat 0:10 2. 
Et exsultavit 3:23 3. 
Quia respexit 5:52 4. 
Omnes generationes 8:39 5. 
Quia fecit 10:13 6. 
Et misericordia 12:16 7. 
Fecit potentiam 16:08 8. 
Deposuit potentes 18:10 9. 
Esuriendes implevit 20:37 10. 
Suscepit Israel 23:29 11. 
Sicut locutus 25:39 12. 
Gloria 27:07

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