Primeiro andamento: começa com uma chamada quase ritual dos metais. Parece que a sinfonia não “arranca” — ela se ergue, bloco a bloco. Há silêncios longos, tensões que não se resolvem logo. Bruckner pede paciência, mas recompensa.
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Adagio: aqui está o coração. Não é sentimental; é contemplativo. Há uma espécie de fé cansada, mas firme. Música que não consola — acompanha.
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Scherzo: rústico, quase camponês. Dá para imaginar passos pesados na terra, contrastando com um trio mais lírico, como se o mundo respirasse por um instante.
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Finale: talvez o mais problemático… e por isso mesmo fascinante. Há luta, fragmentação, tentativas de afirmação. Não é triunfo fácil; é uma vitória que custa.
👉 existem várias versões da Terceira (1873, 1877, 1889), porque Bruckner foi muito pressionado a cortar e “simplificar”.
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A versão original é mais ousada, mais wagneriana, mas também mais caótica.
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As versões tardias são mais enxutas, porém alguns sentem que perdem aquele ímpeto quase místico inicial.
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