op.nº25.
A Sinfonia nº 1 , é quase uma brincadeira com Haydn e Mozart. Ele compôs no estilo clássico, mas com aquele toque esperto, ácido e moderno dele. Meio “— olha como eu também sei fazer isso, mas do meu jeito”.
Alguns pontos gostosos de notar:
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É curtinha e leve, só uns 15 minutinhos.
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Quatro movimentos, modelo clássico.
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Orquestra pequena, timbre transparente.
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Cheia de ironia: melodias doces que viram cantadas tortas, harmonias que escorregam.
O primeiro movimento é puro sol — tema saltitante, energia juvenil.
O segundo é uma graça: quase dançante, com aquele jeito perolado das cordas.
O terceiro, o gavotte, é onde Prokofiev coloca o sorriso travesso.
E o final dispara como foguete — rápido, virtuoso, quase caricatura.
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