Aqui vão alguns pontos essenciais sobre ela:
1. Estrutura incomum
Uma das coisas mais marcantes desta sonata é que não começa com um movimento rápido, como era tradição. Beethoven abre com um tema com variações, algo que já quebra expectativas formais.
Ordem dos movimentos:
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Andante con variazioni
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Scherzo: Allegro molto
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Marcia funebre sulla morte d’un eroe
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Allegro
2. O primeiro andamento — puro lirismo
O tema com variações é delicado, quase íntimo, e dá ao intérprete espaço para explorar nuances. Não é virtuosístico: é uma meditação. Beethoven trabalha texturas, articulações e pequenos gestos expressivos. É mais poesia do que bravura.
3. O scherzo — leveza com malícia
O segundo movimento traz contraste imediato: uma peça rápida, divertida, rítmica, com aquele toque beethoveniano de surpresa e humor. É o motor que desperta o ouvinte após o recolhimento inicial.
4. A marcha fúnebre — o coração da sonata
O terceiro movimento é, provavelmente, o elemento mais conhecido da obra. “Marcia funebre sulla morte d’un eroe” é sombria, solene e profundamente marcada por um pulso quase cerimonial.
Ela impressionou tanto Beethoven que, anos depois, usou uma marcha fúnebre com espírito semelhante na Sinfonia nº 3 – Eroica.
5. O final — alegria quase intempestiva
Depois da marcha fúnebre, Beethoven termina com um movimento rápido, leve, quase impaciente. O contraste é intencional: uma espécie de libertação emocional após o peso do andamento anterior.
6. Uma obra de transição
A Op. 26 mostra Beethoven entre o classicismo e a afirmação da sua própria voz heroica.
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