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É, na verdade, a segunda sinfonia que Schumann escreveu.
Embora numerada como nº 4, a primeira versão data de 1841, logo após a Primeira Sinfonia. Só mais tarde, em 1851, Schumann a revisou profundamente — e é essa versão revisada que se tornou a Sinfonia nº 4. -
Forma cíclica — os movimentos ligados.
Schumann realiza aqui um dos exemplos mais perfeitos de forma cíclica do romantismo:-
Os quatro movimentos tocam-se sem interrupção,
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E temas reaparecem transformados, criando uma sensação orgânica de unidade.
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Orquestração mais densa, mais “sombrio-romântica”.
Comparada com a versão de 1841 (mais leve e transparente), a versão final tem:-
Texturas mais densas,
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Menos brilho na orquestração,
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Um caráter mais dramático, intenso e coeso — quase uma grande narrativa emocional contínua.
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🎵 Movimentos (tocados sem pausa)
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Ziemlich langsam – Lebhaft
Introdução lenta, misteriosa → explosão no Allegro cheio de energia rítmica. -
Romanze: Ziemlich langsam
Lírica, delicada, íntima — um tipo de “câmara dentro da sinfonia”. -
Scherzo: Lebhaft
Pulsante, quase inquieto, com um trio de grande suavidade. -
Finale: Lebhaft
Surge já desde o final do Scherzo, desenvolve-se com clima triunfal; os temas retornam transformados, criando o ciclo completo.
Interpretação e recepção
Clara Schumann defendia ferozmente a versão revisada de 1851 (a oficial).
Brahms, por outro lado, preferia a versão original de 1841 e chegou a publicá-la após a morte de Clara — reacendendo a discussão entre músicos e musicólogos até hoje.
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