São dedicados a seu amigo Theodor Billroth. Ele publicou apenas um outro quarteto de cordas, nº 3 em si bemol maior, em 1876.
Brahms demorou a escrever seus dois primeiros quartetos de cordas.
Uma carta de Joseph Joachim indica que um quarteto em dó menor estava em andamento em 1865, mas pode não ter sido o mesmo trabalho que se tornaria o Op. 51 Nº 1 em 1873.
Quatro anos antes da publicação, porém, em 1869, sabemos com certeza que os dois quartetos estavam completos o suficiente para serem tocados. Mas o compositor permaneceu insatisfeito.
Os anos se passaram.
Novos treinos ocorreram então em Munique, provavelmente em junho de 1873, e Brahms se aventurou ao sul da cidade, até a pequena cidade à beira do lago de Tutzing, para uma pausa de verão. Lá, com o Würmsee (como era então chamado o Lago Starnberg) e os Pré-alpes da Baviera como pano de fundo, ele deu os últimos retoques nos dois quartetos.
Ele tinha 40 anos na época da publicação. Brahms considerava o quarteto de cordas um género particularmente importante. Ele supostamente destruiu cerca de vinte quartetos de cordas antes de permitir os dois Op. 51 quartetos serem publicados.
Explicando seu progresso a um editor em 1869, Brahms escreveu que, como Mozart havia tido "problemas particulares" com os seis "belos" Quartetos de Haydn, ele pretendia fazer o "melhor para produzir um ou dois razoavelmente decentes".
Segundo seu amigo Max Kalbeck, Brahms insistiu em ouvir uma apresentação secreta da Op. 51 quartetos antes de serem publicados, após os quais ele os revisou substancialmente.
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