sexta-feira, 1 de dezembro de 2023

Prokofiev-Violino Concerto No. 2 em si maior op.63,

Em 1935 a 1 de dezembro ,Serge Prokofiev estreia o seu Violino Concerto No. 2 em si maior op.63. Ainterpretação coube a Madrid Symphony Orquestra conduzida por Enrique Fernández Arbós e o violinista francês Robert Soëtens como solista

é uma das obras mais líricas e acessíveis do compositor, apesar de manter seu caráter moderno e incisivo.

1. Contexto

Foi composto numa fase de transição de Prokofiev, quando ele se movia entre o Ocidente e seu retorno à União Soviética. É menos irónico e mais melódico do que outras peças do compositor — uma escrita mais “direta”, quase neoclássica.

2. Estrutura

I. Allegro moderato
– Abertura com o violino sozinho, um gesto simples, cantabile, que se expande para harmonias mais angulosas típicas de Prokofiev.
– Alterna lirismo e tensão rítmica, com orquestração relativamente transparente.

II. Andante assai
– Talvez o movimento mais famoso: um lirismo amplo, quase cinematográfico.
– A melodia do violino é calma, mas com um fundo de inquietação harmônica.
– Prokofiev cria atmosferas “flutuantes”, sustentadas por pizzicatos suaves e timbres delicados.

III. Allegro, ben marcato
– Rítmico, dançante, quase grotesco.
– O famoso uso do castanholas dá um colorido espanhol (Prokofiev estava em Madrid na estreia).
– Termina de forma seca, incisiva, quase abrupta.

3. Caráter da obra

É um concerto de contrastes:
melodias que parecem simples, mas nunca “ingênuas”;
ritmos marcados, típicos do estilo modernista russo;
– e uma orquestração enxuta, que deixa o solista sempre em evidência.

4. Por que é tão amado?

Porque concilia:

  • virtuosismo sem exibicionismo vazio,

  • emoção clara sem sentimentalismo,

  • modernidade sem ruptura extrema.

 

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