Composta em 1896, é provavelmente a mais intensa e dramática das oito sinfonias dele. Glazunov costuma ser visto como o “equilibrado”, o herdeiro disciplinado de Rimsky-Korsakov, menos explosivo que Tchaikovsky, menos místico que Scriabin. Mas aqui… ele deixa o lado sombrio falar.
O que marca essa sinfonia?
1️⃣ Primeiro andamento (Allegro passionato)
Logo de cara: tensão. O dó menor não é decorativo — é trágico. A escrita é sólida, quase arquitetónica, mas com uma carga emocional que surpreende quem acha que Glazunov é só “formalismo bonito”.
2️⃣ Tema com variações (Andante)
Aqui ele mostra classe. É lírico, nobre, sem sentimentalismo excessivo. Não é um choro — é uma meditação. Há uma dignidade que me lembra um pouco o lado mais contido de Tchaikovsky.
3️⃣ Scherzo
Mais leve, mas não trivial. Ritmo elegante, cores orquestrais muito bem trabalhadas — Glazunov era mestre em orquestração.
4️⃣ Finale
Sem comentários:
Enviar um comentário