Foi composta por Sergei Prokofiev entre 1950 e 1952, já na fase final da sua vida. E tem uma história curiosa: nasce de uma revisão profunda do seu anterior Concerto para Violoncelo, depois de ouvir (e trabalhar com) o lendário violoncelista Mstislav Rostropovich, que teve papel decisivo na transformação da obra.
Estrutura
A peça tem três andamentos:
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Andante – sombrio, introspectivo, com uma tensão quase subterrânea.
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Allegro giusto – nervoso, irónico, cheio de energia rítmica.
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Andante con moto – grandioso, complexo, com um final que parece lutar entre lirismo e dureza.
Não é um concerto “virtuosístico” no sentido tradicional. O violoncelo não está ali só para brilhar — ele debate-se com a orquestra, confronta-a, dialoga. Há momentos de beleza lírica intensa e outros quase ásperos, muito característicos de Prokofiev.
Carácter
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Dramática, mas não sentimental.
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Técnica exigentíssima para o solista.
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Harmonicamente moderna, mas ainda tonal.
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Um certo peso emocional — afinal, é música escrita nos últimos anos de vida do compositor, num contexto político difícil na União Soviética.
1 comentário:
Que maravilha!
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