- Em 1916 a 16 de Janeiro Sergei Prokofiev estreia a Scythian Suite op.20
Alguns pontos que a tornam tão especial:
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Violência rítmica: marteladas orquestrais, acentos deslocados, uma energia quase primitiva. Dá para sentir o chão a tremer.
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Harmonia agressiva: dissonâncias cruas, sem pedir desculpa. Não é “feia” — é intencionalmente áspera.
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Orquestra monstruosa: metais em fúria, percussão tribal, cordas em tensão constante. Prokofiev explora o limite físico do som.
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Atmosfera pagã: escrita a partir de um bailado sobre rituais citas — sacrifícios, deuses solares, forças arcaicas. Tudo muito pré-cristão, quase mítico.
“A Adoração de Veles e Ala” já chega a esmagar.
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“A Procissão do Sol” é hipnótica e ameaçadora.
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“O Ídolo de Lolli e o Cortejo dos Sete Ídolos” fecha com uma fúria quase apocalíptica.
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