Os movimentos são tipo episódios de um dia ao ar livre:
Despertar de sentimentos alegres ao chegar ao campo – aquele alívio, respiração aberta.
Cena à beira do riacho – cordas ondulantes, pássaros imitados na madeira no final.
Alegre reunião de camponeses – dança rústica, simples.
Tempestade – trovões nos tímpanos, trocadilhos sinfônicos com raios.
Canto de agradecimento após a tempestade – ar pastoral retorna, agora mais sereno.
Ela tende a ser vista como um hino à simplicidade, à grandeza do mundo natural, numa época em que música já vibrava dramas humanos internos. Beethoven aqui parece dizer: “respira, olha à tua volta”.
Tem uma humanidade linda: ao mesmo tempo em que é "pintura sonora", não é só descrição; tem uma narrativa emocional.
E, curiosamente, Beethoven não a compôs para contar uma história específica da natureza, mas para expressar sensações dela — ele escreveu isso nas notas.
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