A Nona Sinfonia de Mahler, composta entre 1908 e 1909, é uma das obras mais profundas e emocionantes do repertório sinfônico. Muitos a interpretam como uma despedida, pois foi a última sinfonia completa que Mahler escreveu antes de sua morte em 1911.
Um desempenho típico leva cerca de 75 a 90 minutos. Uma pesquisa com maestros elegeu a Sinfonia nº 9 de Mahler como a quarta maior sinfonia de todos os tempos numa votação conduzida pela BBC Music Magazine em 2016.
Estrutura e Significado
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Andante comodo – O primeiro movimento tem uma melancolia que alterna entre doçura e desespero. A pulsação irregular inicial lembra uma arritmia cardíaca, possivelmente relacionada à condição de Mahler, que sabia ter problemas no coração.
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Im Tempo eines gemächlichen Ländlers – Um segundo movimento que brinca com um Ländler (dança folclórica austríaca), mas com distorções grotescas, dando um tom sarcástico e desconfortável.
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Rondo-Burleske – Um terceiro movimento frenético, cheio de ironia e sarcasmo, quase uma zombaria da própria arte.
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Adagio – O último movimento é uma despedida lenta e sublime, onde os sons parecem se dissolver no silêncio. É um dos finais mais emocionantes da música clássica.
Por que é tão marcante?
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O Adagio final é frequentemente visto como Mahler aceitando a morte.
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A obra não termina com um grande clímax, mas sim com um apagamento gradual, quase como se a música desaparecesse no nada.
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Foi admirada por compositores como Alban Berg, que disse que a sinfonia "expressa um amor imenso pela Terra, pelo destino, pela vida".
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