terça-feira, 1 de abril de 2025

Mahler-Sinfonia nº09 em ré maior

A Nona Sinfonia de Mahler, composta entre 1908 e 1909, é uma das obras mais profundas e emocionantes do repertório sinfônico. Muitos a interpretam como uma despedida, pois foi a última sinfonia completa que Mahler escreveu antes de sua morte em 1911.

Um desempenho típico leva cerca de 75 a 90 minutos. Uma pesquisa com maestros elegeu a Sinfonia nº 9 de Mahler como a quarta maior sinfonia de todos os tempos numa votação conduzida pela BBC Music Magazine em 2016. 


Como no caso de seu anterior Das Lied von der Erde, Mahler não viveu para ver sua Sinfonia nº 9 ser executada. 

  
A pontuação foi concluída em 1º de abril de 1910

Estrutura e Significado

  1. Andante comodo – O primeiro movimento tem uma melancolia que alterna entre doçura e desespero. A pulsação irregular inicial lembra uma arritmia cardíaca, possivelmente relacionada à condição de Mahler, que sabia ter problemas no coração.

  2. Im Tempo eines gemächlichen Ländlers – Um segundo movimento que brinca com um Ländler (dança folclórica austríaca), mas com distorções grotescas, dando um tom sarcástico e desconfortável.

  3. Rondo-Burleske – Um terceiro movimento frenético, cheio de ironia e sarcasmo, quase uma zombaria da própria arte.

  4. Adagio – O último movimento é uma despedida lenta e sublime, onde os sons parecem se dissolver no silêncio. É um dos finais mais emocionantes da música clássica.

Por que é tão marcante?

  • O Adagio final é frequentemente visto como Mahler aceitando a morte.

  • A obra não termina com um grande clímax, mas sim com um apagamento gradual, quase como se a música desaparecesse no nada.

  • Foi admirada por compositores como Alban Berg, que disse que a sinfonia "expressa um amor imenso pela Terra, pelo destino, pela vida".

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