quarta-feira, 31 de março de 2021
31 de Março
terça-feira, 30 de março de 2021
Pietro Locatelli-Violino concerto nº8
Em 1695 a 30 de Marco, nasce em Bergamo na Italia Pietro Locatelli que viria a morrer em Amesterdão em 30 de Março de 1764 Aqui a interpretação do seu Concerto nº8 é de Keshav Prabhu-Schlosser
O Concerto para Violino nº 8 de Pietro Locatelli faz parte da sua coleção L'Arte del Violino, Op. 3, publicada em 1733. Locatelli, um violinista virtuoso e compositor do período barroco, era conhecido por suas composições altamente ornamentadas e tecnicamente desafiadoras.
Este concerto segue a estrutura típica do Barroco, com três movimentos (rápido-lento-rápido), e contém um dos famosos capricci de Locatelli, que são passagens solo extremamente difíceis, precursoras do virtuosismo de Paganini.
O Concerto nº 8 é menos famoso que o Concerto nº 11, mas ainda assim mostra a ousadia técnica e a expressividade do compositor.
sexta-feira, 26 de março de 2021
,Lutoslawski-Musica fúnebre em memória de Bela Bartok
Lutosławski começou a compor a Musique funèbre no final de 1954 e a completou em 1958.
A peça é composta por uma pequena orquestra de cordas de quatro violinos, duas violas, dois violoncelos e dois baixos.
Sua primeira apresentação ocorreu em 26 de março de 1958 em Katowice pela National Polish Radio Orchestra sob a direção de Jan Krenz, que encomendou a peça para homenagear sua dedicada, Béla Bartók ( Harley 1998-2003 ).
Ele recebeu um desempenho notável no final daquele ano no Festival de Outono de Varsóvia ( Thomas 2005 , 90). Em 1959, ganhou o Prêmio da União de Compositores Poloneses, bem como o primeiro prêmio do Conselho Internacional de Compositores da UNESCO.
A peça tem uma estrutura clara e rigorosa, dividida em quatro seções interligadas: Prolog, Metamorfoses, Apogeu e Epilog. Ela explora um tecido contrapontístico denso, reminiscente do estilo tardio de Bartók, especialmente do seu Música para Cordas, Percussão e Celesta. O uso de um cânone rigoroso e de transformações temáticas progressivas dá à obra um caráter inevitável e fatalista, evocando a sensação de um lamento contido, mas profundamente emocional.
O que impressiona é como Lutosławski usa uma escrita quase atonal, mas com grande sensibilidade expressiva, criando um ambiente de tensão e melancolia. A orquestração apenas com cordas contribui para um som denso e introspectivo, tornando-se um verdadeiro requiem instrumental para Bartók.
26 de Março
quinta-feira, 25 de março de 2021
quarta-feira, 24 de março de 2021
Joseph Joachim-Violino Concerto nº2 em ré menor "In the Hungarian style" op.11
terça-feira, 23 de março de 2021
23 de Março
segunda-feira, 22 de março de 2021
Alberto Ginastera- Piano Concerto No. 2 op.39
Voltou aos Estados Unidos em 1968 e em 1970 viveu na Europa. Morreu em Genebra com 67 anos de idade.
O Piano Concerto No. 2 de Alberto Ginastera é uma obra explosiva, repleta de ritmos incisivos, sonoridades percussivas e uma exploração profunda das possibilidades do piano. Composto em 1972 para a pianista Hilde Somer, essa peça segue a tradição modernista e nacionalista de Ginastera, mas também reflete influências do serialismo e do avant-garde da época.
Aqui estão alguns destaques dos movimentos:
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Allegro rustico – Um movimento cheio de energia e ataques rítmicos que lembram as danças folclóricas argentinas, mas de forma distorcida e modernizada.
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Scherzo allucinante – Um movimento frenético, quase espectral, onde o piano se mistura a sonoridades inquietantes da orquestra, criando uma sensação de alucinação (como o título sugere).
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Adagissimo – O centro emocional do concerto, com atmosferas sombrias e misteriosas, revelando o lado mais introspectivo de Ginastera.
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Toccata concertata – Um final virtuosístico e eletrizante, no qual o piano se lança em passagens rápidas e poderosas, desafiando tanto o solista quanto a orquestra.
sexta-feira, 19 de março de 2021
Haydn-A criação
A Criação ( alemão : Die Schöpfung ) é um oratório escrito entre 1797 e 1798 por Joseph Haydn ( Hob. XXI: 2), e considerado por muitos como uma de suas obras-primas.
O oratório descreve e celebra a criação do mundo conforme descrito no livro do Gênesis . O libreto foi escrito por Gottfried van Swieten .
A obra está estruturada em três partes e pontuada para solistas de soprano , tenor e contrabaixo , coro e orquestra sinfônica.
Nas partes I e II, que retratam a criação, os solistas representam os arcanjos Rafael (baixo), Uriel ( tenor ) e Gabriel ( soprano ).
Na parte III, o baixo e o soprano representam Adão e Eva .
A primeira apresentação pública foi realizada em Viena, no antigo Burgtheater, em 19 de março de 1799. O oratório foi publicado com o texto em alemão e inglês em 1800
quarta-feira, 17 de março de 2021
Glazunov-Sinfonia Nº. 1 em mi maior Op. 5 "Sinfonia eslava
Por sua vez, Glazunov teve como preceptor o grande Rimsky-Korsakov, que lhe deu um sólida formação
A sinfonia é estruturada em quatro movimentos:
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Allegro – Começa com uma introdução sombria e dramática, seguida por temas energéticos e melódicos, revelando um claro domínio da orquestração e da forma sinfônica. Há uma tensão emocional notável no movimento, o que é característico do romantismo russo.
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Andante – Um movimento mais lírico e tranquilo, com belas melodias que exploram a profundidade emocional, equilibrando o drama do primeiro movimento com uma suavidade mais introspectiva.
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Scherzo: Vivace – Este movimento é leve e brincalhão, com ritmo rápido e momentos de brilho orquestral. Apresenta uma grande energia e uma sensação de movimento constante.
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Finale: Allegro – O movimento final é grandioso e termina de forma vigorosa, fechando a obra com uma sensação de triunfo.
Em termos de estilo, a Sinfonia nº 1 é uma mistura de influências russas e europeias, com um uso sofisticado da orquestração, que já se tornaria uma das marcas de Glazunov ao longo de sua carreira. Sua habilidade em criar passagens orquestrais ricas e sua compreensão da forma sinfônica são evidentes, fazendo com que a obra seja admirada até hoje.
Chopin-Piano Concerto nº1 en fá menor op.1
terça-feira, 16 de março de 2021
16 de Março
sexta-feira, 12 de março de 2021
12 de Março
quinta-feira, 11 de março de 2021
Tchaikovsky-Sinfonia Manfred em si menor op.58
Haydn-Sinfonia nº092 em sol maior "Oxford
A Sinfonia nº 92 de Haydn, também conhecida como "Oxford", é uma das sinfonias mais notáveis de Joseph Haydn. Composta em 1789, ela recebeu o nome de "Oxford" devido à sua performance em 1791 na Universidade de Oxford, onde Haydn foi condecorado com um doutoramento honorário em música. Essa sinfonia é considerada uma das suas mais grandiosas e refinadas, refletindo o estilo maduro do compositor.
A obra tem uma estrutura de quatro movimentos:
- Adagio - Allegro
- Andante
- Menuetto: Grazioso
- Finale: Allegro molto
O primeiro movimento, "Adagio - Allegro", inicia-se com uma introdução lenta e impressionante, seguida de um alegre e animado tema principal. O segundo movimento, "Andante", é uma melodia suave e lírica, típica do estilo mais calmo e introspectivo de Haydn. O terceiro movimento, o "Menuetto: Grazioso", tem uma característica de dança elegante e refinada, enquanto o quarto movimento, "Allegro molto", é energético e vibrante, encerrando a obra com grande exuberância.
A sinfonia é frequentemente admirada pela sua inovação na forma e harmonia, mas também pela sua expressividade. A habilidade de Haydn em criar contrastes de intensidade e em integrar diferentes seções da orquestra é evidenciada ao longo de toda a peça.
Essa sinfonia se destaca pela sua energia vibrante, mas também pela profundidade emocional que Haydn consegue imprimir em suas melodias e no desenvolvimento de suas ideias musicais. É um excelente exemplo do equilíbrio entre virtuosismo técnico e sensibilidade musical pelo qual Haydn se tornou famoso.
quarta-feira, 10 de março de 2021
10 de Março
23 de Junho
terça-feira, 9 de março de 2021
Tchaikovsky-Francesca de Rimini op.32
segunda-feira, 8 de março de 2021
Brahms-Scherzo para piano em mi bemol menor Op. 4
Em 1867 a 7 de Março Johannes Brahms estreou em Viena o seu Scherzo para piano em mi bemol menor Op. 4. Aqui a interpretação é de Peter Rösel Esta composição foi terminad em 1851, quando Brahms tinha apenas 18 anos
O Scherzo em mi bemol menor, Op. 4 de Johannes Brahms é uma obra fascinante e rica, que reflete algumas das qualidades essenciais da sua música, embora seja uma peça da juventude do compositor. Escrito em 1851, quando Brahms tinha apenas 18 anos, esta composição é bastante expressiva e já mostra o talento e a profundidade musical que ele desenvolveria em sua carreira posterior.
A peça é tecnicamente exigente e possui uma atmosfera cheia de contrastes emocionais. O Scherzo é frequentemente descrito como um dos primeiros exemplos da habilidade de Brahms para combinar vigor e complexidade técnica com uma escrita melódica refinada. Tem uma textura densa e, ao mesmo tempo, um ritmo vivaz, característica que seria um marco no estilo do compositor ao longo de sua carreira.
Por ser uma obra juvenil, ela ainda carrega algumas influências de compositores como Beethoven e Schumann, mas já podemos perceber a força e a individualidade do estilo de Brahms, com seu uso inovador da harmonia e da forma. Ao mesmo tempo, ela é mais experimental em relação a outras obras do início da sua carreira, como se Brahms estivesse buscando sua própria voz no meio de suas influências.
A tonalidade de mi bemol menor transmite uma certa melancolia e tensão, algo que o próprio Brahms exploraria mais tarde em suas obras. No entanto, a obra também apresenta momentos de virtuosismo, especialmente no que diz respeito ao uso de acordes poderosos e rápidas passagens no piano.
Em resumo, o Scherzo em mi bemol menor, Op. 4 é uma peça impressionante para o piano, que reflete tanto o jovem gênio de Brahms quanto a busca por um estilo único. É uma peça de grande valor para os intérpretes e para os admiradores da música de Brahms, pois oferece uma janela interessante para o início de sua jornada musical.
8 de Março
sábado, 6 de março de 2021
6 de Março
Beethoven-String Quartet nº 12 em mi bemol maior Op. 127
Em 1825 a 6 de Março , Beethoven estreia em Viena o seu Quarteto de cordas em mi bemol maior, Op 127, interpretado pelo Schuppanzigh Quartet
O Quarteto de Cordas em Mi Bemol Maior, Op. 127, de Beethoven, é uma das obras-primas do compositor e também um dos quartetos mais significativos dentro do ciclo final de suas obras para quarteto de cordas. Composta em 1825, essa obra é o primeiro dos quartetos que pertencem à sua última fase (Op. 127, Op. 132, Op. 130, Op. 131, e Op. 135), que são caracterizados por uma maior complexidade estrutural, harmônica e emocional.
Características e Contexto
Estrutura: O quarteto é composto por quatro movimentos:
- I. Allegretto – Um movimento bastante lírico e introspectivo, com uma melodia suave e com variações rítmicas.
- II. Adagio ma non troppo e molto cantabile – Este movimento tem uma qualidade profundamente emocional e melancólica, com um lirismo notável, representando uma das passagens mais dramáticas da obra.
- III. Allegretto – A leveza do tema é complementada por uma escrita polifônica mais intrincada, trazendo um toque mais animado, mas ainda com uma intensidade emocional.
- IV. Finale: Presto – Um final brilhante e enérgico, com um tema de dança e uma sensação de resolução.
Harmonia e Melodia: Beethoven explora harmonia e vozes de maneira mais rica, mais ousada e mais expansiva do que em seus quartetos anteriores. O quarteto também apresenta uma grande profundidade emocional, com movimentos contrastantes que variam entre o sublime e o dramático. A interação entre os instrumentos é notavelmente complexa, com linhas melódicas que frequentemente se entrelaçam e se desenvolvem.
Inovação na Forma e no Estilo: A forma clássica do quarteto de cordas está presente, mas Beethoven a estende e desenvolve de maneiras inesperadas. Ele usa os quatro instrumentos (violino, viola, violoncelo e contrabaixo) de maneira mais equilibrada, e muitas vezes faz com que todos participem de maneira igual nas ideias musicais, não apenas como suporte de acompanhamento.
Impacto e Legado: Este quarteto marca uma evolução em relação ao estilo mais tradicional da época, e muitos críticos consideram-no um dos mais inovadores e emocionantes do repertório de quartetos de cordas. O Op. 127 é, de fato, uma obra que propõe uma experiência de escuta desafiadora, mas também profundamente recompensadora.
Importância na Carreira de Beethoven
O Op. 127 é significativo não apenas pelo seu conteúdo musical, mas também porque foi a primeira obra de quarteto escrita após Beethoven ter praticamente perdido a audição. Ele estava já em seus últimos anos e lidava com desafios pessoais, e essa obra reflete a sua experiência única de um compositor imerso em seu próprio mundo sonoro, completamente isolado dos sons externos.