Trata-se da primeira sinfonia do autor composta em tonalidade menor, o que só voltaria a acontecer em 1824 com a Sinfonia nº9 em Ré menor op.125. A Sinfonia nº5 em Dó menor ainda hoje é considerada como um "monumento" da criação artística.
Os quatro movimentos constituem a particularidade de uma homogeneidade orquestral, sendo que, ao mesmo tempo, um exemplo de alternância.
O primeiro andamento, revelando grande tensão, tensão essa denunciada pelas cordas, eleva um dramatismo extremo. O segundo andamento revela solenidade; uma marcha fúnebre que se eleva pela sua emoção e beleza. O terceiro andamento, uma crispação. O quarto andamento: magnificência.
Alguns pontos que a tornam tão poderosa:
-
O tom de dó menor: trágico, tenso, combativo. É o tom da luta.
-
A ideia obsessiva: aquele motivo inicial reaparece o tempo todo, transformado, insistente — como se a música não deixasse fugir o conflito.
-
A travessia: a sinfonia começa na sombra e termina em dó maior, luminosa, quase triunfal. É uma passagem da noite para a vitória, da angústia para a afirmação.
-
Contexto humano: Beethoven já lidava seriamente com a surdez. Não é exagero ouvir ali um homem a dizer: “o destino não me vence”.
A Quinta Sinfonia estreou em 22 Dezembro de 1808 num concerto gigantesco no Theater an der Wien , em Viena, que consistiu inteiramente num programa de estreias de Beethoven, e dirigido pelo próprio Beethoven. O concerto durou mais de quatro horas.
Sem comentários:
Enviar um comentário