domingo, 28 de fevereiro de 2010

William Schuman-Quarteto de cordas nº. 3 em lá maior op.41

  • Em 1940 a 28 de fevereiro, William Schuman estreia o seu Quarteto de cordas nº. 3 em lá maior op.41 interpretado pelo Coolidge Quartet no Town Hall em Nova York.
aqui a interpretasç\ao é do Quartetto Italiano:
Paolo Borciani (Reggio Emilia, 21 dicembre 1922 - 5 luglio 1985): Violino I
Elisa Pegreffi (Genova, 10 giugno 1922): Violino II
Piero Farulli (Firenze, 13 gennaio 1920 - Fiesole, 2 settembre 2012): Viola
Franco Rossi (Venezia, 31 marzo 1921 - Firenze, 28 novembre 2006): Violoncello
 

O Quarteto de Cordas nº 3 em Lá maior, Op. 41 de Robert Schumann é uma obra profundamente expressiva e emocional, com uma grande riqueza de contrastes e texturas. Composta em 1842, durante o período em que Schumann estava imerso na composição de música de câmara, esta obra é uma das mais destacadas entre seus quartetos de cordas.

Aqui estão alguns pontos-chave sobre essa obra:

  1. Estrutura e Forma:

    • A peça é dividida em quatro movimentos:
      1. I. Ziemlich langsam – Lebhaft (Bastante lento – Alegre)
      2. II. Andante molto e cantabile (Muito lento e cantável)
      3. III. Menuetto: Grazioso
      4. IV. Finale: Allegro molto

    Cada movimento tem uma grande expressividade, desde o início mais melancólico e introspectivo até o final energético e vibrante.

  2. Características Estilísticas:

    • Primeiro movimento: Começa com uma introdução lenta e sombria, seguida por um tema agitado, contrastando com uma melodia mais suave. O uso da modulação e dos desenvolvimentos temáticos é notável.
    • Segundo movimento: Este movimento é especialmente bonito e lírico, com uma sensação de serenidade e profunda melancolia, uma das características de Schumann.
    • Terceiro movimento: O Menuetto é um momento mais leve e elegante, trazendo uma mudança de atmosfera, com uma sensação de graça e um toque de dança.
    • Quarto movimento: O finale é vibrante e cheio de energia, com uma sensação de celebração e movimento rápido.
  3. Influências e Inovações:

    • Schumann mostra sua habilidade de explorar a textura do quarteto de cordas de maneira complexa. A obra reflete sua busca por uma sonoridade mais rica e harmônica, influenciada pela tradição clássica, mas também marcada por um estilo próprio, próximo ao romantismo.
    • A harmonia e o desenvolvimento das ideias temáticas são mais audaciosos e experimentais do que nos seus primeiros quartetos, e isso contribui para a profundidade emocional da obra.
  4. Emoção e Técnica:

    • Como em muitas das composições de Schumann, o quarteto exibe uma grande tensão emocional, oscilando entre momentos de suavidade e explosões de energia. Ele usa as diferentes vozes dos instrumentos de cordas para criar um diálogo íntimo entre os músicos.

O Quarteto nº 3 em Lá maior é frequentemente elogiado por sua beleza, complexidade emocional e a habilidade de Schumann em manipular as vozes do quarteto de maneira tão sofisticada. Ele permanece uma obra essencial no repertório do quarteto de cordas e é uma das peças mais representativas de sua produção camerística.



sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

26 de Fevereiro

  • Em 1935 estreou-se a Sinfonia nº 1 em dó maior de Georges Bizet.
A Sinfonia em dó maior foi escrita pelo compositor francês Georges Bizet em 1855, quando contava apenas 17 anos de idade. O jovem músico, após ter escutado em Abril daquele ano a Sinfonia No. 1 de Charles Gounod, decidiu escrever sua própria sinfonia, somente como um exercício musical e sem maiores ambições. Esta obra surpreendente foi redescoberta somente em 1932, quando o compositor Reinaldo Hahn doou ao Conservatório de Paris o manuscrito original de Bizet. O grande regente Felix Weigarther dirigiu a estreia da peça tornou-se rapidamente muito popular. Aqui a interpretação é da Kislovodsk Philharmonic Orchestra dirigida por  Ricardo Araújo 

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

25 de Fevereiro

  • Em 1905 Koussevitzky estreia em Moscovo o seu Double-Bass Concerto op.3 com o compositor como solista.Aqui a interpretação e de To-Yen Yu

sábado, 20 de fevereiro de 2010

20 de Fevereiro

  • Em 1724 Bach estreia em Leipzig a Cantata Nº. 22 Jesus nahm zu sich die Zwölfe e a Cantata Nº 23 Du wahrer Gott und Davids Sohn .
Cantata nº 22


Cantata nº 23

  1. 1ºParte-Du Wahrer Gott Und Davids Sohn
  1. 2ºParte-Ach Gehe Nicht Vorüber
  1. 3ºParte-Aller Augen Warten Herr
  1. 4ºParte-Christe, Du Lamm Gottes

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

19 de Fevereiro

  • Em 1929 FP Bela Bartók estreia em Londres o seu String Quartet No. 3 em dó sustenido maior, interpretado pelo Waldbauer-Kerpely Quarteto.Aqui a interpretação é do The Juilliard String Quartet
Esta obra em bora sem pausas está escrito em 4 tempos que são
1. Prima parte: Moderato
2. Seconda parte: Allegro
3. Recapitulazione della prima parte: Moderato
4. Coda: Allegro molto

Esta peça foi dedicado à Sociedade Musical de Filadélfia e foi inscrito num concurso internacional de música de câmara gerido pela organização. Ganhou o primeiro prémio de 6.000 dólares, em conjunto com uma obra de Alfredo Casella. .


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Brahms-Intermezzo nº1 para piano em mi bemol maior op.117

  • Em 1893 a 18 de Fevereiro, Brahms estreia em Viena o seu Intermezzo nº1 para piano em mi bemol maior op.117.

O Intermezzo nº1 em Mi bemol maior, Op. 117 de Johannes Brahms é uma das obras mais emblemáticas e emocionais do compositor. Escrito como parte de um conjunto de três intermezzos (Op. 117), a peça reflete o lado mais introspectivo e lírico de Brahms, especialmente em sua fase mais madura.


A obra se caracteriza por sua melancolia e suavidade, e muitas vezes é vista como um retrato de um estado de alma introspectivo. Com uma estrutura relativamente simples, mas com um profundo conteúdo expressivo, o Intermezzo nº1 apresenta uma temática principal que flui suavemente, intercalada com passagens mais poéticas e sublimes. Ele utiliza acordes amplos e ressonantes, explorando a riqueza harmônica, mas sem se perder em complexidade excessiva.

É uma peça com muitos contrastes, ora mais calmo e contemplativo, ora mais intenso e com maior profundidade emocional, algo típico no estilo de Brahms. A escrita para piano é muito refinada e sensível, requerendo do intérprete uma grande capacidade de expressar nuance e subtileza. É uma obra que, para muitos pianistas, representa uma oportunidade de explorar a beleza emocional do piano de uma maneira muito pessoal.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

17 de Fevereiro

  • Em 1901 Mahler estreia em Viena Das Klagende Lied. Aqui a interpretação é da Concertgebouw Amsterdam - sob a direcção de Bernard Haintink- interpretado por
    Heather Harper - Norma Procter- Werner Hollweg.
Das klagende Lied é uma cantata composta entre 1878 e 1880 pelo compositor e regente austríaco Gustav Mahler.

Mahler começou a escrever o texto de Das klagende Lied, provavelmente inspirado num conto de fadas de Ludwig Bechstein, ou Der singende Knochen dos irmãos Jacob e Wilhelm Grimm.

Das klagende Lied divide-se em 3 partes:

1. Waldmärchen (Lenda da Floresta)
2. Der Spielmann (O Trovador)
3. Hochzeitsstück (Parte de Casamento)

Das Klagende Lied foi escrita para Soprano, Contralto e Tenor solistas, coro e orquestra.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

,Liszt-Poema sinfónico nº04 Orfeu

  • Em 1854 Liszt estreia em Weimar o seu Poema sinfónico nº 4 Orfeu, dirigido pelo próprio compositor, como introdução à ópera de Gluck Orfeu e Eurídice.O motivo da representação foi a celebração do aniversário da grã-duquesa Maria Pavlovna Romanova, que era uma música aficionada e mecenas do compositor.
aqui a interpretação é de GSU symphony orchestra dirigida por . Rialto Center 



segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

15 de Fevereiro

  • Em 1874 Bizet estreia nos Concertos Pasedeoup em Paris a sua Abertura Patria Aqui a interpretação é da Royal Philharmonic Orchestra Conduzida por Thomas Beecham
Esta abertura foi dedicada a Massenet e foi escrita como prelúdio para o drama homónimo de Sardou.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Gabriel Fauré



Gabriel Urbain Fauré nasceu em Pamiers (França), a 12 de Maio de 1845. Aluno de Camille Saint-Saëns (de quem recebeu grande influência) na escola Niedermeyer, Fauré foi organista da igreja de Saint-Sauveur em Rennes (1866), depois na Madeleine, em Paris.

Em 1896, foi nomeado professor de composição do Conservatório de Paris, do qual foi, em seguida, diretor, de 1905 a 1920. Teve alunos ilustres: Ravel, Aubert, Koechlin, Dukas, Schmitt, etc. Fauré morreu em Paris, a 4 de novembro de 1924.

Com Debussy e Ravel, Fauré dominou a moderna música francesa. Mestre no campo da canção e da música de câmara, fiel à forma, Fauré soube reunir, com inteligência e sensibilidade, uma melodia ampla e flexível e uma concepção harmônica de grande mobilidade.

Lieder - Intimismo, recolhimento, discrição, serenidade, definem a atividade criadora de Fauré. Por isso mesmo deu preferência aos lieder e à música de câmara, géneros banidos pelos operistas.

Entre os vários ciclos de lieder destacam-se a Canção de Eva (1907-1910), O jardim fechado (1915-1918), com versos de Charles van Lerbeghe. Anteriores a estes, é o ciclo de nove melodias sobre textos de Verlaine, A boa canção (1891-1892).

Missas - Sua obra-prima é o Requiem Op. 48, inteiramente diferente do de Berlioz. Nada dos desesperos do juízo final, mas uma pacificação do dies irae, uma promessa de acesso in paradisum.

Música de câmara - Em sua derradeira fase, Fauré alcançou um estádio de verdadeira sabedoria. O quarteto para cordas em mi menor Op. 121 (1924) - seu último opus - é um exemplo.

Escreveu mais, dois quartetos para piano, Op. 15 e Op. 45 (1879 e 1886), dois quintetos para piano, Op. 89 e Op. 115 (1921 e 1923), Trio para piano Op. 120 (1923), Quarteto para cordas em mi menor Op. 121 (1924), duas sonatas para piano e violino, em lá maior Op. 13 (1876) e em mi menor Op. 108 (1917), duas sonatas para piano e violoncelo, em ré menor Op. 109 (1918) e em sol menor Op. 117 (1922).

Fauré-Piano Quarteto nº 1 para piano e cordas em dó Op. 15

  • Em 1880 Fauré estreia na Société Nationale de la Musqique Français em Paris o seu Piano Quarteto nº 1 para piano e cordas em dó Op. 15. Aqui a interpretação é  de Marc-André Hamelin e o  Leopold Trio.

O Piano Quarteto nº 1 em Dó menor, Op. 15 de Gabriel Fauré é uma das obras mais notáveis do compositor francês, sendo um exemplo brilhante de sua habilidade em integrar o piano com os instrumentos de cordas, criando uma sonoridade rica e equilibrada.

Composta em 1880 , a obra mostra uma fusão de sua estética musical suave e expressiva, com momentos de intensidade emocional e também de delicadeza, algo que caracteriza o estilo único de Fauré. Ele é conhecido por seu domínio da harmonia e pela sutileza no uso de modulações, e isso é bastante evidente neste quarteto.

A obra está dividida em quatro movimentos:


  1. Allegro: O movimento de abertura começa com uma energia vigorosa e uma tensão dramática. Fauré utiliza a forma-sonata com grande maestria, criando contrastes interessantes entre os temas apresentados.

  2. Andante: Este movimento tem um caráter mais lírico e melancólico, com o piano e as cordas dialogando de maneira intimista. A música se desenrola de forma expressiva, explorando uma rica paleta emocional.

  3. Scherzo (Allegro): Aqui, o compositor introduz um tema mais leve e rítmico, com uma vivacidade que oferece um contraste agradável ao movimento anterior. O jogo entre os instrumentos é ágil e fluido, demonstrando o domínio de Fauré nas texturas musicais.

  4. Finale (Allegro molto): O quarteto encerra com uma intensidade crescente, utilizando elementos de fuga e contraponto para construir uma conclusão impressionante.

A obra como um todo é muito equilibrada, com o piano e os instrumentos de cordas (violino, viola e violoncelo) tendo papéis bem definidos, mas com destaque para a interação entre todos os músicos. Fauré, que foi um dos compositores mais importantes da música francesa no final do século XIX, tem sua característica melancolia e harmonia sofisticada claramente presentes, mas também uma alegria sutil que permeia muitas passagens da obra.

O Quarteto para Piano e Cordas nº 1 é uma peça muito apreciada por músicos e auditores devido à sua complexidade, beleza e a emoção que transmite. Além disso, é uma das obras que estabeleceu Fauré como um dos maiores compositores do romantismo tardio francês.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Beethoven-Ruinas de Atenas


As Ruínas de Atenas ( Die Ruinen von Athen ), Op. 113, é um conjunto de peças musicais incidentais escritas em 1811 por Ludwig van Beethoven . A música foi escrita para acompanhar a peça de mesmo nome de August von Kotzebue , para a inauguração do novo Deutsches Theatre Pest  [ de ] em Pest, Hungria no dia 9 de Fevereiro

Talvez a música mais conhecida de The Ruins of Athens seja a Marcha Turca , um tema que conquistou um lugar na cultura popular . Beethoven já havia usado esse material antes em suas Seis Variações sobre um Tema Original, Op. 76 (1809).

Em 1822, a peça foi revivida para a reabertura do Teatro de Viena em der Josefstadt com um libreto revisado de Carl Meisl , para o qual Beethoven escreveu uma nova abertura, agora conhecida como A Consagração da Casa , Op. 124 , e adicionou um refrão "Wo sich die Pulse" ( WoO 98).

A música de The Ruins of Athens foi retrabalhada em 1924 por Richard Strauss e Hugo von Hofmannsthal . Outro revival com uma revisão do texto de Johannes Urzidil ​​foi conduzido por Alexander von Zemlinsky no Neues Deutsches Theatre de Praga em 1926.



segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Bela Bartok-Piano Concerto nº3 em mi maior op.119

  • Em 1946 estreou-se de Bela Bartók o Piano Concerto No. 3 em mi maior . interpretado pela Philadelphia Orchestra, sob a direcção de Eugene Ormandy com György Sándor como solista.Aqui o solista Argerich,
Este concerto foi escrito em 1945 enquanto Bartok vivia exilado nos Estados Unidos, padecendo de leucemia em fase terminal. Ee quis dedicar este concerto a sua mulher
Ditta Pásztory-Bartók, uma talentosa pianista.

Quando morreu em 29 de Setembro desse ano o terceiro e últmo movimento deste concerto estava inacabado e foi o seu aluno, Tibor Serly, que acabou por completar os últimos 17 compassos

sábado, 6 de fevereiro de 2010

6 de Fevereiro

  • Em 1944 Arnold Schoenberg estreia o seu Piano Concerto op.42 interpretado pela NBC Symphony conduzida por Leopold Stokowski.sendo Eduard Steuermann o solista. Aqui a interpretação é de James Irsay, piano
    Indiana University Symphony Orchestra, dirigida  Bryan Balkwill

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

5 de Fevereiro

  • Em 1970 Elliott Carter estreia o seu Concerto para Orquestra, interpretado pela New York Philharmonic.

  1. 1ªParte-Introduction (Misterioso)+I. Allegro non troppo+II. Presto volando
  2. 2ªParte-III. Maestoso+ IV. Allegro agitato Coda (Allegro Molto)

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

4 de Fevereiro

  • Em 1751 em Corella em Navarra nasce Blas de Lacerna um compositor espanhol, que no seu tempo teve enorme popularidade.
Tentou manter o espírito da autêntica música espanhola, face ao italianismo que campeava por todo o lado, mas teve que ceder perante o gosto popular, compondo algumas óperas e música encenada para várias comédias

Cantada por Teresa Barrientos acompanhada por Jorge Miguel Gonzalez e David Gonzalez à
guitarras, a canção El Tripili uma peça de 1816