- Em 1920 a 26 de Janeiro, Prokofiev estreia em Nova Iorque a sua Abertura baseada em termo hebreus op 34, interpretado pelo Zimro Ensemble com o compositor ao piano. Aqui a interpretação é de Yefim Bronfman ao piano o Juilliard String Quartet e Giora Feidman no clarinete
A Abertura sobre Temas Hebraicos, Op. 34 tem algo de intimista e ritual, quase como se fosse música de câmara vestida de solenidade. Mesmo sendo chamada de “abertura”, ela não tem aquele caráter grandioso e teatral tradicional; é mais contemplativa, com um lirismo contido que vai crescendo aos poucos.
Alguns pontos que a tornam especial:
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Os temas hebraicos não são tratados como exotismo folclórico barato. Prokofiev respeita a melancolia e a dignidade dessas melodias, mantendo aquele sabor modal, quase ancestral.
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A escrita (originalmente para clarinete, quarteto de cordas e piano) dá um destaque lindíssimo ao clarinete, que soa como uma voz humana — ora lamento, ora dança.
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Há uma alternância muito bonita entre nostalgia e ironia suave: momentos de recolhimento profundo seguidos por passagens mais vivas, quase dançantes, mas sempre com uma sombra por trás.
Em vez de drama explícito, a peça sugere uma memória coletiva, algo entre saudade, identidade e resistência silenciosa.
Para mim, é Prokofiev a mostrar que também sabia escutar o silêncio e a tradição, não só provocar o ouvinte.
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terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Prokofiev-Abertura baseada em temas Hebreus op.34.
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