quinta-feira, 7 de maio de 2009

Tchaikovsky-Sinfonia nº 1 em sol menor op.13

  • No ano de 1840, nascimento em Votkinsk em Udmurtes, Russia nas margens do Volga de Tchaikovsky, filho de Ilya Petrovitch Tchaikovsky e de Alexandra d’Assie

Embora não faça parte do chamado Grupo dos Cinco (Mussorgsky, César Cui, Rimsky-Korsakov, Balakirev e Borodin) de compositores nacionalistas daquele país, sua música se tornou conhecida e admirada por seu carácter distintamente russo, bem como por suas ricas harmonias e vivas melodias. Suas obras, no entanto, foram muito mais ocidentalizadas do que aquelas de seus compatriotas, uma vez que ele utilizava elementos internacionais ao lado de melodias populares nacionalistas russas. Tchaikovsky, assim como Mozart, é um dos poucos compositores aclamados que se sentia igualmente confortável escrevendo óperas, sinfonias, concertos e obras para piano.


Eis a sinfonia nº1 em sol menor op,13 interpretado pela  Moscow Philharmonic Orchestra dirigida por Yuri Simonov, 

É a primeira grande sinfonia de Tchaikovsky e já mostra muito do que viria a definir o seu estilo:

  • lirismo intenso
  • melancolia profundamente russa
  • orquestração rica e colorida
  • contraste entre intimidade emocional e explosões dramáticas

Ele escreveu esta obra pouco depois de começar a lecionar no Conservatório de Moscovo, numa fase de enorme tensão emocional e física. O próprio compositor dizia que esta sinfonia lhe custou mais sofrimento do que muitas obras posteriores.

Mesmo assim, anos depois confessou que, embora “imatura”, tinha mais substância do que várias obras mais maduras.


Os 4 andamentos

I — Dreams of a Winter Journey

Allegro tranquillo – Sol menor

O início já cria uma paisagem de inverno: frio, estrada longa, nostalgia.
Há uma sensação de movimento contínuo, quase como uma viagem de trenó pela neve.

É muito lírico, mas com uma inquietação por baixo.


II — Land of Gloom, Land of Mist

Adagio cantabile ma non tanto – Mi bemol maior

Talvez o movimento mais bonito.

Extremamente contemplativo, melódico e quase hipnótico.
O oboé apresenta um tema de enorme ternura — uma daquelas melodias que parecem nascer prontas.

É música de névoa, distância e memória.

(Muita gente considera este o coração da sinfonia.)


III — Scherzo

Allegro scherzando giocoso – Dó menor

Mais leve e dançante, com elegância quase de ballete.

Curiosamente, este material veio de uma sonata para piano que Tchaikovsky havia escrito antes. O trio central já antecipa aquele “valse tchaikovskiano” tão característico.


IV — Finale

Andante lugubre → Allegro moderato → Allegro maestoso

Começa sombrio e termina triunfante.

Aqui Tchaikovsky usa material de canção popular russa, dando à obra uma força nacional muito marcada.

O final é brilhamente orquestrado e muito expansivo — quase uma vitória arrancada com esforço.


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