quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Brahms-Piano concerto nº1 em ré menor op.15


  • Em 1859 a 22  de Janeiro-Estreia em Henover o Piano Concerto nº 1 em Ré menor op.15 de Brahms, com o compositor como solista. Aqui o solista é Rubinstein e a Orquestra de Amsterdam sob a direcção de Bernard Haitink.
  • O Concerto para Piano nº 1 em Ré Menor, Op. 15 de Johannes Brahms é uma das peças mais emblemáticas e poderosas do repertório romântico. Composto entre 1854 e 1858, o concerto reflete a complexidade emocional e a profundidade técnica que caracterizam a música de Brahms. A obra foi inicialmente muito criticada, mas com o tempo conquistou um lugar de destaque no concerto para piano devido à sua maturidade e grandiosidade.

    O concerto é dividido em três movimentos:

    1. Primeiro movimento: Maestoso
      Este movimento é imponente e dramático, iniciando com uma introdução orquestral forte antes de o piano fazer sua entrada. Brahms cria um contraste impressionante entre a força orquestral e as passagens líricas do piano. A escrita do piano é desafiadora, exigindo grande virtuosismo e expressividade do intérprete. O tema principal, que surge de forma impressionante, se desenvolve ao longo do movimento.

    2. Segundo movimento: Adagio
      O segundo movimento é mais introspectivo e lírico, apresentando uma melodia suave e comovente, que se desenvolve com grande delicadeza. Aqui, a interação entre piano e orquestra é mais intimista, destacando a beleza melódica e a profundidade emocional da obra. Brahms cria uma atmosfera de introspecção e nostalgia, utilizando a orquestra e o piano de forma sutil e harmoniosa.

    3. Terceiro movimento: Rondo: Allegro
      O movimento final traz uma energia renovada, com um tema alegre e animado que retorna em diferentes variações. Este rondó é dinâmico e celebra a virtuosidade do pianista, mas também oferece momentos de beleza melódica. O diálogo entre o piano e a orquestra é cheio de vivacidade e energia, com Brahms fazendo uso de contrastes dinâmicos para criar uma sensação de intensidade crescente.

    O Concerto para Piano nº 1 é notável por sua combinação de profundidade emocional, complexidade técnica e estrutura formal. A obra não é apenas uma exibição de virtuosismo, mas também uma meditação profunda sobre a tensão entre o poder e a suavidade, o dramático e o lírico. Além disso, o concerto é uma demonstração da habilidade de Brahms em escrever para piano e orquestra de maneira igualmente complexa e equilibrada.

    Essa obra é muito admirada por pianistas e orquestras, sendo um verdadeiro desafio e uma experiência intensa tanto para o intérprete quanto para o ouvinte.



 

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