segunda-feira, 30 de janeiro de 2023
Joseph Wölfl-Piano concerto nº06 em re maior Op.49
domingo, 29 de janeiro de 2023
Friedrich Kuhlau-Piano Concerto em do maior Op.7
sábado, 28 de janeiro de 2023
Étienne Nicolas-Symphony Nº4
sexta-feira, 27 de janeiro de 2023
Beethoven-Sonata nº26 em mi bemol maior op81a
quinta-feira, 26 de janeiro de 2023
Louis Spohr-Clarinet Concerto nº02 em si menor op57
quarta-feira, 25 de janeiro de 2023
Beethoven-Sonata nº25 em sol maior op.79
terça-feira, 24 de janeiro de 2023
Etienne Méhul-Sinfonia n 01 em sol menor
segunda-feira, 23 de janeiro de 2023
Ferdinand Ries Sinfonia Nº01 em re maior Op.23
domingo, 22 de janeiro de 2023
Beethoven-Sonata nº24 em fa maior op.nº7
quinta-feira, 19 de janeiro de 2023
VWeber-Grand Polonaise mi bemol maior-op21
quarta-feira, 18 de janeiro de 2023
Spohr-Concerto para Clarinete nº 1 em Dó menor Op. 26
terça-feira, 17 de janeiro de 2023
Louis Spohr-Violin Concerto em sol menor nº06 op 28
sábado, 14 de janeiro de 2023
Beethoven-Missa em dó maior op.86
sexta-feira, 13 de janeiro de 2023
Beethoven-Abertura Coriolano em do menor
quarta-feira, 11 de janeiro de 2023
BEETHOVEN Sinfonia nº4 em si bemol maior op.60
A Sinfonia nº 4 em Si ♭ maior , Op. 60, é a quarta sinfonia publicada por Ludwig van Beethoven . Foi composta em 1806 e estreada em março de 1807, no dia 15 num concerto privado em Viena, na casa do príncipe Lobkowitz . A primeira apresentação pública foi no Burgtheater , em Viena, em abril de 1808.
A Sinfonia nº 4 em Si bemol maior, Op. 60 de Beethoven é uma obra muito interessante, especialmente porque se destaca em seu contexto dentro do repertório sinfônico beethoveniano. Composta entre 1806 e 1807, ela é frequentemente considerada uma das suas sinfonias mais leves e otimistas, em comparação com outras, como a Eroica (Sinfonia nº 3) ou a Sinfonia nº 5, que possuem um caráter mais dramático e tenso.
Aqui estão alguns pontos interessantes sobre a obra:
1. Características Gerais:
- A Sinfonia nº 4 reflete uma abordagem mais serena e alegre, com uma estrutura clara e equilibrada. Muitos consideram a obra mais "neoclássica" em relação a algumas das suas outras composições sinfônicas.
- Ela pode ser vista como uma obra de transição entre o estilo clássico (como o de Haydn e Mozart) e a abordagem mais inovadora que Beethoven começou a adotar nas suas sinfonias posteriores.
2. Estrutura:
A sinfonia segue a estrutura tradicional das sinfonias clássicas, com quatro movimentos:
- I. Adagio molto e cantabile – Allegro con brio: Um movimento inicial que começa com um tema calmante e depois se desenvolve para uma seção mais animada e cheia de energia.
- II. Andante con moto: Um movimento tranquilo e lírico, muito melódico, que mostra a habilidade de Beethoven em criar profundidade emocional mesmo em passagens mais suaves.
- III. Menuetto (Grazioso): Um minueto elegante e refinado, típico da época, mas com a riqueza harmônica de Beethoven. Este movimento traz uma leveza, sem perder a sofisticação.
- IV. Allegro molto: O movimento final é vibrante e enérgico, com uma sensação de celebração e entusiasmo. É uma ótima conclusão para a sinfonia, com uma energia contagiante.
3. Contrastes com Outras Sinfonias:
- Enquanto muitas sinfonias de Beethoven exploram temas de luta, vitória ou sofrimento, a Sinfonia nº 4 traz uma energia mais leve e otimista. Pode-se até dizer que ela está mais próxima do estilo de Mozart ou Haydn, mas ainda com a riqueza emocional e complexidade que Beethoven já estava começando a explorar.
- O uso de contrastes dinâmicos e mudanças de tempo também é uma característica marcante, mas sem a intensidade dramática das sinfonias mais tardias de Beethoven.
4. Recepção e Influência:
- Apesar de ser uma obra com um caráter mais descontraído, a Sinfonia nº 4 é admirada por muitos por sua delicadeza e elegância. Não teve a mesma grande popularidade imediata que outras sinfonias de Beethoven, mas ao longo do tempo foi ganhando reconhecimento por sua beleza e harmonia.
- A obra mostra a transição de Beethoven de um compositor que estava começando a romper com as convenções do período clássico para alguém que, eventualmente, desafiaria as convenções formais de uma maneira mais radical nas suas sinfonias subsequentes.